Um espaço para chamar de seu!

Centros de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a portadores de HIV ganham estrutura pioneira no Brasil

Pessoas vivendo com HIV, vítimas de preconceito e intolerância religiosa e o público LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – ganharão uma estrutura pioneira no país para a defesa e a promoção das suas causas. A partir de julho, um andar inteiro no prédio da Central do Brasil, onde fica a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, abrigará diversos centros de referência que darão apoio psicológico e jurídico e terão auditório para seminários, workshops e cursos profissionalizantes.

O espaço, com área total de 1.500 metros quadrados, foi doado pela Secretaria de Segurança para a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir), órgão subordinado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Totalmente reformado, após seis meses de obras, e projetado de acordo com as necessidades dos diferentes segmentos-alvo, o local tem sinalização visual para facilitar a mobilidade das pessoas, salas de atendimento para aconselhamento e orientação psicológica, um auditório multifuncional, com 200 lugares e uma sala de telemarketing, onde funcionará o Disque LGTB, 24 horas por dia, com 14 atendentes, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.

– Já pesquisei em várias partes do Brasil e da América Latina e não há nada igual ao que criamos com essa estrutura. É um marco para a luta pelos direitos LGBT, pela liberdade religiosa e contra a intolerância, no Rio de Janeiro e no Brasil – diz Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos.

O Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques destaca a importância da abordagem integrada e técnica que será feita no novo espaço, pois o projeto pretende não só levar atendimento a seu público-alvo, como também produzir conhecimento. Já estão previstos para este ano 32 cursos e seminários. A capacitação na área de cidadania incluirá a formação de 3.500 policiais.

A equipe da superintendência será composta por 125 funcionários, que prestarão os seguintes serviços:

1. Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT – defesa e apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de discriminação e violência a LGBT.

2. Disque Cidadania LGBT – Tel.: 0800 0234567, 24 horas por dia, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.

3. Comissão Processante para o Cumpra-se da Lei 3406, de autoria do Carlos Minc, que pune a discriminação contra LGBT, e da Lei 3559, de Sérgio Cabral, contra a discriminação a pessoas portadoras do vírus HIV.

4. Núcleo de Monitoramento de Crimes contra LGBT

5. Centro de Referência de Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com o governo federal.

6. Centro de Referência de Promoção dos Direitos das Pessoas Vivendo com HIV-Aids e pessoas discriminadas por outras doenças, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com a Secretaria Estadual de Saúde.

7. Centro de Documentação e Informação LGBT, implantação do primeiro arquivo público no estado sobre o tema

8. Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, formado por representantes da secretarias estaduais e também representantes do movimento

9. Centro de Formação de Cidadania e Diversidades, promoção de seminários, oficinas e  cursos: Noções de Cidadania; Sexualidade e Direitos Humanos, voltados principalmente para gestores públicos. Outros cursos: Teatro, Turismo, Estética, Produção de Eventos, Relações Públicas e Administração, com a finalidade de capacitação e colocação no mercado de trabalho.

Rio sem Homofobia

Também ficará sediada no mesmo espaço a gestão institucional do programa Rio Sem Homofobia, que realizará ações estratégicas de apoio a projetos de fortalecimento de instituições públicas e não-governamentais que atuam na promoção da cidadania LGBT e no combate à homofobia. Para a realização dessas ações, o Governo do Estado investe R$ 7 milhões por ano, sendo R$ 1,5 milhão repassado pelo Governo Federal.

Participam das ações do Programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, mais 11 Secretarias do Governo do Estado do Rio: Educação, Segurança Pública, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos, Trabalho e Renda, Ambiente, Casa Civil, Administração Penitenciária e Ciência e Tecnologia.

– Estamos quebrando preconceitos e superando barreiras ao combater a violência e a intolerância contra uma parte da população que durante muito tempo ficou marginalizada. Com um trabalho sério e inovador, estamos no caminho certo para construir uma sociedade mais justa e fraterna, e um estado que dá a todos os seus cidadãos os mesmos direitos – afirma o governador Sérgio Cabral.

Informações para a imprensa:

Márcia Vilella | Diego Cotta (SuperDir)

Tels.: 21 2284 2475 | 2234 9621 | 8158 9692

Anabela Paiva | Fabiane Proba (Seasdh)

Tels.: 21 2334-5519 | 2334-5533

Ivone Malta (Palácio Guanabara)

Tels.: 21 2334-3637 | 8596-5100

GRUPO ARCO-ÍRIS NA SEMANA MUNDIAL DE COMBATE AS HEPATITES VIRAIS

Nesta sexta-feira (30/7) às 19h30, o Grupo Arco-Íris receberá para sua roda de conversa a médica da equipe da Gerência Estadual de DST/aids e Hepatites Virais, Dr.ª Clarisse Gdalevici

Nesta quarta-feira, 28 de julho, o Grupo Arco-Íris participou de uma ação pelo Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. A atividade – uma iniciativa da Gerência de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – aconteceu na Cinelândia pela manhã e contou com a parceria da Escola de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida. Voluntários dos Projetos Entre Garotos e Laços e Acasos distribuíram materiais informativos, preservativos e bandanas em três tendas.

À tarde, a Oficina de Criação do Grupo Arco-Íris customizou as camisetas da campanha em uma atividade no auditório da Secretaria de Saúde. Já à noite, na sede do Grupo Arco-Íris, o Alokafé, atividade realizada pelos jovens gays e bissexuais do Projeto Entre Garotos, abordou o tema, conscientizando sobre as formas de contágio das hepatites.

Essas atividades fazem parte de uma vasta programação com o objetivo de disseminar informações sobre o contágio principalmente das hepatites B e C na população LGBT. Além das informações, incentivaremos o teste gratuito do status sorológico da Hepatite B, nos postos de saúde, e também sua vacinação.

Atividades

Nesta sexta-feira (30/7) às 19h30, o Grupo Arco-Íris receberá para sua roda de conversa a médica da equipe da Gerência Estadual de DST/aids e Hepatites Virais, Dr.ª Clarisse Gdalevici. O bate-papo com entrada franca será na dede da Ong – Rua do Senado, 230 – Cobertura.

As ações previstas para esse final de semana contam com interações na Lapa e no Cine Ideal na sexta-feira; na Le Boy no sábado e terminando domingo com a Festa pela Semana de Combate às Hepatites, na Boite 1140, na Praça Seca, Jacarepaguá, que também terá a oficina de customização do Grupo Arco-Íris.

Dados estatísticos sobre as hepatites

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira apontam um crescimento de casos de hepatite B entre 1999 e 2009. Segundo o estudo, 96.044 pessoas foram contaminadas pelo vírus da doença. Mais de 50% dos casos de contaminação estão concentrados na faixa etária de 20 a 39 anos. No período, foram registradas 5.079 mortes pela doença.

A hepatite é manifestada nas formas A, B, C, D e E. A contaminação ocorre por meio de alimentos mal lavados e também pela falta de prevenção nas relações sexuais. Os tipos B e C foram os mais comuns no Brasil nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde.

Contra a hepatite C, ainda não há vacina disponível. Essa forma da doença acumula o maior número de mortes nos últimos dez anos – 14.076. As maiores incidências dos casos da hepatite C estão nas regiões Sul e Sudeste. Dos 20.073 casos registrados no país no período, 70,3% são referentes a essa forma da doença. Já o tipo B da doença representou 25,4% dos casos de hepatite registrados no país.

A população LGBT é uma das mais vulneráveis ao contágio das hepatites, tendo em vista um contexto bem amplo que abrange desde a violência e discriminação, situações de baixa auto-estima, dificuldade no acesso às informações entre outras que contribuem para que estes tenham relações sexuais desprotegidas.

Informações para a imprensa
Márcia Vilella | Diego Cotta
Target Assessoria de Comunicação
Tels: 21 8158 9692 | 8158 9715 | 2284 2475
target@target.inf.br | www.target.inf.br

Presidente argentina sanciona lei que autoriza o casamento gay

Lei tornou país o primeiro da América Latina a permitir união homossexual.
‘Hoje somos uma sociedade mais igualitária que na semana passada’, disse.

Do G1, com agências internacionais

A presidente argentina, Cristina Kirchner, promulgou nesta quarta-feira (21) a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada na última quinta-feira, em um ato com representantes da comunidade homossexual na Casa Rosada, sede do governo.
“Hoje somos uma sociedade mais igualitária que na semana passada”, disse Kirchner. “Estas questões tem que ver com a condição humana, com a aspiração e a igualdade. São coisas que não podem nos dividir, mas se unir”, acrescentou, em relação à forte polêmica que gerou a iniciativa.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/presidente-argentina-sanciona-lei-que-autoriza-o-casamento-gay.html

Danilo Faria, 18 anos, Projeto Entre Garotos

O  Grupo Arco-Iris tem feito muito bem para mim.pois a partir do meu ingresso no Grupo  comecei a rever meus conceitos sobre determinados assuntos e pensar em outros que antes nem me preocupava . Alem de ser um espaço de trabalho é um local de aprendizado e é claro de diversão, composto por pessoas maravilhosas, enfim, é como uma segunda família para mim.

DEAT RJ

Delegacia Especial de Apoio ao Turismo – Rua Humberto de Campos, 315 Leblon – Telefone: (21) 3399-7170 E-mail: delegaciaespecializada@gmail.com / deat@pcerj.rj.gov.br
Endereço: Rua Humberto de Campos, 315 Leblon
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O companheiro de um detento tem o direito à visita íntima?

Sim. Decreto nº 29.774, de 11 de novembro de 2001, ao apresentar, o ro1  de atos discriminatórios que podem ser exercidos em função da orientação sexual da pessoa, cita como exemplo: “X – obstar a visita íntima ao preso, nacional ou estrangeiro, homem ou mulher, de cônjuge ou outro parceiro, estabelecimento prisional onde estiver recolhido, em ambiente reservado, cuja  privacidade e inviolabilidade sejam assegurados, obedecendo sempre, os parâmetros legais pertinentes à segurança do estabelecimento”. Assim, é um direito de qualquer pessoa, independente da orientação sexual, a visita íntima nas prisões. Caso este direito seja negado, a pessoa deve procurar a Coordenadoria de Direitos dos Homossexuais da Secretaria do Estado Direitos Humanos e Sistema Penitenciário, que devera instaurar o devido procedimento administrativo disciplinar face ao servidor publico que cometer violação, ou recorrer ao Poder Judiciário que, sensivelmente, já concede decisões, garantindo este direito a qualquer cidadão.

Um homossexual é agredido fisicamente. Isto é crime?

Sim. Antes de mais nada, qualquer violência praticada deve ser comunicada a autoridade policial, na delegacia mais próxima de onde ocorreu o fato, para que seja instaurado o devido procedimento. Na hipótese em questão, poderá se configurar desde uma contravenção penal (Vias de Fato), prevista no Decreto-Lei n° 3.688, de 3-10-1941, até o crime de lesão corporal, previsto nos artigos 129, caput e parágrafos, do Código Penal. A correta c1assificação dependerá da ocorrência ou não de lesões e da gravidade das mesmas. A vítima deve adotar os mesmos procedimentos indicados na resposta anterior.

Um rapaz é chamado constantemente de “boiola” pelo seu vizinho. O que ele deve fazer?

Ao sofrer este tipo de discriminação, deve-se denunciar ao DDH – Disque Defesa Homossexual, e, comparecer a delegacia mais próxima e comunicar a ocorrência do fato, procurando em seguida a assistência jurídica do Grupo Arco-Íris. Esta situação configura o crime de injuria por preconceito, previsto no artigo 140, parágrafo 3° do Código Penal (quando a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião e origem). A pena prevista e de 1 (um) a 3 (três) anos de reclusão e aplicação de multa. O delegado responsável providenciara a instauração do inquérito policial e as provas colhidas através do mesmo servirão como base para o Ministério Público (na figura do Promotor de Justiça) denunciar o acusado.

Um garoto de programa faz chantagem a um homem maior de idade, alegando que tem 17 anos. Quais são os riscos legais que existem para o cliente do garoto de programa?

Nenhum. Porque o garoto de programa nada pode alegar contra o seu cliente. Este não cometeu qualquer crime contra o menor.

Para que alguém seja vítima do crime de corrupção de menores, pode ser de qualquer sexo, e ter entre 14 e 18 anos de idade. A exigência da lei para que se configure o crime: é preciso corromper o menor. E corromper significa depravar, degradar, viciar, perverter. Pressupõe que a vítima preserve um estado de inocência, de pureza, merecendo, portanto, a tutela da lei penal contra atos que atentem contra este estado de não-corrupção.

No caso em questão, fica óbvio o menor não pode ser vítima deste crime, embora conte com 17 anos de idade. Isto porque ele e um garoto de programa, afastando definitiva e indubitavelmente qualquer estado de inocência, ingenuidade ou inexperiência. Finalmente, o fato do mesmo estar fazendo chantagens prova de uma vez por todas que age com grande malícia, ao tentar obter lucro invocando sua menoridade.

Alguém pode ser obrigado, em alguma circunstância, a fazer o teste anti-HIV?

Não. Exigir a teste sorológico, por exemplo, enquanto condição de admissão ou manutenção do emprego ou cargo público, é ilegal, por caracterizar a interferência indevida na intimidade dos trabalhadores e restrição ou discriminação.
O direito à intimidade é aquele que se destina a resguardar a privacidade de alguém em seus mais variados aspectos: pessoais, familiares e profissionais.

Prostituição é um ato ilícito?

Não. O trabalho sexual não é uma conduta ilícita no Brasil, não configurando crime, nem contravenção penal, desde que a pessoa que esteja se prostituindo não tenha menos de 18 anos de idade. O que configura crime e a exploração do trabalho sexual. Tirar proveito- o chamado crime de rufianismo, conforme previsto no Art. 230 do Código Penal Brasileiro.

Um motel poderá impedir um homem de entrar com seu parceiro, ou exigir-Ihe que alugue dois apartamentos, pelo simples fato de serem homens? Pode-se processar tal estabelecimento, por danos morais, por exemplo?

Não. A Lei 3.406 proíbe a discriminação por orientação sexual, por parte de dirigentes e funcionários de estabelecimentos públicos e privados. Os motéis são locais abertos ao público, assim como os bares, cinemas, restaurantes e boates. Impedir a entrada de alguém constitui um inaceitável abuso, ainda mais quando se trata de discriminação por orientação sexual.

A relação do hóspede com o motel é de consumo, um fornecimento de serviço, sujeita, portanto, ao Código de Defesa do Consumidor. O Código, em seu artigo 39, pronuncia sobre abusos no fornecimento de produtos e serviços.

O inciso I do artigo 39 proíbe aquilo que se chama de venda casada. É uma pratica extremamente abusiva, porque condiciona a fornecimento de um produto ou serviço à  aquisição de outro. Assim, um casal de homossexuais, não pode se ver obrigado a alugar dois quartos quando precisa de apenas um.

O artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor prevê as punições a que se sujeitam os estabelecimentos que não cumprem a lei, entre; elas a própria cassação de licença do estabelecimento.

Nada justifica este tipo de tratamento dispensado aos homossexuais, que como quaisquer outros cidadãos, têm o direito de processar tais estabelecimentos por suas práticas preconceituosas, baseados no Código de Defesa do Consumidor, nas Leis 2.475/1996 e 3.406/2000.

As associações GLBT podem admitir menores de 18 anos em suas atividades?

Sim. O Estatuto Cia Criança e do Adolescente garante uma série de direitos a liberdade.

Ora, o próprio Estatuto condena frontalmente qualquer forma de discriminação contra a criança e o adolescente, chegando mesmo a garantir a liberdade de culto religioso. Se ate a crença religiosa pode ser exercida livremente, por que condenar a liberdade de orientação sexual? Aliás, a própria convivência comunitária, a liberdade de ir, vir, permanecer e ficar nos lugares também são assegurados.

A Constituição Federal também garante a todos os cidadãos o direito de ir e vir, determinando expressamente ainda que qualquer pessoa pode fazer aquilo que a lei não proíbe. E nenhuma lei proíbe que adolescentes, cidadãos como todos os demais, participem de debates a respeito de sua orientação sexual.

É proibido duas pessoas do mesmo sexo se beijarem em público?

Não. Da mesma forma como não é proibida a expressão de afeto, em público, por casais heterossexuais. Mas, dependendo da interpretação dada ao fato pela autoridade policial e/ou judicial, um casal de homossexuais que se beija em público terá muito mais chances de ter aborrecimentos que um casal heterossexual, enquadrando-os no crime de ato obsceno, conforme dispõe Art. 233 do Código Penal Brasileiro.

É ilegal um homem manter um relacionamento com um homem casado?

Não. Neste caso, não há a ocorrência de crime. Só haveria crime de adultério, se as duas pessoas fossem do sexo oposto. Assim, uma relação extraconjugal de cunho homossexual não é conduta criminosa. Porém, embora não se trate de ilícito penal, tal relacionamento configura ilícito civil, ou mais precisamente, a esposa poderá exigir o divórcio pela ocorrência de injúria grave, além de indenização por danos morais.

Um homem viveu por mais de 15 anos com seu companheiro que faleceu recentemente e deixou muitos bens que ambos adquiriram em seu nome. O que fazer? Poderia ter direito a este patrimônio ou a parte dele? E se a família do falecido reconhecer os direitos,

Há necessidade, primeiramente, de ser provada, via ação judicial, a existência de uma sociedade de fato entre os dois, com o objetivo de serem partilhados os bens adquiridos na constância desta união, assim como na tentativa de se conseguir um pensionamento por morte por parte de um dos companheiros em relação ao outro.

Há oito anos uma mulher morava com sua parceria e deste relacionamento resolveram adotar uma criança. O relacionamento acabou e a companheira que tem fonte de renda e condições financeiras suficientes para arcar com a manutenção da casa e a criaç

Nada, até o presente momento, regula as relações entre pessoas do mesmo sexo, havendo a necessidade de ser provada, via ação judicial, a existência de uma sociedade de fato entre estas pessoas, com o objetivo de serem partilhados os bens adquiridos na constância desta união bem assim na tentativa de se conseguir um pensionamento por parte de um dos companheiros em relação ao outro.

No caso específico, para se tentar conseguir a partilha do patrimônio existente e formado durante a vida em comum, assim como um pensionamento – seja para a companheira ou para o menor – é necessário comprovar-se esta vida em comum, por meio de uma ação ordinária onde será requerida, judicialmente, a declaração da existência de uma sociedade de fato entre ambas.

Para que ocorra a partilha dos bens, nesta situação, terá que provar que ambas ajudaram para a aquisição do patrimônio.

Uma pessoa é obrigada a portar sempre seus documentos?

Não. A rigor, não existe no Brasil nenhuma lei que obrigue as pessoas a andarem com documentos. Porém, é preciso saber que, se um policial solicita dados de alguém, tal como o nome, o endereço e a profissão, e a solicitação, pelas circunstâncias em que é feita for justificável, o cidadão deve responder, ou estará cometendo uma contravenção penal.

Se o dono de um estabelecimento e sabe que determinada pessoa não tem boa postura e causa problemas, poderá impedir a entrada dele no seu estabelecimento?

Não. Mesmo que alguém seja um baderneiro conhecido, deverá ter sua entrada permitida nos locais destinados à diversão. Se causar confusões, aí então poderá ser retirado. Mas não deve ter sua entrada vedada pelo simples fato de poder causar algum problema.

O dono de um estabelecimento, seja boate, sauna, bar etc, pode impedir a entrada de um cliente simplesmente por não gostar dele?

Não. Uma vez que saunas, boates e bares são lugares abertos ao público, não se pode impedir que as pessoas os freqüentem. Assim, o fato de não gostar de alguém não é motivo suficiente para impedir a entrada nos estabelecimentos citados, uma vez que as pessoas têm o direito de sair e freqüentar locais destinados à diversão.

Existe a possibilidade de uma pessoa conseguir, após cirurgia de mudança de sexo, carteira de identidade, dentre outros documentos (certificados, diplomas etc)?

Não. Porque não existe, ainda hoje na legislação brasileira, disposição no sentido de possibilitar a retificação/ averbação nos assentamentos de nascimento e, via de conseqüência, nos demais documentos de identificação, de pessoa que se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo.
O que existe são algumas poucas decisões judiciais em casos concretos onde se concedeu tal direito, porém, na maioria das vezes, tais pedidos são negados sob o argumento de que não existiria lei neste sentido. Apesar de estar tramitando no Congresso Nacional projeto de lei que possibilitará a mudança de sexo e todas as alterações cabíveis em documentos de identificação.

Um garoto/a de programa, uma travesti/transexual que “atende” em seu apartamento (chamado de privê) está cometendo algum ato ilegal?

Não; porém em um prédio residencial, provavelmente a própria convenção do condomínio não irá permitir qualquer tipo de atividade comercial nos apartamentos, não importando que natureza tenha. Não se deve encarar tal ressalva com preconceito ou discriminação, mas algo ligado à segurança comum. Assim, dificilmente conseguirá atender pessoas no seu apartamento, pois tal ato contrariar a convenção condominal, que reflete a vontade da maioria dos moradores.

Algumas pessoas já foram abordadas na saída de hotel por elementos que se identificaram como policiais. Foram ameaçadas de serem levadas para a delegacia. É ilegal frequentar um hotel com o/a seu/sua parceiro/a?

Não há qualquer ilegalidade em freqüentar um hotel com o/a seu/sua parceiro/a desde que tenha ao menos 18 anos de idade e estiverem juntos por livre e espontânea vontade. A lei penal garante a liberdade sexual dos cidadãos.

Um homem está num banheiro público e fica excitado ao paquerar um outro homem no mictório ao lado, porém não existe contato físico entre eles. Um policial chega na hora. Alguém pode ir preso?

Sim. Ainda que não haja contato físico, o fato de demonstrar-se excitado em público poderá configurar o crime de ato obsceno. Isto porque o lugar é aberto ao público e a pessoa pode ser vista por outras, o que já é suficiente para a consumação do crime do art. 233 do Código Penal. A sexualidade não é crime; crime é dar vazão à ela em lugar exposto, aberto ao público, seja no banheiro de um shopping ou num parque.

Se ocorrer uma “batida policial” numa sauna gay ou terma lésbica, os frequentadores/as podem ir presos ou terem que ir à delegacia?

Não. A polícia não tem o direito de prender uma pessoa que esteja numa sauna gay ou terma lésbica, uma vez que freqüentar tais lugares não configura crime nem contravenção penal. A Constituição Federal dispõe no inciso XXXIX de seu art. 5º que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. Assim como constava no Código Penal, desde 1940, em seu artigo 1º. Isto significa que qualquer cidadão tem o direito de fazer aquilo que a lei não proíbe. Se a polícia prender qualquer freqüentador/a pelo simples fato de estar na sauna gay ou terma lésbica, estará cometendo crime de abuso de autoridade; seja o estabelecimento comercial freqüentado por garotos/as de programa, ou não.

Campanha “Homofobia – Criminalização Já”

Campanha feita pela Indústria Nacional para a 12ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. A idéia do publicitário Bruno Bertani era colocar o maior símbolo da comunidade LGBT – a bandeira do arco-íris – no limbo. A bandeira aparece nas peças gráficas rasgada, pichada e queimada. Era uma forma de macular o orgulho da comunidade e, assim,  estimular o ativismo político em prol dos direitos de cidadania.

Campanha “Vem”

QUEM ESTÁ PRONTO PARA ACEITAR UM CONVITE?

Todo mundo já sabe que tem que transar com segurança e responsabilidade.
E como não adianta ficar repetindo o que todo mundo já sabe, é preciso
buscar novas linguagens para seduzir e conquistar cada vez mais adeptos ao sexo
seguro. Pensando nisso, a nova campanha que desenvolvemos para o grupo Arco Íris vai
além da conscientização. Vai além do apelo de combate às doenças sexualmente
transmissíveis – exaustivamente explorado pela mídia nos últimos anos. Para o pai da campanha, Bruno Bertani:

“É hora de falar de sexo sem ameaçar. É hora de falar de sexo como direito
ao prazer, independentemente de idade, preferências ou hábitos. A nossa proposta é um exercício de erotização do uso da camisinha. Uma campanha cheia de sensualidade, focada na naturalidade do desejo.
O nosso principal recurso gráfico é a diversidade humana. A camisinha faz parte do novo código de sedução. Entregue-se a esse novo tempo.”, explicou o publicitário

Campanha “O direito de amar quem quiser. União Civil Já!”

Campanha assinada por Gringo Cardia, um dos maiores artistas e cenografistas do mundo, “O direito de amar quem quiser. União Civil Já!” foi veiculada no ano de 2004, com intuito de divulgar e mobilizar a população para a Parada do Orgulho LGBT-Rio 2004. A idéia foi reunir fotografias de celebridades e pessoas comuns a partir dessa perspectiva igualitária.

Campanha “Não Homofobia – 13ª Parada do Orgulho LGBT-Rio”

Desenvolvida pelas agências Indústria Nacional Design e Dialogo Design, a idéia foi criar uma campanha que pudesse impactar a sociedade, mostrar a conseqüência da violência contra LGBT, mas sem retratar pessoas, fazendo isso de maneira sensível, criativa e inovadora. Daí, a idéia de usar os manequins, que possuem uma expressão sem brilho, plástica, mas refletem justamente o que uma pessoa sente quando ela é agredida por sua orientação sexual ou identidade de gênero: apanha simplesmente por existir. No fim, é como se os manequins ganhassem vida e a imagem faz refletir sobre todo tipo de violência.