COPACABANA FERVEU COM A 16ª PARADA DO ORGULHO LGBT

A união de todos os tons cobriu a orla de Copacabana de branco

Paz. Essa foi a palavra de ordem na 16ª Parada Orgulho LGBT do Rio. Sob o lema “Somos todos iguais perante a paz – Toda forma de violência deve ser crime”, Copacabana recebeu 1,5 milhão de pessoas em sua orla. Elas entoaram um coro que dizia não à homofobia, à intolerância e qualquer outro tipo de violência. O evento reuniu lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes na 3ª maior festa da cidade, que teve como música de abertura a reprodução de “A Paz”, interpretada por Zizi Possi. Mais de duas mil bolas brancas subiram ao céu de Copacabana levando o desejo de cada participante pela paz universal. 

A 16ª Parada foi aberta com o discurso de militantes do estado do Rio de Janeiro, assim como dos quatro cantos do país. Ao todo, 15 trios elétricos ocuparam a orla de Copacabana, além do Grupo Arco-Íris e Instituto Arco-Íris, organizadores do evento, o Governo do Estado, a Prefeitura, os clubes Cine Ideal e 1140 e da Rádio FM O Dia que também marcaram presença na festa.

Prevenção e saúde em pauta

Durante as sete horas de evento, foram distribuídos um milhão de materiais informativos sobre cidadania e saúde, que incentivaram a testagem voluntária do status sorológico do HIV, além de dicas sobre prevenção contra o HIV/Aids, hepatites virais e demais doenças sexualmente transmissíveis. Em uma das tendas, 200 pessoas tomaram vacina contra a hepatite B. Cerca de meio milhão de camisinhas masculinas, incluindo os tamanhos “teen” e “extra” foram distribuídas, além de sachês de gel e camisinha feminina. Tudo isso envolto às cores da bandeira de luta do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, realizador do evento.

Dez ambulâncias espalhadas pela orla realizaram dez remoções. Para garantir a segurança de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes 980 homens compareceram à Parada, sendo 350 guardas municipais, 250 policiais militares e, ainda, 380 seguranças particulares.

Projeto de Lei da criminalização da homofobia inspirou campanha

Neste ano, o lema da Parada foi “Somos todos iguais perante a paz – Toda forma de violência deve ser crime” – uma alusão ao projeto de lei que torna crime a homofobia no Brasil. “Uma cidade que vem se preparando para receber dois grandes eventos mundiais, vem discutindo a segurança pública. Por que o combate à homofobia não pode entrar nessa pauta? A paz que queremos é uma paz inclusiva, onde todos os cidadãos sejam respeitados em suas diferenças”, disse Júlio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris.

A Parada teve diversas atividades – desde o discurso de autoridades que falaram da luta contra a homofobia, até as animadas performances de drag queens, transformistas e dançarinos das boates mais badaladas da cidade ao som de muita música eletrônica.

A Parada apoia a campanha “Mães pela Igualdade”.

No trio do Movimento de Direitos Humanos, mães que tiveram seus filhos assassinados, vítimas de crimes homofóbicos, puderam chamar atenção contra a violência e impunidade no país. A Parada LGBT do Rio de Janeiro apoia este movimento de “Mães pela Igualdade” corajosas e assumidas, que levantam suas vozes contra o ódio e exigem o fim da discriminação e preconceito no Brasil.

Cidadania marca presença

Um ônibus da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro (DPGERJ) através Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos (NUDIVERSIS) também participou da Parada, atuando com defensores e advogados foram emitidos 30 ofícios de gratuidade de união estável além  de gratuidade para 2ª via do documento de identidade e orientação jurídica, ao todo, foram realizados 70 atendimentos.

O Centro de Referência da Cidadania LGBT, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, participaram com distribuição de informativos de serviços oferecidos.

Diversas autoridades compareceram à 16ª Parada do Orgulho LGBT, entre eles, o deputado federal, Jean Wyllys, a deputada federal Jandira Feghali, a secretária Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges, a secretária Nacional da Juventude, a secretária Nacional da Juventude, Severine Macedo, a subsecretária Executiva da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Maria Célia Vasconcelos, o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento e o coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Carlos Tufvesson, a consultora da sub comissão da Diversidade e Responsabilidade Social da Petrobras, Wania Santana, entre outros.
A 16ª Parada do Orgulho LGBT Rio 2011 foi uma realização do Grupo Arco-Íris Cidadania LGBT e co-realização do Instituto Arco-Íris com patrocínio Prata do Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos e da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro através da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual. E patrocínio Bronze da Petrobras.

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