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NOTA INFORMATIVA DO GRUPO ARCO-ÍRIS SOBRE A REALIZAÇÃO DA 22ª PARADA DO ORGULHO LGBT – RIO 2017 E PROVIDÊNCIAS

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT do Rio de Janeiro, entidade comunitária responsável pela organização da Parada do Orgulho LGBT do Rio desde 1995, vem a público informar que:

 

  • A 22ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2017 tem data marcada para ocorrer no dia 15 de outubro, em Copacabana. Foram tomadas as providências legais na Prefeitura para a realização da manifestação.

 

  • Quanto ao financiamento para a realização da edição de 2017, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – apesar de até agora não ter informado publicamente, em nossa última conversa no mês de junho com a RioTur, Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e representante do gabinete do Prefeito – nos informou que não patrocinará a Parada, com recursos próprios, conforme nos anos anteriores.

 

  • A Organização já se manifestou contra a posição discriminatória da Prefeitura, já que a mesma deu um tratamento diferenciado para outras atividades ou ações culturais. Diminuiu drasticamente recursos para outras áreas, mas não os cortou totalmente, como fez com a 22ª Parada do Orgulho LGBT do Rio. O único aceno feito pela Prefeitura foi a oferta de caderno de encargos, onde a mesma ofereceria como contrapartida às empresas patrocinadoras espaços publicitários no mobiliário urbano; deixando a Parada a sua própria sorte, sem assumir qualquer compromisso em caso de insucesso desta modalidade de captação de recursos.

 

  • A Instituição vem buscando desde o início do ano, na iniciativa privada, apoio em recursos financeiros (via projetos de incentivo fiscal ou patrocínio direto) para custear a estrutura necessária visando a segurança, logística e exigências legais para a operacionalização da manifestação, o que até agora não se consolidou.

 

  • A estrutura refere-se à instalação de postos médicos; alocação de UTI móveis; instalação de tendas para oferta de serviços e para o Conselho Tutelar e PCCI – Posto de Controle Central Integrado (reunindo os órgãos de controle urbano e a organização); montagem de diversas torres de observação para a PM; aluguel de geradores para as tendas; banheiros químicos por toda a extensão do percurso; rebatimento de semáforos e placas de trânsito; confecção de banners e faixas de sinalização de tráfego por todo o bairro de Copacabana; contratação de brigadistas; seguranças e apoios logísticos para suporte nos trios e em toda a extensão da manifestação; contratação de trios devidamente certificados pelo CREA e com licença do Corpo de Bombeiros; entre outras despesas para a operacionalização da passeata. A estrutura necessária demanda um grandioso aporte financeiro.

 

  • Conseguiu enquadrar o Projeto da Parada de 2017 na Lei Estadual de Incentivo à Cultura através de renúncia fiscal de ICMS no valor de R$800mil, mas cabe aqui esclarecer que esta carta é apenas uma autorização para a captação de recursos com renúncia fiscal em empresas privadas e não uma garantia imediata de recursos. Assim, estamos aguardando retorno positivo das empresas até então contatadas, e abertos a receber outros apoios.

 

  • Também, conforme divulgado na imprensa, o Grupo teve o seu projeto aprovado para a captação de recursos para a Parada de 2018, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Renúncia fiscal de ISS) no valor de R$890mil. Ressaltamos que esta autorização não tem relação com a Parada deste ano, e tampouco é garantia de recursos para 2018.

Assumimos o compromisso de informar a comunidade LGBT e parceiros as novidades ou desdobramentos em relação a realização da manifestação.

Estamos muito preocupad@s no momento, mas esperanços@s para que as nossas conversas caminhem para a concretização de possíveis patrocínios e que possamos realizar a manifestação com toda a estrutura exigida. Agradecemos o empenho de diversos aliad@s que têm contribuído com a busca de parceir@s para a realização desta grandiosa manifestação.

A Parada do Orgulho LGBT Rio é a segunda maior marcha do Brasil e o terceiro maior evento da Cidade do Rio de Janeiro. Uma vitrine importante para demarcar um projeto de Cidade para todas as pessoas, numa perspectiva democrática, diversa e inclusiva.

Somos milhões e estamos em todas as partes!

 

Rio de Janeiro, 04 de agosto de 2017.

Parada PBGrupo Arco-Iris de Cidadania LGBT

 

RIO – Conforme publicado na coluna do Ancelmo Gois, a parada LGBT de Copacabana foi autorizada a participar de um dos programas de incentivo da prefeitura do Rio, o Edital do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). A partir desta decisão, os organizadores do evento estão aptos a buscar patrocinadores e poderão captar até R$ 895 mil para sua realização em 2018.

A proposta apresentada pela parada LGBT estava entre os 205 projetos que tiveram seus pedidos de captação de recursos via renúncia fiscal do ISS negados pela prefeitura.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, o evento de Copacabana não foi aprovado anteriormente por falta da contrapartida de redução do impacto ambiental, exigida por lei. Os produtores culturais tiveram sete dias para a entrega de uma nova solicitação com adequação ao edital e o pedido foi aprovado.

As empresas interessadas em participar do edital para patrocinarem as paradas LGBT em Copacabana e Madureira – que também teve autorização da prefeitura para captar recursos de até R$ 536 mil – podem se inscrever no processo que será aberto pela Secretaria Municipal de Cultura a partir desta terça-feira até o dia 31 de agosto.

O GLOBO entrou em contato com Júlio Moreira, um dos produtores culturais da parada LGBT de Copacabana, e ele não havia sido informado da decisão da prefeitura.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/parada-lgbt-de-copacabana-contara-com-programa-de-incentivo-da-prefeitura-do-rio-21646795#ixzz4oX893ARC
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Edição de 2016 da parada LGBT em Copacabana - Leo Martins / Agência O Globo Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/parada-lgbt-de-copacabana-contara-com-programa-de-incentivo-da-prefeitura-do-rio-21646795#ixzz4oX8RrtmC  stest

Edição de 2016 da parada LGBT em Copacabana – Leo Martins / Agência O Globo
Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/parada-lgbt-de-copacabana-contara-com-programa-de-incentivo-da-prefeitura-do-rio-21646795#ixzz4oX8RrtmC
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O espetáculo “Verdades Falsas” baseia-se na obra teatral “É Babado! Uma vida, Dois destinos”, que também gerou o longa-metragem “Verdades Falsas” (em edição).

O texto retrata a vida de um garoto que assume a identidade de uma Drag Queen, seus conflitos de família, amores, traições, crime passional e delírios do passado.

O monólogo “É Babado! Uma vida, Dois destinos” foi visto por mais de quinze mil pessoas nas cidades de Belém, São Luís, Macapá e Manaus. Foi premiado como “Espetáculo Destaque” no XIX Baile dos Artistas em Belém – PA e Fabrício Jordy premiado como “Ator hors concours” no Festival de Teatro do Meio do Mundo – Macapá.

Após o sucesso na região norte do Brasil, a história ganha uma nova roupagem e enredo no inédito “Verdades Falsas”.

Ficha Técnica:

Uma obra de: Fabrício Jordy

Colaboração de Texto: Leonardo Lima

Com: Fabrício Jordy, Lu Anastacio, Kalel de Oliveira

Direção: Ricardo Brandão e Marcello Melo

Supervisão de Direção: Jane Di Castro e Beto Carramanhos

Participação em Vídeo: Silvetty Montilla

Participação em Off: Jennifer Conte e Dra. Fernanda Jordy

Direção de Produção: Fabrício Jordy

Produção Executiva: Andréa Menezes

Assistente de Produção: André Nascimento

Visagismo: Beto Carramanhos

Figurino: Carlso Tufvesson

Assistente de figurino: Jana Paes

Designer de Som: Oyama Sanz

Operadora de Som: Fernanda Lorraine

Designer de Luz: Mariana Parreira

Operador de Luz: Éder Nascimento

Camareiro e Cenotécnico: Max Pinheiro

Contrarregra: Paulo Ramos

Designer Gráfico: Leonardo Lima

Numerólogo: Magno Franco

Fotos de Estúdio: Ariel Guevara

Fotos de Cena: Bruno Nunes e Ariel Guevara

Assessoria de Imprensa: JC Assessoria / Julyana Caldas

Serviço:

De 01/08 a 03/10 (Toda Terça-feira)

Teatro Vannucci (Shopping da Gávea) R. Marquês de São Vicente, 52, Gávea, Rio de Janeiro – RJ.

19h30.

Classificação: 14 anos

Duração: 60 min.

Gênero: Comédia / Drama

Ingressos: Inteira R$ 60,00 / Meia R$ 30,00.

Com 1 kg de alimento paga R$ 25,00.

*Clientes Clube Tix pagam R$25,00.Cartaz

 

Grupo Arco-Íris rechaça acusação falsa e repudia discriminação institucional no Governo Crivella

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, entidade sem fins lucrativos, fundada em 21 de maio de 1993, no Rio de Janeiro, instituição de utilidade pública estadual e municipal vem por meio desta nota se posicionar, em virtude de

1-Nota na Coluna do Paulo Capelli, no Jornal O Dia, no dia 18 de maio de 2017, com o seguinte conteúdo

“Acusação LGBT

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, da prefeitura, acusa Carlos Tufvesson, que comandava a Ceds na gestão de Paes (PMDB), de “abocanhar 10% dos R$ 650 mil da cota de patrocínio para a Parada Gay de Copacabana”. Diz que abrirá uma sindicância interna para apurar o caso.

Resposta

Procurado, Tufvesson afirma que jamais se “beneficiou com uso de bens públicos”. E que acionará judicialmente o coordenador da Ceds, Nélio Georgini, para que comprove a denúncia ou sofra as “ações penais cabíveis”. A íntegra da resposta de Tufvesson está no site da coluna”. (Coluna Paulo Capelli, Jornal O Dia, 18.05.2017)

O Grupo Arco-Íris é enfático em afirmar que jamais repassou quaisquer valores ou vantagens para quaisquer funcionários da Prefeitura, tampouco para terceiros não envolvidos diretamente na prestação de serviços contratados. O valor referido na nota não condiz com a verdade, já que o montante de 2016 foi de R$340mil, com publicação no Diário Oficial do Município do Rio, em 22.11.2016. A organização está à disposição das autoridades e da justiça para quaisquer esclarecimentos. O Grupo Arco-Íris rechaça veementemente essa acusação falsa com o intuito de atacar biografias e o movimento LGBT carioca.

2- Representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ 2017.00487284) de autoria do atual coordenador da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual Sr. Nélio Giorgini, com objeto Guia “Come To Live The Rio Sensation”, contra o ex-coordenador do órgão Sr. Carlos Tufvesson, alegando em relação ao material, apresentado em língua inglesa, que o “formato e conteúdo não condizem com a atuação de um órgão da administração pública, trazendo imagens inadequadas e informações a respeito de estabelecimentos comerciais que desenvolvem atividades de entretenimento para adultos, incitando essa prática” (trecho de comunicação ao MPRJ).

A representação sofreu o indeferimento pelo promotor de justiça Sr. Salvador Bemerguy que apontou “que o material enviado contém apenas três imagens de casais em um contexto LGBT, sendo seguido, de toda a sorte, de indicações de estabelecimentos “gay friendly”, como hotéis, casas noturnas e restaurantes. Além disso, como um guia turístico comum, o folheto em análise descreve as atrações naturais e culturais da cidade do Rio de Janeiro, como as praias e o carnaval”; quanto a alegação sobre “estabelecimentos comerciais que desenvolvem entretenimento para adultos”, o promotor não vislumbrou “[…] no material encaminhado qualquer indício de estímulo a prática de atividades ilícitas […]”. Assim, a promotoria indeferiu liminarmente a representação, considerando “a ausência de justa causa para a deflagração de inquérito civil público ou instauração de procedimento preparatório, especialmente porque não constam do presente expediente indícios mínimos de lesão a direitos de caráter transindividuais ou que sugiram a prática de ato de improbidade administrativa”.

Desta maneira, o Grupo Arco-Íris repudia veementemente a representação da gestão atual da CEDS junto ao MPRJ, que caracteriza uma postura de censura e moralismo contra publicação LGBT, e consequentemente de discriminação a população LGBT. A gestão atual condenou, como inadequadas, as imagens de casais de gays e lésbicas se beijando e em gestos de afeto. Isto nos sinaliza, com preocupação, a forma como a política pública para a promoção da cidadania LGBT vem sendo conduzida pelo atual coordenador, se colocando como instrumento de suporte ao conservadorismo, colocando em xeque a própria missão da CEDS de defender os direitos de LGBT, incluindo aí a expressão plena do afeto.

Na cidade do Rio de Janeiro, com o Governo Crivella, as ações e políticas públicas LGBT que vinham sendo implementadas na gestão anterior sofrem um grande revés, tanto no enfraquecimento institucional da Coordenação Especial da Diversidade Sexual, que foi desvinculada do Gabinete do Prefeito para a Casa Civil, quanto nos seus programas, que sofreram grande redução e descontinuidade, bem como, a decisão da Prefeitura de não patrocinar a Parada do Orgulho LGBT-Rio 2017, evento que se transformou numa  grande ação contra o preconceito e pela construção de um Rio plural, sem Lgbtfobia, racismo, machismo, desigualdades sociais e que já foi reconhecido pela RioTur como o terceiro maior da cidade.

O Grupo Arco-Íris repudia qualquer tentativa da gestão atual de ataques a direitos conquistados e de não reconhecimento das políticas públicas implementadas anteriormente. Inverdades e falácias implantadas com intuito de confundir a opinião pública e de construir uma cortina de fumaça para impedir um olhar crítico sobre gestão atual e para a cooptação de setores do movimento social LGBT. O Arco-Íris repudia quaisquer atitudes de censura ao afeto LGBT pois não é papel da Prefeitura, nem do Governo Crivella, regular a nossa expressão. O Grupo cobra da Prefeitura e da CEDS uma política transparente, de diálogo e que respeite o que se construiu ao longo dos anos de políticas públicas para LGBT na cidade e a manutenção do patrocínio a Parada do Orgulho LGBT de 2017, como vem acontecendo tradicionalmente.

Exigimos que o Governo Crivella governe para todas as pessoas sem preconceito e discriminação, respeitando o Rio de Janeiro, para que se firme uma cidade plural, inclusiva e laica.

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTGuia Gay

O Dia do Orgulho LGBT é para celebrar e reconhecer que há ainda muito por fazer!
 
 O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, entidade sem fins lucrativos, fundada em 21 de maio de 1993, no Rio de Janeiro, instituição de utilidade pública estadual e municipal, em razão de hoje, 28 de junho, data que celebra o Dia Mundial do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans) em todo o mundo, vem saudar toda a comunidade LGBT que tem ao longo das últimas décadas resistido e afirmado o seu direito de existir e de amar quem quiser.
 
A celebração é em virtude da Revolta de Stonewall, em Nova Iorque, quando, cansados das rotineiras batidas policiais, LGBT reagiram por três noites com seu desfecho no dia 28 de junho de 1969. A revolta começou no bar Stonewall Inn e alastrou-se para todo o bairro Greenwich Village. As palavras IGUALDADE, DIGNIDADE, ATITUDE E ORGULHO foram as mais entoadas naquele momento, marco do novo movimento em defesa do direito de existir e expressar o afeto e a sexualidade. Em 1970, os nova-iorquinos tiveram a sua primeira Parada LGBT para celebrar a data, seguida por várias cidades em todo o mundo.
 
No Brasil, em 1995, aconteceu a primeira Parada do Orgulho LGBT, chamada na época de Marcha Pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Travestis, realizada em Copacabana. Hoje mais de 250 cidades no país realizam Paradas, cobrando direitos, denunciando a discriminação e a tentativa de setores políticos e de religiosos fundamentalistas de impedirem o avanço da cidadania LGBT, como acontece atualmente no legislativo federal.
Cotidianamente a mídia e ativistas por todo o Brasil denunciam situações de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, que vai de constrangimento, agressão verbal, agressão física, até assassinatos com requintes de crueldade. Infelizmente, o Rio de Janeiro é parte dessa realidade. Todos os dias em algum lugar de nossa capital e do nosso estado uma pessoa é vitimizada pela discriminação por orientação sexual e ou identidade de gênero, seja na escola, no trabalho, na família, nas ruas, entre outros. Pessoas trans proporcionalmente são as mais perseguidas. Os dados apontam que pessoas LGBT negras e pobres são alvos constantes da Lgbtfobia.
 
Estado e religião não podem se misturar. É fundamental que o poder público, em suas diversas esferas e instâncias, não permita a interferência de segmentos religiosos na sua atuação para assim assegurar a cidadania de todas as pessoas. O Estado deve ser laico!
 
Ao longo dos últimos 20 anos, a população LGBT obteve algumas conquistas. No plano nacional, ampliou a visibilidade de sua agenda na sociedade e na mídia. O movimento LGBT se diversificou, apontando outras formas de atuação e organização. A produção acadêmica na temática vem tomando corpo, com vários estudos e pesquisas que contribuem para o debate da necessidade de se enfrentar a discriminação e promover direitos. Conquistamos no Supremo Tribunal Federal o direito a união estável e ao casamento civil. Há um maior reconhecimento das demandas da população LGBT nas políticas públicas federais, com a criação de conselhos, grupos de trabalho, coordenadoria, mas, no entanto, o Governo Federal não vem produzindo ações efetivas e abrangentes para enfrentar a discriminação e afirmar direitos da população LGBT, ainda tratada como cidadãs e cidadãos de segunda classe.
 
Ainda hoje, a resposta governamental é frágil e incipiente. É urgente a criação de um sistema nacional para o enfrentamento da Lgbtfobia, integrando os governos Federal, Estaduais e Municipais, as polícias federal e nos estados, a civil e militar, o Poder Judiciário, os MP federal e estaduais, as defensorias públicas, as universidades, as ONGS, entre outros. A responsabilidade de dirigir esse processo deve ser do Governo Federal. Para além de recomendações e intenções, é urgente a implementação de políticas públicas efetivas nas diversas áreas governamentais, como educação, saúde, cultura, cidadania, trabalho, assistência social, comunicação social, justiça, direitos humanos.
 
No âmbito do estado do Rio de Janeiro, cobramos ao governo estadual que devolva para a sociedade os serviços de atendimento a LGBT, construídos nos últimos nove anos. Hoje, os quatros Centros Regionais de Cidadania LGBT e o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567) do Programa Rio Sem Homofobia, que de 2010 a 2016 fez quase 95 mil atendimentos, estão praticamente fechados por falta de pagamento das equipes técnicas e de compromissos e estratégias por parte do governo para reestabelecer os serviços, deixando a população LGBT sem atenção às suas demandas. A política LGBT no estado passa por um processo de desmonte e não aceitaremos este retrocesso. O Rio de Janeiro já foi reconhecido como o estado com a maior política pública LGBT do Brasil. Exigimos que o governo Pezão reestabeleça urgente o Programa Rio Sem Homofobia!
 
Na cidade do Rio de Janeiro, as ações e políticas LGBT que vinham sendo implementadas na gestão anterior sofrem um grande revés, tanto no enfraquecimento institucional da Coordenação Especial da Diversidade Sexual, que foi desvinculada do Gabinete do Prefeito para a Casa Civil, quanto nos seus programas, como o Projeto Damas e ações de prevenção no Carnaval, entre outros, que sofreram grande redução e descontinuidade. O Governo Crivella, desde março, vinha negando uma posição clara quanto ao apoio tradicional da Prefeitura a realização da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, o que agora, se afirma através da CEDS e da Riotur, que não vai apoiar o evento, que é o terceiro maior da cidade do Rio de Janeiro. Nas eleições municipais de 2016, Crivella quando questionado sobre como atuaria em relação às políticas LGBT existentes e, especificamente com a Parada do Orgulho LGBT de Copacabana, prometeu que manteria o patrocínio da Parada, e hoje age ao contrário, colocando em risco a realização de um importante evento de reivindicação de direitos e promoção da diversidade sexual, uma grande ação contra o preconceito e pela construção de um Rio plural, sem Lgbtfobia, racismo, machismo, desigualdades sociais. Exigimos que o Governo Crivella governe para todas as pessoas sem preconceito.
 
Neste dia, reafirmarmos o compromisso com a comunidade LGBT em manter a luta contra a discriminação e pela promoção da cidadania LGBT em nossa cidade, estado e país. Também reafirmamos o compromisso em buscar realizar a 22ª Parada do Orgulho LGBT Rio, no dia 15 de outubro próximo, em Copacabana, mantendo os princípios de autonomia, independência, não atrelamento e diversidade de ideias. Convidamos o movimento e a comunidade LGBT, bem como a sociedade a apoiar o evento e a se posicionarem contra a mais essa estratégia de tentar enfraquecer a nossa luta por liberdade e por direitos.
 
Em 1993, quando o Grupo Arco-Íris foi fundado, foi alcunhada a seguinte visão: “O Grupo Arco-Íris é a possibilidade de você ser você mesmo e ainda assim caminharmos junt@s!”. É nesse espírito de unidade na diversidade que reafirmamos que junt@s somos mais fortes. Neste 28 de junho, vamos celebrar sim a nossa luta pelo direito amar quem quiser! Orgulho sim daqueles e daquelas que se foram e daquelas e daqueles que ficaram. Orgulho de nossa luta! 
 
Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017
 
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