ATO LGBT PELO ESTADO LAICO E CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A manifestação acontece na próxima quarta-feira (20/10) às 16h em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.
A cada dois dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Até quando o Estado será indiferente a esta realidade? O Fórum Estadual LGBT, entidade formada por 25 Organizações, está organizando um grande ato na Cinelândia para dar visibilidade a esta triste e sangrenta situação, de modo a sensibilizar a população de que vidas estão sendo tiradas pela simples ignorância, preconceito e discriminação.
O objetivo da manifestação – que terá muitos de seus ativistas pintados de tinta vermelha para simbolizar as inúmeras mortes – é chamar a atenção da sociedade de que a questão do Estado laico, democrático e de direito de fato se coloque como uma premissa para se discutir um projeto de nação, respeitando todas as religiões e garantindo uma desvinculação delas com o Estado e vice-versa.
As travestis são as principais vítimas desta violência, só nos últimos dois meses foram oito travestis assassinadas no estado do Rio de Janeiro. O expressivo número dos casos, assim como as cruéis e diversificadas formas dos assassinatos, é o penúltimo estágio do grande fluxo de violência a que estão sujeitas travestis e transexuais brasileiras.
Além disso, o ato reivindica um Estado que reconheça os direitos de todos e todas, respeitando as diferenças como elemento que enriquece a humanidade. Todos e todas por um país sem homofobia! Aprovação do PLC 122/06 já!

Serviço
ATO LGBT PELO ESTADO LAICO E CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA
Dia: 20/10/2010 (4ª feira)
Horário: 16h
Local: Cinelândia (em frente à Câmara de Vereadores do Rio)

NOTA OFICIAL

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT vem publicamente desmentir rumores publicados nos veículos de comunicação, de forma oportunista como munição politiqueira, por pessoas que não vivenciam o dia-a-dia de nossa Instituição.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT ratifica a decisão autônoma de sua diretoria e corpo técnico da mudança da data da 15ª Parada do Orgulho LGBT para o dia 14 de novembro, divulgado amplamente desde final de agosto, tendo em vista as seguintes questões:
– A mudança do quadro de diretores da Instituição, que acarretou a substituição das documentações nos processos liberativos dos recursos financeiros para a execução do evento;
– Gerar mais tempo hábil para a sua produção e execução;
– O evento ser realizado num feriado prolongado;
– A decisão, a partir deste ano, da realização do evento em todo segundo domingo de novembro. Entendemos que muitas pessoas planejam sua vinda para a Parada e uma data fixa auxilia nesse planejamento;
O Grupo Arco-Íris, que promove a cidadania LGBT e combate a homofobia há mais de 16 anos no Rio de Janeiro, deixa claro que foi uma decisão, tão somente administrativa e que é um grupo suprapartidário e autônomo. Além disso, em hipótese nenhuma sofreu quaisquer tipos de pressões de cunho eleitoral para o adiamento da Parada. E esclarece ainda que, os membros do Grupo que assumem um cargo público, automaticamente ficam desligados de suas funções na Instituição, sem possuir quaisquer poderes decisórios no campo administrativo.

Desta forma, contamos com a presença de todos e todas no terceiro maior evento do Rio de Janeiro, a 15ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, no dia 14 de novembro, às 13 horas, na Av. Atlântica, Posto 6.

Julio Moreira
Presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

Show de drags abre com chave de ouro a programação da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio

Teatro Carlos Gomes é palco de uma série de números de grandes artistas da cena LGBT

Com casa lotada e a presença da Secretária Municipal de Cultura, Ana Luisa Lima, o Grupo Arco-Íris deu início a extensa programação que fará parte da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. O show contou com renomadas drag queens da noite carioca e levou a plateia ao delírio com interpretações, performances e humor. O Superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento também esteve presente ao evento.

“Muito me orgulha ver o Grupo Arco-Íris, depois de 16 anos de ativismo e há 15 realizando o terceiro maior evento desta Cidade Maravilhosa: a Parada LGBT, com tanto dinamismo e fluidez. A Parada acaba de debutar e segue para sua maioridade, mais madura e fortalecida no sentido de comunidade. É importante que a gente se perceba além de nós mesmos e que façamos uma grande rede de combate à homofobia no estado do RJ e no Brasil”, orgulha-se o Superintendente Cláudio Nascimento logo no início do espetáculo.

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, lembrou ao público de que a cada 2 dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual; além da negação de 78 direitos aos homossexuais que os casais héteros possuem. “Temos sempre que ter em mente que a Parada não é uma micareta e sim uma forma de se fazer política alegre e colorida, sem perder o tom de reivindicação de direitos civis. Com a chegada do 2º turno, temos que ter consciência de nosso voto”, ressalta.

Papo de camarim
Com 30 anos de carreira e com um currículo internacional de dar inveja, é a primeira vez que a travesti Luana Muniz pisa no palco do Teatro Carlos Gomes e se diz não reconhecida pelo que faz. “Por ser uma profissional do sexo, sempre fui boicotada pelas demais”. Perguntada de como enxergava a participação de uma única travesti no meio de drag queens, ela não titubeia: ”Aqui sou uma artista; não tenho sexo ou sexualidade”.

Interpretar a obra-prima “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc na voz de Elis Regina não é para qualquer uma. E é Paula Braga que interpreta numa linda performance de Charles Chaplin que tem seu cume numa transformação em Clara Nunes, em cena. “É importante mostrarmos que fazemos algo além do oba-oba. As pessoas não conhecem o que a gente faz; nosso trabalho; nossa arte. É uma grande oportunidade!”, finaliza a drag enquanto se maquia no camarim.
 
Prevenção
Mais de 500 kits de prevenção de HIV/Aids e outras DSTs foram distribuídos na entrada do Teatro Carlos Gomes. Os kits continham 4 camisinhas; 1 gel lubrificante à base d’água; 1 livreto com explicações sobre as hepatites B e C; 1 porta-camisinha com instruções de uso; e 1 flyer orientando sobre o teste de HIV. “No ano passado distribuímos 750 mil preservativos em toda a programação da Parada. Este ano, já conseguimos 350 mil, porém nossa meta é distribuir 1 milhão de camisinhas e bater o recorde de maior ação de prevenção de HIV/Aids”, entusiasma-se o médico infectologista e coordenador da ação de prevenção da Parada, Dr. Jorge Eurico.

Lésbicas e mulheres bissexuais também tiveram sua vez. A coordenadora do projeto “Laços e Acasos: Mulheres, Desejos e Saúde”, do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves revela que 500 “sainhas” – protetor para sexo oral entre mulheres –, com instruções de uso, foram distribuídas para os presentes. “O material é feito de látex e é 0,05 mm mais fino do que a camisinha masculina. Pode ser utilizado por qualquer público, porém foi fabricado para atender esta necessidade de lésbicas e mulheres bissexuais, uma vez que não existe, ou melhor, não existia material específico para este público”, explica a também assistente social.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil.

Um espaço para chamar de seu!

Centros de Referência contra homofobia, intolerância religiosa e discriminação a portadores de HIV ganham estrutura pioneira no Brasil

Pessoas vivendo com HIV, vítimas de preconceito e intolerância religiosa e o público LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – ganharão uma estrutura pioneira no país para a defesa e a promoção das suas causas. A partir de julho, um andar inteiro no prédio da Central do Brasil, onde fica a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, abrigará diversos centros de referência que darão apoio psicológico e jurídico e terão auditório para seminários, workshops e cursos profissionalizantes.

O espaço, com área total de 1.500 metros quadrados, foi doado pela Secretaria de Segurança para a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir), órgão subordinado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Totalmente reformado, após seis meses de obras, e projetado de acordo com as necessidades dos diferentes segmentos-alvo, o local tem sinalização visual para facilitar a mobilidade das pessoas, salas de atendimento para aconselhamento e orientação psicológica, um auditório multifuncional, com 200 lugares e uma sala de telemarketing, onde funcionará o Disque LGTB, 24 horas por dia, com 14 atendentes, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.

– Já pesquisei em várias partes do Brasil e da América Latina e não há nada igual ao que criamos com essa estrutura. É um marco para a luta pelos direitos LGBT, pela liberdade religiosa e contra a intolerância, no Rio de Janeiro e no Brasil – diz Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos.

O Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques destaca a importância da abordagem integrada e técnica que será feita no novo espaço, pois o projeto pretende não só levar atendimento a seu público-alvo, como também produzir conhecimento. Já estão previstos para este ano 32 cursos e seminários. A capacitação na área de cidadania incluirá a formação de 3.500 policiais.

A equipe da superintendência será composta por 125 funcionários, que prestarão os seguintes serviços:

1. Centro de Referência de Promoção da Cidadania LGBT – defesa e apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de discriminação e violência a LGBT.

2. Disque Cidadania LGBT – Tel.: 0800 0234567, 24 horas por dia, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação.

3. Comissão Processante para o Cumpra-se da Lei 3406, de autoria do Carlos Minc, que pune a discriminação contra LGBT, e da Lei 3559, de Sérgio Cabral, contra a discriminação a pessoas portadoras do vírus HIV.

4. Núcleo de Monitoramento de Crimes contra LGBT

5. Centro de Referência de Promoção da Liberdade Religiosa e Contra a Intolerância, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com o governo federal.

6. Centro de Referência de Promoção dos Direitos das Pessoas Vivendo com HIV-Aids e pessoas discriminadas por outras doenças, defesa e apoio jurídico, psicológico e social. Parceria com a Secretaria Estadual de Saúde.

7. Centro de Documentação e Informação LGBT, implantação do primeiro arquivo público no estado sobre o tema

8. Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, formado por representantes da secretarias estaduais e também representantes do movimento

9. Centro de Formação de Cidadania e Diversidades, promoção de seminários, oficinas e  cursos: Noções de Cidadania; Sexualidade e Direitos Humanos, voltados principalmente para gestores públicos. Outros cursos: Teatro, Turismo, Estética, Produção de Eventos, Relações Públicas e Administração, com a finalidade de capacitação e colocação no mercado de trabalho.

Rio sem Homofobia

Também ficará sediada no mesmo espaço a gestão institucional do programa Rio Sem Homofobia, que realizará ações estratégicas de apoio a projetos de fortalecimento de instituições públicas e não-governamentais que atuam na promoção da cidadania LGBT e no combate à homofobia. Para a realização dessas ações, o Governo do Estado investe R$ 7 milhões por ano, sendo R$ 1,5 milhão repassado pelo Governo Federal.

Participam das ações do Programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, mais 11 Secretarias do Governo do Estado do Rio: Educação, Segurança Pública, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos, Trabalho e Renda, Ambiente, Casa Civil, Administração Penitenciária e Ciência e Tecnologia.

– Estamos quebrando preconceitos e superando barreiras ao combater a violência e a intolerância contra uma parte da população que durante muito tempo ficou marginalizada. Com um trabalho sério e inovador, estamos no caminho certo para construir uma sociedade mais justa e fraterna, e um estado que dá a todos os seus cidadãos os mesmos direitos – afirma o governador Sérgio Cabral.

Informações para a imprensa:

Márcia Vilella | Diego Cotta (SuperDir)

Tels.: 21 2284 2475 | 2234 9621 | 8158 9692

Anabela Paiva | Fabiane Proba (Seasdh)

Tels.: 21 2334-5519 | 2334-5533

Ivone Malta (Palácio Guanabara)

Tels.: 21 2334-3637 | 8596-5100

GRUPO ARCO-ÍRIS NA SEMANA MUNDIAL DE COMBATE AS HEPATITES VIRAIS

Nesta sexta-feira (30/7) às 19h30, o Grupo Arco-Íris receberá para sua roda de conversa a médica da equipe da Gerência Estadual de DST/aids e Hepatites Virais, Dr.ª Clarisse Gdalevici

Nesta quarta-feira, 28 de julho, o Grupo Arco-Íris participou de uma ação pelo Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. A atividade – uma iniciativa da Gerência de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – aconteceu na Cinelândia pela manhã e contou com a parceria da Escola de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida. Voluntários dos Projetos Entre Garotos e Laços e Acasos distribuíram materiais informativos, preservativos e bandanas em três tendas.

À tarde, a Oficina de Criação do Grupo Arco-Íris customizou as camisetas da campanha em uma atividade no auditório da Secretaria de Saúde. Já à noite, na sede do Grupo Arco-Íris, o Alokafé, atividade realizada pelos jovens gays e bissexuais do Projeto Entre Garotos, abordou o tema, conscientizando sobre as formas de contágio das hepatites.

Essas atividades fazem parte de uma vasta programação com o objetivo de disseminar informações sobre o contágio principalmente das hepatites B e C na população LGBT. Além das informações, incentivaremos o teste gratuito do status sorológico da Hepatite B, nos postos de saúde, e também sua vacinação.

Atividades

Nesta sexta-feira (30/7) às 19h30, o Grupo Arco-Íris receberá para sua roda de conversa a médica da equipe da Gerência Estadual de DST/aids e Hepatites Virais, Dr.ª Clarisse Gdalevici. O bate-papo com entrada franca será na dede da Ong – Rua do Senado, 230 – Cobertura.

As ações previstas para esse final de semana contam com interações na Lapa e no Cine Ideal na sexta-feira; na Le Boy no sábado e terminando domingo com a Festa pela Semana de Combate às Hepatites, na Boite 1140, na Praça Seca, Jacarepaguá, que também terá a oficina de customização do Grupo Arco-Íris.

Dados estatísticos sobre as hepatites

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira apontam um crescimento de casos de hepatite B entre 1999 e 2009. Segundo o estudo, 96.044 pessoas foram contaminadas pelo vírus da doença. Mais de 50% dos casos de contaminação estão concentrados na faixa etária de 20 a 39 anos. No período, foram registradas 5.079 mortes pela doença.

A hepatite é manifestada nas formas A, B, C, D e E. A contaminação ocorre por meio de alimentos mal lavados e também pela falta de prevenção nas relações sexuais. Os tipos B e C foram os mais comuns no Brasil nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde.

Contra a hepatite C, ainda não há vacina disponível. Essa forma da doença acumula o maior número de mortes nos últimos dez anos – 14.076. As maiores incidências dos casos da hepatite C estão nas regiões Sul e Sudeste. Dos 20.073 casos registrados no país no período, 70,3% são referentes a essa forma da doença. Já o tipo B da doença representou 25,4% dos casos de hepatite registrados no país.

A população LGBT é uma das mais vulneráveis ao contágio das hepatites, tendo em vista um contexto bem amplo que abrange desde a violência e discriminação, situações de baixa auto-estima, dificuldade no acesso às informações entre outras que contribuem para que estes tenham relações sexuais desprotegidas.

Informações para a imprensa
Márcia Vilella | Diego Cotta
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Presidente argentina sanciona lei que autoriza o casamento gay

Lei tornou país o primeiro da América Latina a permitir união homossexual.
‘Hoje somos uma sociedade mais igualitária que na semana passada’, disse.

Do G1, com agências internacionais

A presidente argentina, Cristina Kirchner, promulgou nesta quarta-feira (21) a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada na última quinta-feira, em um ato com representantes da comunidade homossexual na Casa Rosada, sede do governo.
“Hoje somos uma sociedade mais igualitária que na semana passada”, disse Kirchner. “Estas questões tem que ver com a condição humana, com a aspiração e a igualdade. São coisas que não podem nos dividir, mas se unir”, acrescentou, em relação à forte polêmica que gerou a iniciativa.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/presidente-argentina-sanciona-lei-que-autoriza-o-casamento-gay.html