Nota Pública do Grupo Arco-Iris sobre o segundo turno das eleições presidenciais – A esperança e o amor vão vencer o ódio!

Pelo direito de existir e em favor da democracia, somos Haddad e Manuela! A esperança e o amor vão vencer o ódio!

O Grupo Arco-Íris alerta toda a comunidade LGBTI+ para o grave momento político atual no Brasil, de ameaça à democracia, às liberdades individuais e aos direitos já conquistados. Por isso, convoca cada brasileira e brasileiro LGBTI+, pessoas amigas, familiares e democratas a votarem no segundo turno das eleições presidenciais em Fernando Haddad e Manuela D´Ávila, única saída para manter o Brasil no prumo da democracia e pela melhoria da qualidade de vida dessa e das futuras gerações. Nosso voto é pelo diálogo. Pelo amor e a liberdade. É pelo direito a igualdade. Pelo direito de existir!

O Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBTI+, entidade sem fins lucrativos, suprapartidária, há 25 anos atuando na defesa, garantia e promoção dos direitos humanos de LGBTI+, organizador da 23ª Parada do Orgulho LGBTI-Rio, que levou mais de 1 milhão e duzentas mil pessoas a Copacabana, no dia 30 de setembro de 2018, com o tema “Vote em ideias e não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com a Causa LGBTI+”, vem a público manifestar posicionamento diante do quadro do segundo turno das eleições para a presidência da República do Brasil, como segue:

Considerando que temos como um dos objetivos principais o diálogo com todas as frentes em busca da defesa dos Direitos Humanos e que a nossa base primordial é a defesa incondicional desses Direitos, acima de qualquer bandeira partidária, política e/ou ideológica, afirmamos categoricamente que não podemos compactuar com ideias e atitudes que dialogam com o fascismo, o discurso de ódio, a negação da pluralidade humana, a rejeição das diferenças, de louvor a ditadura – uma página tenebrosa na história brasileira, e nem com propostas de governo que ataquem direitos já conquistados para os mais desfavorecidos da população brasileira e nem com a violação das liberdades individuais, duramente garantidas pelas lutas do povo brasileiro, por meio de movimentos sociais e pessoas ativistas em várias áreas. Ativismo esse que denuncia, propõe e luta por melhorias na qualidade de vida dos vários segmentos populacionais. Portanto, não podemos compactuar também com ideologias autoritárias que negam a importância da militância civil e do ativismo por direitos, ferramentas necessárias para o fortalecimento e consolidação dos pilares da democracia.

 

Considerando que não podemos compactuar com ideias publicamente declaradas em conferências, redes sociais, entrevistas contrárias aos direitos civis da Comunidade LGBTI+, que contribuem para a incitação do ódio e a violência contra nós, inclusive contra crianças e adolescentes, disseminando a intolerância e o sofrimento, contribuindo para o suicídio e a exclusão social.

 

Igualmente, não podemos compactuar com o racismo, representado por ideias de inferiorização da raça negra, responsável pelo genocídio da juventude negra brasileira e pelos prejuízos históricos que demarcam uma extrema exclusão econômica da população negra, nem tampouco aceitar o machismo – enraizado em nossa sociedade, que inferioriza as mulheres, que viola física e psicologicamente milhares de pessoas do gênero feminino, adultas e crianças, que tem suas vidas roubadas, em razão da cultura do estupro. Também não podemos compactuar com declarações que desrespeitam a população indígena, seus direitos e suas terras, enquanto há grandes latifúndios improdutivos. E repudiamos qualquer tentativa de violação do Estatuto do Desarmamento. Ao invés de se ter arma na mão, propomos mais livros.

Entendemos que o Brasil vive uma grave crise institucional, política, econômica e de governança, mas esta só será superada com muito diálogo e respeito a pluralidade e as necessidades de todo o povo brasileiro, especialmente com um olhar cuidadoso para as pessoas que mais precisam. Não podemos ignorar o momento em que vivemos, onde os direitos sociais, econômicos, culturais e civis vêm sendo atingidos, lesando de forma contundente a vida de milhares de pessoas.

 

Nosso apoio é pela vida de todos os seres humanos, pelo afeto, pela liberdade de cada pessoa, respeitando-se a pluralidade e as diferenças. Nosso voto é em nome das mães e filhas, negras ou brancas, pais, de sua amiga ou amigo, de irmã e irmão, de filha ou filho, dos seus parentes LGBTI+ e pelas pessoas que transitam todos os dias nas ruas e que podem levar um tiro pelo armamento civil descontrolado e estimulado.

 

Por isso, O Grupo Arco-Iris resolve:

Diante do quadro de candidaturas no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, onde há dois projetos de sociedade claramente opostos e em disputa, um representado pelo inominável, que é o da barbárie, do fascismo, do obscurantismo, da violação de direitos, da negação da diversidade humana, do discurso de ódio e de louvor a ditadura, do ataque as políticas sociais e econômicas dirigidas aos mais pobres e do outro lado, há o projeto representado pela candidatura de Haddad e Manuela,  que defende o fortalecimento da democracia e da participação social, o respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais, bem como, a igualdade de direitos e luta pela da inclusão socioeconômica das pessoas mais pobres e em situação de vulnerabilidade social.

A escolha agora é entre a barbárie e o processo civilizatório!

Portanto, não há dúvida que o caminho para seguir construindo a democracia, a igualdade de direitos, a cidadania e os direitos humanos passa pelo apoio incondicional e público a candidatura à presidência de Haddad e Manuela. Assim, O Grupo Arco-Íris alerta toda a comunidade LGBTI+ para o grave momento político atual no Brasil, de ameaça à democracia, às liberdades individuais e aos direitos já conquistados. Por isso, convoca cada brasileira e brasileiro LGBTI+, pessoas amigas, familiares e democratas a votarem no segundo turno das eleições presidenciais em Fernando Haddad e Manuela D´Ávila, única saída para manter o Brasil no prumo da democracia e pela melhoria da qualidade de vida dessa e das futuras gerações. Nosso voto é pelo diálogo. Pelo amor e a liberdade. É pelo direito a igualdade. Pelo direito de existir!

Rio de Janeiro, 09 de outubro de 2018

 

Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBTI+

NOTA DE REPÚDIO DO GRUPO ARCO-ÍRIS EM RELAÇÃO À MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA SOBRE A PREP

NOTA DE REPÚDIO DO GRUPO ARCO-ÍRIS EM RELAÇÃO À MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA SOBRE A PREP

 

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT é uma organização não-governamental, atuante há 25 anos na cidade do Rio de Janeiro. Neste tempo vem pautando sua agenda voltada para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e pessoas intersexo, com o enfoque na cidadania, promoção dos direitos humanos e de uma cultura de paz, combate à violência, justiça social, prevenção e atenção em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais entre outras questões que busquem a melhoria da qualidade de vida dessa população.

 

O Grupo Arco-Íris vem expressar o seu repúdio ao artigo “O Novo Azulzinho” escrito pelo jornalista Danilo Thomaz para a revista Época nº1031, da Editora Globo, lançada em 02 de abril de 2018.

 

Com a chamada “A PrEP está mudando o comportamento sexual de grupos de risco, sobretudo dos gays. Eles estão abandonando a camisinha, contribuindo para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis”, a reportagem reforça estigmas para a comunidade LGBT – ainda que seja direcionada especificamente para gays, boa parte da sociedade ainda compreende os segmentos da sigla como uma coisa só – acentuando uma pecha de promíscuos e de vetores, como se estes fossem os grandes responsáveis por propagar infecções sexualmente transmissíveis.

 

Esclarecemos que o termo “Grupo de Risco” não mais se utiliza por sua conotação pejorativa e segregadora. Todos os seres humanos, justamente por sua condição fisiológica natural estão em condições de risco e de sofrer impactos em sua saúde por agentes patogênicos. O que ocorre é o fato de alguns indivíduos, por questões sociais, físicas e/ou comportamentais encontram-se mais vulneráveis a sofrerem impactos em sua saúde. Também, ressaltamos que os comportamentos sexuais estão relacionados com várias questões subjetivas e que não cabe a nenhum de nós fazer juízo de valor sobre com quem ou quantos parceiros determinado indivíduo se relaciona. Se levarmos em conta a avaliação da Organização Mundial de Saúde, uma pessoa que se relaciona com mais de três parceiros num período de 12 meses é considerada promíscua. Desta forma, o Brasil pode ser considerado o “país da promiscuidade”, já que de acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2008, 11,5 milhões de brasileiros, de ambos os sexos e orientações sexuais, entre 15 e 54 anos, admitiram ter tido mais de cinco parceiros no ano.

 

A afirmação de que gays estão abandonando a camisinha não pode ser tomada como uma regra, pois carece de estudos mais específicos, inclusive para entender onde e como isso acontece – já que nosso olhar muitas vezes se limita aos grandes centros metropolitanos, e se esquece de que vivemos num país continental – e em qual contexto isso poderia acontecer. Não podemos deixar de levar em conta que o conflito prevenção versus prazer sempre foi e será uma questão relevante para qualquer ação de saúde pública.

 

A matéria desvirtua ainda e pouco esclarece o que seria a prevenção combinada, estratégia que consiste na liberdade do indivíduo em escolher qual a melhor forma de se prevenir numa relação sexual, combinando o preservativo com outras metodologias de proteção aos agentes patogênicos (PEP, PrEP, microbicidas, testagem de hiv, sífilis e hepatites virais, imunização por vacinas, serosorting, etc) ou práticas sexuais menos suscetíveis às infecções por estes (redução de risco, sexo sem penetração, etc.).

 

Consideramos a matéria um desserviço, com erros grosseiros de conceitos, confundindo a mente do leitor e reforçando preconceitos sobre o que seria a PEP (Profilaxia Pós Exposição ao vírus HIV) e a PrEP (Profilaxia Pré Exposição ao vírus HIV). Ainda abusa do termo “contaminação”, que semanticamente possui um conceito de alteração nociva da pureza ou das condições normais de uma coisa. O mais aceito sob a ótica dos direitos humanos seria infecção.

 

Questionamos se no texto os trechos sensacionalistas e alarmistas não fazem coro com uma pauta moralista contextualizada no cenário dos retrocessos e caretices capitaneadas pelos setores conservadores e religiosos obscurantistas.

 

Entendemos a PrEP e a prevenção combinada como estratégias muito bem-vindas a fim de contribuir para a diminuição da epidemia de HIV/Aids no Brasil e no mundo, principalmente entre os mais jovens e vulneráveis. Por fim, esperamos apenas duas coisas do jornalismo sério: Ética e Imparcialidade!

 

Rio de Janeiro, 03 de abril de 2018

 

 

 

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

 

 

 

 

Roda de conversa: “Movimentos Sociais e o programa Rio Sem Homofobia”

O Grupo Arco-íris traz em sua pauta no dia 06 de abril às 19h, em sua sede, a Roda de conversa: “Movimentos Sociais e o programa Rio Sem Homofobia: uma trajetória de luta por políticas públicas e o reconhecimento da Cidadania LGBT no Rio de Janeiro”.
 
Este trabalho é resultado de 10 anos de pesquisas do ativista, psicólogo, pesquisador do GE-SER e mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos, Alexandre Nabor França.
 
Como debatedores:
 
Alessandra Ramos – Tradutora de Libras, Presidente do Instituto TransFormar e assessora parlamentar.
 
Claudio Nascimento – ativista, idealizador do Programa RSH, filósofo e coordenador executivo do Grupo Arco-Íris.
 
Sergio Luiz Baptista – Prof. Dr. da Faculdade de Educação e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP DH UFRJ) e coordenador-pesquisador do GE-SER (Grupo de Pesquisa em Gêneros, Sexualidades e Raça em Educação e em Diretos Humanos) NEPP DH UFRJ.
 
O objetivo é refletir sobre o histórico da contribuição dos movimentos sociais na elaboração do Programa Rio Sem Homofobia para implementação das politicas públicas LGBT. Além disso, fomenta a discussão de como estas políticas públicas se estruturaram para o reconhecimento da cidadania LGBT no Estado do Rio de Janeiro.
 
Local: Grupo Arco-Íris – Rua Tenente Possolo, 43 sobrado – Centro – Rio de Janeiro (perto da Praça da Cruz Vermelha)
+ Infos: 21-2215-0844.
 
#diversidadesexual #lgbt #grupoarcoiris #Mariellepresente

12º Prêmio Arco Íris de Direitos Humanos

1465839_614043838660848_895345283_oDia 16 de dezembro de 2013 às 19h.
Casa de Cultura Laura Alvim – Ipanema/RJ.

Lista dos premiados:

1- ATUAÇÃO NO JUDICIÁRIO: Conselho Nacional de Justiça

Pela Resolução n. 175, de 14 de maio de 2013, aprovada durante a 169ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estabeleceu que nenhum cartório do Brasil poderá recusar a celebração de casamentos civis de casais do mesmo sexo ou deixar de converter em casamento união estável homoafetiva,

Caso algum cartório não cumpra a Resolução do CNJ, o casal interessado poderá levar o caso ao juiz corregedor daquela comarca para que ele determine o cumprimento da medida. Além disso, poderá ser aberto processo administrativo contra o oficial que se negou a celebrar ou reverter a união estável em casamento.

2- AÇÕES LEGISLATIVAS: Vereadora Laura Carneiro – Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro

Pela criação do Projeto de Lei Nº354/2013 que inclui o dia do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e a Parada do Orgulho LGBT no Calendário Oficial da Cidade, consolidado pela lei Nº5.146/2010.

E ainda pela inciativa de criação da Frente Parlamentar contra variadas formas de preconceito e intolerância.

3- POLÍTICAS PÚBLICAS: Secretaria de Estado de Ambiente – Superintendência de Educação Ambiental (Seam) pela realização das Jornadas “Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia”

Uma inciativa de uma área ainda pouco explorada no combate à homofobia. Ao articular a temática ambiental com a da diversidade cultural, identidade de gênero e desigualdade social da população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), a Superintendência de Educação Ambiental (Seam) – setor da SEA responsável pela organização do evento – exibiu documentários e reuniu profissionais com grande expertise para debater temas como Ambiente sem Preconceito; Novos Arranjos Familiares e Famílias de LGBT; A Travestilidade e a Injustiça social e Os Desafios da Transexualidade e os Novos Direitos. 

4- RESPONSABILIDADE SOCIAL: Centro Universitário IBMR

Pela parceria com o Grupo Arco-Íris, através da atuação de estagiários do Curso de Psicologia, no oferecimento de apoio terapêutico gratuito à população LGBT.

5- IMPRENSA: Programa Conexão Reporter do SBT

Exibido em  21/03/2013, com o tema “Primavera dos Diferentes”, o programa Conexão Reporter, com o jornalista Roberto Cabrini, abordou os desafios e preconceitos de ser adolescente e homossexual no Brasil. Um tema delicado e que necessita ainda de muita discussão e visibilidade para diminuir um cenário de rejeição e violência contra os nossos jovens.

6- ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA: Grupo Conexão G

O Grupo Conexão G, é formado por jovens LGBT moradores do complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro.  Sua missão é mobilizar a população LGBT moradoras de favelas, sensibilizar a “comunidade” para o combate à homofobia e o respeito à diversidade sexual como dimensão importante na luta pela paz e justiça, valorizando o enfrentamento pacífico das práticas discriminatórias que orientam as ações violentas, como por exemplo, a violência policial, a violência sexual e o racismo. É responsável pela realização da Parada LGBT das comunidades Nova Holanda e Parque União.

7- VOLUNTARIADO: Douglas Barbosa Zim

Atuando no Grupo Arco-Íris há pelo menos 5 anos, Douglas sempre encontra disponibilidade para ajudar nas tarefas internas e de logística. É um reconhecimento merecido pro toda a sua dedicação ao Grupo.

8- ARTE & CULTURA: Projeto Divinas Divas

Capitaneado pela atriz Leandra Leal, Divinas Divas é o projeto de um documentário musical de longa-metragem para salas de cinema. O filme resgata a trajetória de oito artistas pioneiras: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios foram as primeiras travestis e transformistas nos palcos cariocas nos anos 1960, quando o Brasil vivia sob rígida ditadura militar. Esse trabalho é de enorme importância para o resgate e memória da cultura LGBT brasileira.

9- ATIVISMO: Carlos Magno Fonseca

O paraense Carlos Magno Fonseca é um militante das questões, demandas e causas sociais com uma longa e rica trajetória de lutas e uma marcante e exemplar trajetória de importantes ações que resultaram em inúmeras conquistas de benefícios para a população de LGBT, tornando-se um exemplo de liderança, dentro das militâncias para as gerações do presente e do futuro. Fundador do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), uma das principias organização LGBT do Estado mineiro, é atualmente o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina.

 10- VISIBILIDADE LÉSBICA: Glória Pires

Pela brilhante atuação, interpretando a arquiteta Lota de Macedo Soares no longa metragem “Flores Raras”, de Bruno Barreto. Com sensibilidade, conseguiu construir uma personagem além dos estereótipos vivendo uma bela história de amor lésbico num pano de fundo de um importante momento histórico brasileiro.

11- VISIBILIDADE TRANS: Concurso Miss T Brasil

Organizado pela ASTRA-Rio, o concurso objetiva visibilizar positivamente travestis e mulheres transexuais brasileiras, sua identidade, cultura, pleitos e especificidades sociais através de atividade cultural transversal que dialogue com outras temáticas como direitos humanos, saúde e promoção da cidadania trans. Pela primeira vez, conseguiu eleger uma Miss Brasil T como a Miss International Queen, em concurso realizado na Tailândia.

12- ATITUDE: Daniela Mercury

Em 3 de abril de 2013, a cantora postou uma foto no site de rede social Instagram com sua companheira, a jornalista Malu Verçosa. A cantora assumiu publicamente o seu relacionamento homoafetivo com a frase: “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”. Esta declaração fez uma revolução no cenário da música popular brasileira, assim como no imaginário popular, fazendo com que Daniela Mercury se tornasse um símbolo pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e na luta pelas liberdades individuais.

 HOMENAGENS ESPECIAIS:

Militância e Parceria: Flávia Brazil – advogada , consultora e chefe de gabinete da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Flávia representa todo o esforço da equipe da CEDS pela realização de um trabalho exemplar e a pronta resposta às demandas da sociedade civil.

 

Premiados no 12º Prêmio Arco-íris de Direitos Humanos

Categorias:

1- ATUAÇÃO NO JUDICIÁRIO: Conselho Nacional de Justiça

Pela Resolução n. 175, de 14 de maio de 2013, aprovada durante a 169ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estabeleceu que nenhum cartório do Brasil poderá recusar a celebração de casamentos civis de casais do mesmo sexo ou deixar de converter em casamento união estável homoafetiva,

Caso algum cartório não cumpra a Resolução do CNJ, o casal interessado poderá levar o caso ao juiz corregedor daquela comarca para que ele determine o cumprimento da medida. Além disso, poderá ser aberto processo administrativo contra o oficial que se negou a celebrar ou reverter a união estável em casamento.

2- AÇÕES LEGISLATIVAS: Vereadora Laura Carneiro – Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro

Pela criação do Projeto de Lei Nº354/2013 que inclui o dia do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e a Parada do Orgulho LGBT no Calendário Oficial da Cidade, consolidado pela lei Nº5.146/2010.

E ainda pela inciativa de criação da Frente Parlamentar contra variadas formas de preconceito e intolerância.

3- POLÍTICAS PÚBLICAS: Secretaria de Estado de Ambiente – Superintendência de Educação Ambiental (Seam) pela realização das Jornadas “Ambiente Saudável é Ambiente sem Homofobia”, em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sob coordenação acadêmica de Aureanice de Mello Corrêa/UERJ  e de Elizabeth Magalhães/SEA, em apoio ao Programa Governamental Rio sem Homofobia.

Uma inciativa de uma área ainda pouco explorada no combate à homofobia. Ao articular a temática ambiental com a da diversidade cultural, identidade de gênero e desigualdade social da população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), a Superintendência de Educação Ambiental (Seam) – setor da SEA responsável pela organização do evento – exibiu documentários e reuniu profissionais com grande expertise para debater temas como Ambiente sem Preconceito; Novos Arranjos Familiares e Famílias de LGBT; A Travestilidade e a Injustiça social e Os Desafios da Transexualidade e os Novos Direitos. 

4- RESPONSABILIDADE SOCIAL: Centro Universitário IBMR

Pela parceria com o Grupo Arco-Íris, através da atuação de estagiários do Curso de Psicologia, no oferecimento de apoio terapêutico gratuito à população LGBT.

5- IMPRENSA: Programa Conexão Reporter do SBT

Exibido em  21/03/2013, com o tema “Primavera dos Diferentes”, o programa Conexão Reporter, com o jornalista Roberto Cabrini, abordou os desafios e preconceitos de ser adolescente e homossexual no Brasil. Um tema delicado e que necessita ainda de muita discussão e visibilidade para diminuir um cenário de rejeição e violência contra os nossos jovens.

 6- ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA: Grupo Conexão G

O Grupo Conexão G, é formado por jovens LGBT moradores do complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro.  Sua missão é mobilizar a população LGBT moradoras de favelas, sensibilizar a “comunidade” para o combate à homofobia e o respeito à diversidade sexual como dimensão importante na luta pela paz e justiça, valorizando o enfrentamento pacífico das práticas discriminatórias que orientam as ações violentas, como por exemplo, a violência policial, a violência sexual e o racismo. É responsável pela realização da Parada LGBT das comunidades Nova Holanda e Parque União.

7- VOLUNTARIADO: Douglas Barbosa Zim

Atuando no Grupo Arco-Íris há pelo menos 5 anos, Douglas sempre encontra disponibilidade para ajudar nas tarefas internas e de logística. É um reconhecimento merecido pro toda a sua dedicação ao Grupo.

8- ARTE & CULTURA: Projeto Divinas Divas

Capitaneado pela atriz Leandra Leal, Divinas Divas é o projeto de um documentário musical de longa-metragem para salas de cinema. O filme resgata a trajetória de oito artistas pioneiras: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios foram as primeiras travestis e transformistas nos palcos cariocas nos anos 1960, quando o Brasil vivia sob rígida ditadura militar. Esse trabalho é de enorme importância para o resgate e memória da cultura LGBT brasileira.

9- ATIVISMO: Carlos Magno Fonseca

 O paraense Carlos Magno Fonseca é um militante das questões, demandas e causas sociais com uma longa e rica trajetória de lutas e uma marcante e exemplar trajetória de importantes ações que resultaram em inúmeras conquistas de benefícios para a população de LGBT, tornando-se um exemplo de liderança, dentro das militâncias para as gerações do presente e do futuro. Fundador do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), uma das principias organização LGBT do Estado mineiro, é atualmente o presidente da

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior rede de organizações LGBT da América Latina.

 10- VISIBILIDADE LÉSBICA: Glória Pires

Pela brilhante atuação, interpretando a arquiteta Lota de Macedo Soares no longa metragem “Flores Raras”, de Bruno Barreto. Com sensibilidade, conseguiu construir uma personagem além dos estereótipos vivendo uma bela história de amor lésbico num pano de fundo de um importante momento histórico brasileiro.

11- VISIBILIDADE TRANS: Concurso Miss T Brasil

Organizado pela ASTRA-Rio, o concurso objetiva visibilizar positivamente travestis e mulheres transexuais brasileiras, sua identidade, cultura, pleitos e especificidades sociais através de atividade cultural transversal que dialogue com outras temáticas como direitos humanos, saúde e promoção da cidadania trans. Pela primeira vez, conseguiu eleger uma Miss Brasil T como a Miss International Queen, em concurso realizado na Tailândia.

12- ATITUDE: Daniela Mercury

Em 3 de abril de 2013, a cantora postou uma foto no site de rede social Instagram com sua companheira, a jornalista Malu Verçosa. A cantora assumiu publicamente o seu relacionamento homoafetivo com a frase: “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”. Esta declaração fez uma revolução no cenário da música popular brasileira, assim como no imaginário popular, fazendo com que Daniela Mercury se tornasse um símbolo pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e na luta pelas liberdades individuais.

 HOMENAGENS ESPECIAIS:

Militância e Parceria: Flávia Brazil – advogada , consultora e chefe de gabinete da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Flávia representa todo o esforço da equipe da CEDS pela realização de um trabalho exemplar e a pronta resposta às demandas da sociedade civil.

 Casa de Cultura de Laura Alvim

Av. Vieira Souto, 176- Ipanema – Rio de Janeiro.

Dia 16/12 – 19h.

 

GRANDE AÇÃO – 1º DE DEZEMBRO

1476381_472378306212267_1415872164_nNo dia 29 de novembro, sexta-feira, o GRUPO ARCO-ÍRIS fará uma grande ação e a Lapa vai parar para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Vários estabelecimentos da Rua Mem de Sá receberão Djs, cantoras e drags, que farão apresentações itinerantes pelos bares que estiverem com o laço vermelho, símbolo da luta contra a Aids, na porta.

Estabelecimentos participantes: Sinônimo, Landro Carioca, Sal Y Pimenta, Estilo da Lapa, Transforma-Ser.
Dia: 29 de novembro
Endereço: Rua Mem de Sá (entre as Ruas do Resende e Gomes Freire)
Horário: a partir das 22h

NÃO PERCAM!

 

18º Prêmio de Direitos Humanos da Presidência da República

Julio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris, recebendo das mãos da Presidenta Dilma Rousseff o Prêmio Direitos Humanos 2012 - na categoria Garantia de Direitos da População LGBT. Um Prêmio dedicado à memória de tod@s as vítimas de lesbofobia, transfobia e homofobia do país.

O GRUPO ARCO-ÍRIS FOI CONTEMPLADO COM O PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2012, DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, NA CATEGORIA GARANTIA DOS DIREITOS DA POPULAÇÃO DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS – LGBT

O Prêmio Direitos Humanos é uma honraria concedida pelo Governo Federal por meio da Secretaria dos Direitos Humanos a pessoas e organizações cujos trabalhos em prol dos Direitos Humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade.

Foi criado por decreto presidencial de 8 de setembro de 1995, e todos os anos diversas pessoas e instituições que atuam na causa dos direitos humanos tem seus esforços reconhecidos e homenageados.

A decisão foi tomada a partir de um processo seletivo, que culminou com a decisão da Comissão de Julgamento, no dia 29 de novembro de 2012. O Grupo Arco-Íris recebe o Prêmio por sua atuação marcada pela consciência humanitária que, inevitavelmente, contribui para a ampliação da sensibilidade da sociedade brasileira sobre a necessidade do respeito aos Direitos Humanos.

Em sua 18ª edição, a cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos ocorreu em 17 de dezembro de 2012, às 16 horas, no Auditório Wladimir Murtinho do Palácio Itamaraty, em Brasília/DF, com a presença da excelentíssima senhora Presidenta da República Dilma Roussef, que tradicionalmente participa do evento. Cada premiado recebeu um troféu e um certificado assinado pela excelentíssima senhora Presidenta da República.

HOMOFOBIA CRIMINALIZAÇÂO JÁ!

AMANHÃ!
17 DE MAIO DE 2012
12h – Cinelândia
(nas escadarias da Câmara dos Vereadores)
HOMOFOBIA CRIMINALIZAÇÂO JÁ!
Esteja presente.
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Traga suas Bandeira e Faixas!

Entre os anos de 1948 e 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificava a homossexualidade como um transtorno mental. Neste período, usava-se o termo “homossexualismo” para referir-se à orientação sexual de uma pessoa. Vale ressaltar que o sufixo “ismo” significa “doença”, uma “patologia”.

Há exatos 21 anos, ou seja, em 17 de maio de 1990, a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou e oficializou a retirada do Código 302.0 (Homossexualismo) da CID (Classificação Internacional de Doenças), e declarou oficialmente que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio”.
A partir deste fato histórico o Movimento LGBT Mundial tem priorizado a propagação mundial do termo “homossexualidade” em vez de “homossexualismo”. Por esta razão, o dia 17 de maio tornou-se uma data simbólica e histórica para o Movimento LGBT Mundial que incentiva a promoção de eventos de conscientização pública em todas as regiões do planeta, visando chamar a atenção das pessoas, principalmente de autoridades públicas e políticas, inclusive gestores públicos, para a necessidade cada vez mais urgente de combater e erradicar a homofobia, em suas mais diferentes formas de manifestação e ação (homofobia, lesbofobia e transfobia) e, assim, evitar que cada vez mais pessoas inocentes da sociedade continuem sendo brutal e covardemente assassinadas por causa de suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero.

Muita emoção no 9º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos

Shows com Elza Ribeiro, Aline Ramos e Leila Maria trouxeram glamour ao evento

Casa de Cultura Laura Alvim. Foi neste teatro que o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT premiou mais de 20 personalidades e autoridades na nona edição de seu prêmio de direitos humanos. Na categoria especial, foram contemplados o deputado federal Chico Alencar e a senadora Fátima Cleide (representada por seu assessor Caio Varela); parlamentares comprometidos com a luta dos direitos humanos e pró-aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no país.

“Estou muito feliz e emocionado. Travamos um embate contra esses pensamentos obscurantistas, que são os indutores de muitos crimes de natureza homofóbica. Agradeço ao Rio de Janeiro, que generosamente me reelegeu deputado, e digo que serei um servidor de vocês na bela diversidade que vocês constroem. Porque o amor vale sempre a pena”, orgulhou-se o deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ).

A imprensa também foi uma das categorias do 9º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos. O jornalista d’O DIA, Mahomed Saigg levou o troféu pela sua série de reportagens publicadas no jornal que denunciava a homofobia em escolas e comunidades carentes. “Fiquei muito feliz com essa premiação. Acho que a imprensa tem um papel importante na quebra de preconceitos e divulgação de idéias e por isso acredito que demos um passo importante com essa série de reportagens”, disse Saigg.

Em se tratando de homofobia, a categoria Atitude teve importantes representantes: Angélica Ivo e Viviane Marques. A primeira, mãe de Alexandre Ivo violentamente assassinado em São Gonçalo devido à homossexualidade; a segunda, também mãe de Douglas Marques, que levou um tiro na barriga por um militar fardado logo após a 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, ocorrida em 14 de novembro deste ano.

“Eu amo meu filho e sempre vou amá-lo. Esse episódio me fez perceber como as pessoas são preconceituosas. Eu tinha um primo que se travestia. Ele não teve a mesma sorte que meu filho, pois foi assassinado com quatro tiros. Eu vou lutar com vocês para não vivermos mais a homofobia e a discriminação”, emocionou-se Viviane Marques.

O 9º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos fez parte da extensa programação da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, que foi patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e pela Petrobras. Também conta com o apoio do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil, além das Secretarias Municipais de Turismo (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil, da Locanty, da Savior.

9º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos

Evento realizado pelo Grupo Arco-Íris acontece dia 6 às 20h na Casa de Cultura Laura Alvim

Na próxima segunda-feira (6/12), a Organização sobe aos palcos da Casa de Cultura Laura Alvim para apresentar @s 23 premiad@s, entre personalidades e instituições, que fizeram a diferença  para a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em 2010. O evento também conta com o show de Leila Maria, que convida Nise Palhares, Aline Ramos e Elza Ribeiro.

“O Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos é uma celebração onde reconhecemos a importância de indivíduos, representantes do Poder Público e organizações da sociedade civil, privadas ou estatais, que se destacaram no corrente ano com ações de visibilidade ou benefícios para a comunidade LGBT. Ativistas e personalidades serão convidados a entregar o “Troféu Arco-Íris de Direitos Humanos” aos contemplados”, explica o presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira. Confira as categorias e os premiados:

Categoria Especial: Senadora Fátima Cleide e Deputado Federal Chico Alencar

A senadora Fátima Cleide (PT-Rondônia) é trabalhadora da educação. Eleita em 2002 com mandato até fevereiro de 2011. Relatora do PLC 122/06 (criminalização da homofobia) que ainda tramita no Senado Federal por sofrer resistência de fundamentalistas religiosos.

Chico Alencar (PSOL-Rio de Janeiro) é premiado pelo seu histórico enquanto parlamentar, defendendo as questões de direitos humanos e a pauta LGBT. Alencar tem sido responsável pela aprovação de emendas parlamentares para a implementação de políticas públicas pró-LGBT no estado do Rio de Janeiro.

Atuação no Judiciário: Juiz Federal Roger Raupp Rios

Como juiz federal, Roger Raupp Rios é autor de vários livros e artigos sobre orientação sexual e identidade de gênero, sempre sob uma perspectiva respeitosa e esclarecedora, sob o ponto de vista judicial. Também assina vários veredictos em prol da causa LGBT.

Arte e Cultura: Cine Clube LGBT

O Cineclube LGBT exibe filmes nacionais e internacionais com temáticas relacionadas a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. As sessões acontecem no ODEON Petrobrás e são seguidas de uma festa comandada pelo DJ Great Guy.

Responsabilidade Social: Banco do Brasil

O Banco do Brasil é premiado pelos benefícios e reconhecimento da união homoafetiva, tanto para funcionários quanto para clientes. O BB passou a conceder o crédito imobiliário através de confirmação da união homoafetiva a partir de declaração por escrito. Além disso, desde 2005, o Banco do Brasil aprovou uma diretriz que estende os benefícios de saúde da empresa para parceiros do mesmo sexo. A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil – Cassi. Tal decisão partiu do pedido do funcionário Augusto Andrade, ex-presidente do Grupo Arco-Íris, que trabalha no banco há mais de 30 anos. O processo foi ganhando apoio de outros funcionários e até uma lista de gays assumidos surgiu.

Políticas Públicas: Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do RJ

A SEASDH, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, tem sido a principal interlocutora entre o movimento LGBT fluminense e o Governo do Estado do RJ. No início do ano, dedicou o 7º andar inteiro do prédio da Central do Brasil para serviços que promovam a cidadania desta comunidade, como o Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567) e atendimento jurídico, social e psicológico, que fazem parte do pacote de medidas pró-LGBT RIO SEM HOMOFOBIA. Além de patrocinar a Parada do Orgulho LGBT-Rio.

Voluntariado: Lilian Motta e Verônica Bairral

Desde 2003, Lilian e Verônica dedicam boa parte de seu tempo a atividades relacionadas ao Grupo Arco-Íris. Na época da Parada do Orgulho LGBT-Rio, trabalham na coordenação de voluntários e na divulgação virtual dos eventos, sempre de forma voluntariada.

Imprensa: Mohamed Saigg (O DIA)

O jornalista fez uma série de reportagens no jornal O DIA, de grande circulação no Rio de Janeiro. As matérias (de 2 páginas, cada) tinham como tema a homofobia em comunidades carentes e escolas. Foram impressas no dia 6, 7 e 8 de setembro de 2009. A quarta matéria foi uma entrevista da senadora Fátima Cleide, publicada em um domingo (13 de setembro).

Organização Comunitária: CAMTRA (Casa da Mulher Trabalhadora)

A Casa da Mulher Trabalhadora tem como missão ir ao encontro de outras mulheres com a perspectiva de colaborar para o fortalecimento de sua autonomia e despertá-las para a importância de sua participação na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Ativismo LGBT: Igreja Cristã Contemporânea e Comunidade Betel

As duas Igrejas têm se destacado no ativismo LGBT  defendendo uma ótica religiosa inclusiva. Participaram dos atos, manifestações e Parada. Possuem papel fundamental na desconstrução da ideia de pecado ligada à homossexualidade.

Ativismo na luta contra a Aids: Fundação Schorer

A Fundação Schorer é uma instituição holandesa sem fins lucrativos que atua desde 1967 pelos direitos, saúde e bem-estar de homossexuais. Desde 1997, a fundação apoia projetos no Brasil, sendo o último o Programa SAGAS. Quatro instituições desenvolvem o programa: SOMOS (RS), ABIA (RJ), GRAB (CE), Grupo Arco-Íris (RJ) e ao todo contam com seis projetos com foco na prevenção de DSTS/HIV/AIDS e na promoção da qualidade de vida de LGBT, sendo um projeto específico para mulheres lésbicas e bissexuais.

Estudos Acadêmicos: Marcio Caetano

Em 2005, Marcio Caetano defendeu uma das primeiras dissertações sobre homossexualidade e escola no Brasil. Com o título “Os gestos do silêncio para esconder as diferenças”, a dissertação defendida na UFF foi a primeira investigação de uma trajetória acadêmica marcada pelo diálogo com movimento social LGBT. As investigações de Caetano no campo da saúde e da educação subsidiaram inúmeras ações do movimento social LGBT.

Ações Legislativas: Deputado Federal José Genuíno

Um dos onze co-autores de projeto de lei que garante o reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil (PL 4914/09), o deputado José Genoíno (PT-SP) vem realizando discursos veementes em prol deste projeto de lei.

Visibilidade Trans: Luana Muniz

Luana Muniz começa sua história no musical Mimosa, no teatro Brigite Blair (anos 80); viajou para a Europa e trabalhou em vários cabarés. Luana vivenciou altos e baixos; além de conhecer de perto as calçadas e esquinas. Líder das meninas da Lapa, Luana fundou a Agentte; participou da primeira turma do projeto Damas e da ativação do Projeto Travesti e Cidadania (CIEDS). Luana apóia a ONG Água Viva e desenvolve trabalhos comunitários com pessoas vivendo com HIV/Aids e que se encontram em risco social. Sua participação como interlocutora entre comunidade trans e sociedade tem sido de extrema importância para que projetos de cidadania e prevenção tenham obtido sucesso.

Atitude: Prof. Antonio Pinheiro | Angélica Ivo | Família Marques

O professor Antônio Pinheiro atua no Instituto de Educação Sara Kubitscheck; é coordenador do projeto Pro Dia Nascer Feliz e foi colaborador da pesquisa Homofobia nas Escolas, das secretarias estaduais de Educação e Assistência Social e Direitos Humanos.

Mãe de Alexandre Ivo, brutalmente assassinado por uma gang em São Gonçalo, Angélica Ivo tem se mostrado uma fiel defensora dos direitos LGBT. Está sempre presente em eventos e atos que reivindicam ações concretas de combate à homofobia.

A família Marques pressionou até o fim para que o crime contra o rapaz Douglas Marques fosse solucionado e não caísse no esquecimento. Douglas foi baleado na barriga no Parque Garota de Ipanema por um militar homofóbico depois da 15ª Parada do orgulho LGBT-Rio.

Visibilidade Lésbica: Angélica “Morango” e Nise Palhares

Ana Angélica, mais conhecida como “Morango”, participou da 10ª edição do reality show da TV Globo: Big Brother Brasil. Assumiu-se lésbica logo no primeiro dia do programa e permaneceu tratando o assunto com naturalidade, o que muito ajuda a tratar o tema aqui “fora”. Morango participou de vários atos e Paradas LGBT pelo Brasil a fora, sempre utilizando sua imagem popular para o combate à homofobia.

Um dos maiores programas de reality show de hoje em dia, o Ídolos da TV Record, foi o que impulsionou a carreira de Nise Palhares. A cantora lésbica é residente de boates como 1140 e Papa G e tem no seu canto a força da resistência da mulher. Tem vivido e sobrevivido de sua arte, sempre com a cumplicidade de uma legião de fãs, na sua maioria mulheres lésbicas.

Marketing: PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)

O programa eleitoral de Plínio Arruda, do PSOL para a presidência da República exibiu um beijo gay entre dois jovens. A propaganda foi o assunto mais comentado na primeira semana eleitoral do país. Apesar de o beijo ter menos de cinco segundos, foi suficiente para levantar o debate em torno dos LGBTs.

Saúde Lésbica: Projeto Laços e Acasos: Mulheres, Desejos e Saúde

O projeto Laços e Acasos do Grupo Arco-Íris lançou  neste ano a campanha “Quer Pegar?”, que além de informar lésbicas e mulheres bissexuais quanto às formas de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), também oferece as chamadas “sainhas”, que são as barreiras, feitas de látex, produzidas especialmente para lésbicas e mulheres bissexuais.

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT reivindica investigação rigorosa do caso do rapaz baleado no Arpoador

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT reivindica investigação rigorosa do caso do menino Douglas, 19 anos, que foi baleado na barriga após a 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, ocorrida no último dia 14, que reuniu 1,2 milhão de pessoas na orla de Copacabana. Caso fique provado que o disparo realmente foi feito por militares que faziam a ronda no local, como relata familiares da vítima, o Grupo Arco-Íris cobra punição exemplar ao homofóbico.

Cabe lembrar que as Forças Armadas e todos os operadores de segurança de nosso estado e do país têm por obrigação garantir a segurança e a proteção de tod@s cidadãos (ãs), independentemente de credo, cor, orientação sexual e identidade de gênero. A Organização também salienta a importância de as Forças Armadas reverem seus códigos militares, que carrega em seus escritos as tintas de um militarismo intolerante e violento aos LGBT.

Este é apenas um caso entre milhares de outros. A cada dois dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual. A homofobia é uma questão real; é uma chaga social que precisa ser sanada. Necessitamos o quanto antes que o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no país, seja aprovado pelo Senado Federal. Precisamos de políticas públicas que fomentem a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e combatam à homofobia, principalmente no âmbito da educação, a fim de que novas gerações mais plurais e respeitosas nasçam com novas perspectivas em relação à diferença.

Mais de um milhão contra a Homofobia

15 anos de ORGULHO – 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio lota Praia de Copacabana

Nem o tempo fechado desanimou gays, lésbicas, travestis, transexuais, bissexuais, drags e simpatizantes em Copacabana. Cerca de 1,2 milhão de pessoas lotaram o cartão postal mais famoso da cidade durante a 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. Tendo o Orgulho como tema, militantes e autoridades iniciaram a abertura do 3º maior evento do Rio. Julio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris (ONG responsável pela organização da Parada), destacou que “a homofobia é uma doença social que precisa ser sanada. Ela está intimamente interligada com o machismo, o sexismo, o racismo e outras formas de discriminação”.

O presidente lembrou, ainda, que todos os cidadãos e cidadãs devem refletir sobre seu papel social: “professores, gestores, LGBT e heterossexuais precisam entender que a homofobia atinge a todos. O jovem na escola que é chamado de viado, o trabalhador que não consegue emprego, familiares de LGBT, o fiel que não pode exercer livremente sua fé”.

Falas de autoridades abriram a Parada. Entre os presentes estavam: Carlos Minc, deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro; Ricardo Henriques, Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos; Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos; Jean Wyllys, deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro; Cida Diogo, deputada federal pelo Rio de Janeiro; Oscar Berro, representando o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão; além de representantes de órgãos da Prefeitura do Rio.

Emoção e orgulho de 15 anos de Parada

Jane Di Castro cantou o Hino Nacional e o Hino Oficial da Parada ficou por conta de Leila Maria, autora e cantora do hit “Bom é beijar”. Foram 13 trios que dividiram a atenção do público do posto seis ao posto dois, levando música e arte para a orla de Copacabana. A bandeira símbolo do Arco-Íris de 124 metros – a maior do país – foi estendida e cobriu a Avenida Atlântica, preenchendo de cor o domingo dos cariocas.

Ação Orgulho, Saúde, Cultura e Cidadania

Uma grande ação dentro da 15ª Parada distribuiu 1 milhão de insumos durante todo o dia de domingo. “Foram mil doses da vacina para prevenção da hepatite B, mais de 500 mil preservativos – entre eles teen, feminino e extra – e materiais informativos sobre DST/Aids, saúde e cidadania”, explica o José Eurico Ribeiro, infectologista e coordenador da ação.

Com três tendas (50 m2 cada) espalhadas pela orla, a Ação Orgulho, Saúde, Cultura e Cidadania teve apoio da Gerência Estadual de DST/Aids, Sangue e Hemoderivados; da Coordenação Estadual de Hepatites Virais; da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos); Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde; da Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) e Petrobras.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e pela Petrobras. Também conta com o apoio do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil, além das Secretarias Municipais de Turismo (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil, da Locanty, da Savior.

ALGUMAS DICAS…

ALGUMAS DICAS…

A Parada do Orgulho LGBT-Rio é um momento de alegria e cidadania. Quando

falamos sobre cidadania, nos referimos aos direitos e deveres de cada um@.

Tod@s têm o direito à liberdade, contudo temos o dever de nos proteger

de situações que possam nos trazer problemas. Por isso, informamos as

seguintes dicas para você se divertir com segurança.

Dicas de transporte

– Para chegar à Parada dê preferência aos transportes públicos, como

metrô e ônibus. De metrô, desça na Estação Cantagalo – a mais próxima da

concentração.

– Se for de ônibus pegue linhas que passem pelas ruas Barata Ribeiro e

Tonelero/Pompeu Loureiro ou pela Avenida N. S. de Copacabana. Desça entre

as ruas Miguel Lemos e Bolívar ou depois do túnel na Sá Ferreira. Informe-se

antes com o motorista.

– Atenção: se for de carro, estacione em Ipanema, Lagoa, Botafogo e

imediações. Devido à grande concentração de pessoas na praia de Copacabana,

o trânsito poderá ficar lento e algumas ruas, além da avenida Atlântica,

poderão se encontrar interditadas para tráfego de veículos de não moradores

do bairro. Respeite as leis de trânsito e os pedestres. Não estacione em locais

proibidos.

– Ônibus de excursão não poderão entrar em Copacabana. Os órgãos de controle de tráfego multarão e rebocarão veículos não autorizados. Por isso, deverão estar estacionados na Avenida Rodrigues Alves, pista sentido Rodoviária, junto ao meio-fio, do lado direito da via, no trecho entre as ruas Barão de Tefé e Pereira Reis. Há uma estação de metrô no Estácio que leva direto à Copacabana.

OBS.: Não poderão estacionar em frente ao Armazém 8.

Dicas de segurança

– Se dirigir, não beba. Se beber, não dirija! Dê a direção de seu carro para

algum amigo sóbrio ou vá de táxi.

– Leve somente a quantia de dinheiro necessária. Evite andar com objetos de

valor (joia, celular, câmera, relógio etc..). Leve apenas a sua identidade, de

preferência uma cópia.

– A polícia está orientada para garantir uma segurança cidadã, respeitando a

tod@s. Faça a sua parte. Se você ouvir provocação ou algo fora da lei, denuncie

nas tendas do evento e nos postos policiais. Nos últimos anos as polícias do

estado do RJ têm sido exemplares em sua atuação.

– As tendas da organização do evento servirão como posto de achados e

perdidos. Os documentos que não forem retirados serão encaminhados para a

delegacia de polícia mais próxima (12ª DP) ou para a sede do Grupo Arco-Íris.

– Fique esperto! As “rodinhas” e “pegação” na areia, durante e após o evento,

serão reprimidas severamente pela Políca Militar. Não esqueça que a Parada é

para garantirmos mais direitos e não para gerarmos mais preconceitos.

Dicas de saúde

– Alimente-se bem e beba bastante água. Vá com roupas leves. Isso ajudará

você a ter energia para curtir o evento.

– Não leve e nem compre bebidas em vasilhames de vidro, você pode se cortar

e machucar os outros.

– Não se esqueça de usar a camisinha. Ela protege do contato com a AIDS,

hepatites e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

– Durante o evento faremos campanha com distribuição de preservativos,

lubrificantes e informativos para que você os leve consigo.

Dicas de cidadania

– Andar nu é legal dentro de casa. Na rua é atentado ao pudor.

– Beijar na boca é muito bom. Se o clima esquentar, prefira um motel. Transar

na rua é arriscado e também atentado ao pudor.

– A bandeira do arco-íris é nosso símbolo, pavilhão maior da nossa luta pela

diversidade. Ajude-nos a defendê-la e protegê-la. Trate-a com respeito!

– Seja cidadão. Proteja todo o mobiliário urbano. Se você avistar alguém

danificando ponto de ônibus, orelhão, entre outros, denuncie! Esse

patrimônio é de tod@s e é pago com o imposto de tod@s @s cariocas,

inclusive o seu.

– Muro, coqueiro e outros cantinhos não são banheiros. Respeite as pessoas

e mantenha a cidade limpa, utilizando os banheiros químicos, os postos

salva-vidas, os quiosques na orla, os restaurantes e bares ao redor. A

cidade agradece.

Telefones úteis

Grupo Arco-Íris: 21 2215-0844 / 2222-7286

Disque Cidadania LGBT: 0800 023 4567

SUPERDir – Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da

SEASDH: 21 2334-9578

Polícia Militar: 190

Serviço público de remoção de doentes e feridos: 192

Bombeiros: 193

Defesa Civil: 199

Central de Atendimento à Mulher: 180

Disque Denúncia: 2253-1177

Denúncia de Abuso a Crianças e Adolescentes: 100

Disque Saúde: 0800-611997

PROGRAMAÇÃO – 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio

 

13/10   

Show de abertura da programação oficial da 15º Parada do Orgulho LGBT-Rio – Teatro de Revista – Com: Jane di Castro, Lorna Washington, Rose Bombom, Paula Braga, Luiza Moon, Eula Rochard, Núbia Pinheiro, Karina Karão, Luana Muniz e Sthepanie Camburão.

Local: Teatro Carlos Gomes – Praça Tiradentes, 19 – Centro
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

27/10

Projeto Auto Retrato Laura di Vison – 2ª edição               
Espetáculo “Ao Sair Deixe suas Lágrimas”

Elenco: Rose Bombom, Suzy Brasil, Paula Braga, Veluma, Karina Karão, Zanny, Jonathan Gomes, Glaucio Castelino, Marcello Taurino, Joyce e Marcelo Faria.

Local: Sala Baden Powell – Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

03/11

Projeto Autorretrato Laura di Vison – 2ª edição               
Espetáculo “Dama da Noite”
Elenco: Lorna Washington, Luana Muniz, Desirée, Nepopô, Luiza Moon, Kimily Hanner.

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

04/11

Projeto Autorretrato Laura di Vison – 2ª edição               
Espetáculo “Esquinas”
Elenco: Luana Muniz e convidadas

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

05/11   

Projeto Autorretrato Laura di Vison – 2ª edição               
Espetáculo “Ao Sair Deixe Suas Lágrimas”
Elenco: Rose Bombom e Suzy Brasil

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

07/11 a 11/11   

II Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT (SENASP / SEASDH)

Local: Windsor Hotel Guanabara – Av. Presidente Vargas, 392 – Centro

10/11   

Lançamento do Livro: “Confissões ao Mar”, de Kadu Lago

Local: Livraria da Travessa – Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema
Horário: 19h
Entrada franca

10/11   

Vozes da Diversidade – 2ª edição
Ex-celentes
Cantores: Aline Ramos, Biano Rafa, Mariana Novaes 

Local: Sala Baden Powell – Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana
Horário: 20h
Ingresso: R$ 1,99

10/11   

Estreia do Lounge Café do Teatro de Bolsa – com Andre Baeta

Local: Empório Almir França – Travessa Dr. Araújo, 55 – Praça da Bandeira

Horário: 20h

Ingresso: R$ 15,00

11/11   

Festa de Celebração da 15a Parada do Orgulho LGBT do Rio

Local: Cine Ideal – Rua da Carioca, 64
Horário: 22h
Entrada Gratuita
Com Eula Rochard, Núbia Pinheiro e Luiza Moon

12/11   

LK3 Especial Pré-Parada

Local: Rio Ativa Esporte – Av. Presidente Vargas, 2000 – Centro
Horário: 23h
Mais informações em www.lk3party.com

13/11   

2ª Lesbifest – Festival da cultura e diversidade de lésbicas e mulheres bissexuais

Local: Bar Sinônimo – Rua Mem de Sá, 118 – Lapa

Ingressos:

R$ 5,00 até 23h, levando 1 kg de alimento não–perecível

R$ 10,00 até 24h

R$ 15,00 após 24h

Participações: Juliana Farina, Nana Kozak, Maiara e Fina Batucada (bateria feminina)

Sorteios de kits eróticos para mulheres.

Cupido da Paquera

Concurso de Drag Kings com premiação para 1º, 2º e 3º lugares

Performance  teatral com Ítala Isis

e muitas surpresas durante a noite.

Lançamento do Calendário Chabanais 2011 (www.chabanais.com.br)

13/11   

Festa Pré-Parada na 1440 – Boate 1140

Local: Rua Capitão Menezes 1140 – Praça Seca – Jacarepaguá

Horário: 22h

Mais informações em www.boite1140.com.br

14/11   

15ª Parada do Orgulho LGBT Rio 2010 – Av. Atlântica – Posto 6 – 13 horas

Ação Orgulho, Saúde, Cultura e Cidadania LGBT

14/11   

Festa de Encerramento da Parada – Cine Ideal

Local: Cine Ideal – Rua da Carioca, 64 – Centro

Horário: 22h

Mais informações em www.cineideal.com.br

 

22/11 e 27/11

Espetáculo “Divinas Divas”

Elenco: Jane di Castro e convidadas

Local: Sala Baden Powell – Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana

Horário: 19h30

Mais informações em www.arco-iris.org.br

06/12   

Espetáculo “Vidas Diversas”

Direção: Sérgio Muniz

Elenco: Ministério de teatro da Igreja Contemporânea e Ministério de dança da Igreja Contemporânea

Luz e trilha sonora: Sérgio Muniz

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Gonzaguinha – Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze

Horário: 20h

Mais informações em www.arco-iris.org.br

               

09/12   

Ciclo Arco-Íris Pensando as Homossexualidades

Mais informações em www.arco-iris.org.br

10/12   

9º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos

Mais informações em www.arco-iris.org.br

Mais informações sobre agenda www.arco-iris.org.br

Travesti não é bagunça!

Luana Muniz e convidadas estrelam espetáculo “Esquinas” e apresentam um pouco do brilho noturno das donas das encruzilhadas cariocas

Orla de Ipanema. Casa de Cultura Laura Alvim. A travesti Luana Muniz leva ao palco do renomado teatro um pouco da vida da Lapa. Sem hipocrisia e vitimismos baratos, a mais nova Madame Satã da boemia carioca demonstra em cena as dores e as delícias de ser uma travesti. “Esquinas”, além de ser uma resposta à leitura do programa Profissão Repórter de demonização das travestis, deve ser encarado como a materialização da multiplicidade da arte no palco, da vida na arte e vice-versa.
E é assim a primeira cena: a diva Lorna Washington encarnando a cena de Luana Muniz com seu bêbado “global” e o famoso tapa na cara dele seguido do bordão “Tá pensando que travesti é bagunça?”. Neste momento o palco escurece e Luana surge por detrás do público vestida com roupa de santo e, em punho, um genuíno adjarin (sineta de metal, utilizada por candomblecistas e umbandistas para evocar entidades).
As batidas fortes dos atabaques rufam ao ponto de “O sino da igrejinha faz blem, blem,  blom. Deu meia noite o galo já cantou…” Luana sobe ao palco e reina em meio a algumas representações de exus, como pombogira, malandro, tranca-rua etc. Ela dança com todos. Ela é de todos. Fica nítido, com os Arcos da Lapa compondo o cenário, que ela, Luana, e seus exus são definitivamente os donos da esquinas.
“A concepção do espetáculo é mostrar uma outra travesti. É confrontar esta perspectiva difundida de que a travestilidade tem que estar necessariamente ligada à prostituição e nada mais. Além do meio fio, elas possuem vida e produzem arte”, explica o coordenador-geral do projeto Autorretrato Laura Di Vison do qual “Esquinas” faz parte, Almir França.

     
Desaquendar a gira
Lorna Washington entra em cena com a missão, como ela mesmo diz, de “desaquendar a gira” pesada que Luana deixou pelos palcos e em um número pra lá de divertido faz a limpeza do palco ao som de “Sai de mim encosto, sai, sai, sai, que vc só vive pra me perturbar…”, de Bezerra da Silva.
“Nosso maior cartão postal, o Cristo Redentor está sempre de braços abertos para os cariocas, sem ligar se é branco, preto, gay, lésbica ou travesti. O Rio é a esquina do mundo”, orgulha-se Lorna.
 
Outros números, novas surpresas
De fato. A arte das travestis brilhava no palco como todos os Swarovski utilizados em seus figurinos. Dublagens foram realizadas de forma impecável, como a de Anita Baker, por Luana Muniz; Whitney Houston, por Alexia Brasil e Débora Cox, por Angel. Paula Braga e Yone Karr apostaram em relíquias nacionais, como Nação, de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio; e É d’Oxum, de Gerônimo e Vevé Calasans.
A 15ª Parada do Orgulho LGBT, que acontece dia 14 de novembro, é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil; e da Locanty.

Cercada de amigos e amigas, Lorna Washington estrela a 2ª noite do Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Show Dama da Noite aconteceu na quarta (3/11) na Casa de Cultura Laura Alvim

Uma noite de festa, diversão e celebração da amizade. Esse foi o tom do segundo show do projeto Autorretrato Laura Di Vison – Dama da Noite, que reuniu no palco da Casa de Cultura Laura Alvim as artistas Rose Bombom, Nepopô, Rosa New York, Desiree, Kimily Hanner e as doors Isabelita dos Patins (em participação especial), Carla Coqueiro, Luiza Moon e Núbia Pinheiro, todas para homenagear uma das maiores transformistas da noite carioca: Lorna Washington.
“Estar aqui hoje, para mim, é um reconhecimento ao trabalho que venho fazendo em todos esses anos. Tudo o que faço é com total entrega – nem penso na repercussão, só quero fazer o melhor. Me sinto contente e realizada em poder mostrar minha arte para mais e mais pessoas”, disse Lorna. Rose Bombom, amiga de longa data, resumiu sua participação no show: “sou fã de Lorna. É uma honra dividir o palco com ela”.
Outra amiga, Isabelita começou dizendo que “a melhor maneira de explicar a minha presença nesta homenagem é cantando os versos da canção Se todos fossem iguais a você. Estou aqui de coração e alma, pois Lorna é um exemplo de solidariedade e integridade. Ela é tudo de bom!”, brincou Isabelita.
Dama da Noite mostrou o camarim de um teatro onde Lorna revisitava sua trajetória artística através de números e canções. Rose Bombom era a divertida camareira, sempre pronta para ajudar e, claro, fazer suas gags.  Nepopô, Rosa New York, Desiree e Kimily Hanner trouxeram brilho para o espetáculo com suas belíssimas performances. O público pode também conferir Lorna interpretando textos de poetas como Clarice Lispector, Cecília Meirelles e Castro Alves.
Hoje (4/11) é a vez de Luana Muniz e convidadas estrelarem “Esquinas” na Casa de Cultura Laura Alvim, a partir das 20h em Ipanema. Amanhã, Suzy Brazil e Rose Bombom reapresentam “Ao Sair Deixe Suas Lágrimas”, no mesmo local e horário. Não percam!
A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil e Locanty.

Instruções para credenciamento da imprensa

A Target Assessoria de Comunicação, que coordena a comunicação da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, credencia veículos de imprensa para a cobertura jornalística do evento.

Podem solicitar credenciais agências de notícias, emissoras de TV e rádio, jornais e portais de internet de conteúdo essencialmente jornalístico.

Jornalistas e fotógrafos autônomos interessados em documentar o evento devem apresentar uma justificativa por escrito para a solicitação de credenciamento, que será analisada pela assessoria de comunicação da Parada do Orgulho LGBT-Rio 2010.

As credenciais serão exigidas para aqueles que desejam ter acesso aos trios, carros oficiais e coletiva de imprensa. A quantidade de credenciais é limitada até duas unidades por veículo de comunicação, exceto emissoras de TV que poderão solicitar até quatro credenciais. Solicitações extraordinárias serão analisadas.

A cobertura do evento “no chão” é livre para qualquer profissional.

Os veículos que desejam se credenciar, devem enviar e-mail para leticia@target.inf.br com as informações descritas abaixo até o dia 11 de novembro de 2010, até as 18h. Em caso de dúvidas, queiram nos contactar pelos telefones (21) 2284 2475, 2234 9621. As confirmações de credenciamento serão dadas até o dia 11 de novembro e as credenciais deverão ser retiradas na sede do Grupo Arco-Iris nos dias 12 (das 15h às 18h) e 13 de novembro (das 14h às 18h).

Ficha para credenciamento para imprensa

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Nome do profissional

Função

Seja um(a) voluntári@ Arco-Íris!

Conhecer gente nova, adquirir experiência, participar de ambientes descontraídos e festivos e promover um evento para chamar de seu. Essas são algumas vantagens de ser voluntário/a da Parada do Orgulho LGBT-Rio. O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT convida a todos e todas a fazer parte desta grande família!

As inscrições para ser voluntário da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, no dia 14 de novembro, ficam abertas até o dia 5 de novembro. A programação oficial deste ano conta ainda com uma série de eventos nos mais variados espaços de cultura de nossa cidade. Para se cadastrar, o candidato deve comparecer à sede do Grupo Arco-Íris (Rua do Senado, 230 – Cobertura – Centro) em horário comercial e preencher a ficha de cadastramento.

“A Parada é um evento comunitário e os voluntários são fundamentais para que essa festa da cidadania possa acontecer. A transformação social só se dará quando mais e mais pessoas se mobilizarem para acabar com o preconceito. A homofobia só terá fim se todos lutarmos para isso”, explica Julio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris.

Para se cadastrar, o voluntário deve:

I – ser maior de 18 anos, ou acima de 16 anos com a autorização dos responsáveis assinada e reconhecida a firma;

II – ter disponibilidade de tempo para o serviço voluntário, de acordo com as necessidades da organização do evento, contribuindo de duas a três vezes por semana, de acordo com a sua disponibilidade, não ultrapassando uma carga horária de oito horas semanais.

III – estar gozando de plenas condições de saúde.

IV – ter disponibilidade para participar dos encontros de capacitação sobre voluntariado nos eventos e na Parada.

Para se inscrever como candidato(a ) a voluntário(a) é preciso:

I – preencher ficha de cadastro de candidato(a) a voluntário(a)  e termo de adesão ao serviço voluntário;

II – entregar 01 foto 3 x 4 colorida para afixação na ficha de cadastro;

III – apresentar cópia de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência.

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT – Rua do Senado, 230 – Cobertura – Centro

21 2222-7286 | 2215-0844

Para tudo! Está em cena o Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo Arco-Íris inclui em seu mês de celebração da Parada do Orgulho LGBT do Rio o projeto Autorretrato – Laura DI Vison. Neste ano, o evento acontece em quatro edições.
 
O primeiro espetáculo – “Ao Sair Deixe Suas Lágrimas” – será no dia 27/10 na Sala Baden Powell às 20h, com as drags Rose Bombom, Suzy Brazil, Paula Braga, entre outras. O segundo – “Dama da Noite” – acontece no dia 3/11 na Casa de Cultura Laura Alvim às 20h e conta com Lorna Washington, Luana Muniz, Desiree entre outras. A entrada será de R$ 1,99. No dia 4/11, Luana Muniz e convidadas levam “Esquina” à Casa de Cultura Laura Alvim, às 20h, que recebe, no dia 5/11, às 20h, “Ao Sair Deixe Suas Lágrimas”.
 
Laura, Laura, Laura!Musa do underground carioca nas décadas de 70, 80 e 90, Laura Di Vison foi um ícone LGBT. Espontânea, crua e irônica, esta estrela charmosérrima provocou e levou a êxtase plateias lotadas! Alegre e apaixonada por prazer e plumas, deixou de queixo caído de renomados sociólogos a personalidades internacionais. Faleceu em 2007.
 
 
 
Venha se deliciar neste projeto assistindo aos espetáculos em homenagem a Laura Di Vison! Todo mundo lá!
 
Serviço:Projeto Autorretrato – Laura Di Vision
 
Quarta – 27/10 – 20h
Espetáculo: Ao Sair Deixe suas Lágrimas

Texto e direção: Rose Bombom e Suzy Brasil
Elenco: Rose Bombom, Suzy Brasil, Paula Braga, Veluma,Karina Karão, Zanny, Jonathan Gomes,Gláucio Castelino, Marcelo Taurino, Joyce e Marcelo Faria.
 
Sala Baden Powell – Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana
Informações: 2548-0421
Classificação Etária: 18 anos
R$ 1,99
__________________________________________
Quarta – 03/11 – 20h
Espetáculo: Dama da Noite – Filipeta
 
Concepção: Almir França
Direção Artística: Rogério Garcia
 
Elenco: Lorna Washington, Luana Muniz, Desirée, Nepopô, Luiza Moon e Kimily Hanner.
 
Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Informações: 2332-2015
Classificação Etária: 18 anos
R$ 1,99
__________________________________________
Quinta – 04/11 – 20h
Espetáculo: Esquina
 
Concepção: Almir França
Direção Artística: Rogério Garcia
 
Elenco: Luana Muniz e convidadas
 
Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Informações: 2332-2015
Classificação Etária: 18 anos
R$ 1,99
__________________________________________
Sexta – 05/11 – 20h
Espetáculo: Ao Sair Deixe suas Lágrimas

Texto e direção: Rose Bombom e Suzy Brasil
Elenco: Rose Bombom, Suzy Brasil, Paula Braga, Veluma,Karina Karão, Zanny, Jonathan Gomes,Gláucio Castelino, Marcelo Taurino, Joyce e Marcelo Faria.
 
Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Informações: 2332-2015
Classificação Etária: 18 anos
R$ 1,99

ATO LGBT PELO ESTADO LAICO E CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

A manifestação acontece na próxima quarta-feira (20/10) às 16h em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.
A cada dois dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Até quando o Estado será indiferente a esta realidade? O Fórum Estadual LGBT, entidade formada por 25 Organizações, está organizando um grande ato na Cinelândia para dar visibilidade a esta triste e sangrenta situação, de modo a sensibilizar a população de que vidas estão sendo tiradas pela simples ignorância, preconceito e discriminação.
O objetivo da manifestação – que terá muitos de seus ativistas pintados de tinta vermelha para simbolizar as inúmeras mortes – é chamar a atenção da sociedade de que a questão do Estado laico, democrático e de direito de fato se coloque como uma premissa para se discutir um projeto de nação, respeitando todas as religiões e garantindo uma desvinculação delas com o Estado e vice-versa.
As travestis são as principais vítimas desta violência, só nos últimos dois meses foram oito travestis assassinadas no estado do Rio de Janeiro. O expressivo número dos casos, assim como as cruéis e diversificadas formas dos assassinatos, é o penúltimo estágio do grande fluxo de violência a que estão sujeitas travestis e transexuais brasileiras.
Além disso, o ato reivindica um Estado que reconheça os direitos de todos e todas, respeitando as diferenças como elemento que enriquece a humanidade. Todos e todas por um país sem homofobia! Aprovação do PLC 122/06 já!

Serviço
ATO LGBT PELO ESTADO LAICO E CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA
Dia: 20/10/2010 (4ª feira)
Horário: 16h
Local: Cinelândia (em frente à Câmara de Vereadores do Rio)

NOTA OFICIAL

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT vem publicamente desmentir rumores publicados nos veículos de comunicação, de forma oportunista como munição politiqueira, por pessoas que não vivenciam o dia-a-dia de nossa Instituição.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT ratifica a decisão autônoma de sua diretoria e corpo técnico da mudança da data da 15ª Parada do Orgulho LGBT para o dia 14 de novembro, divulgado amplamente desde final de agosto, tendo em vista as seguintes questões:
– A mudança do quadro de diretores da Instituição, que acarretou a substituição das documentações nos processos liberativos dos recursos financeiros para a execução do evento;
– Gerar mais tempo hábil para a sua produção e execução;
– O evento ser realizado num feriado prolongado;
– A decisão, a partir deste ano, da realização do evento em todo segundo domingo de novembro. Entendemos que muitas pessoas planejam sua vinda para a Parada e uma data fixa auxilia nesse planejamento;
O Grupo Arco-Íris, que promove a cidadania LGBT e combate a homofobia há mais de 16 anos no Rio de Janeiro, deixa claro que foi uma decisão, tão somente administrativa e que é um grupo suprapartidário e autônomo. Além disso, em hipótese nenhuma sofreu quaisquer tipos de pressões de cunho eleitoral para o adiamento da Parada. E esclarece ainda que, os membros do Grupo que assumem um cargo público, automaticamente ficam desligados de suas funções na Instituição, sem possuir quaisquer poderes decisórios no campo administrativo.

Desta forma, contamos com a presença de todos e todas no terceiro maior evento do Rio de Janeiro, a 15ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, no dia 14 de novembro, às 13 horas, na Av. Atlântica, Posto 6.

Julio Moreira
Presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

Show de drags abre com chave de ouro a programação da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio

Teatro Carlos Gomes é palco de uma série de números de grandes artistas da cena LGBT

Com casa lotada e a presença da Secretária Municipal de Cultura, Ana Luisa Lima, o Grupo Arco-Íris deu início a extensa programação que fará parte da 15ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. O show contou com renomadas drag queens da noite carioca e levou a plateia ao delírio com interpretações, performances e humor. O Superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento também esteve presente ao evento.

“Muito me orgulha ver o Grupo Arco-Íris, depois de 16 anos de ativismo e há 15 realizando o terceiro maior evento desta Cidade Maravilhosa: a Parada LGBT, com tanto dinamismo e fluidez. A Parada acaba de debutar e segue para sua maioridade, mais madura e fortalecida no sentido de comunidade. É importante que a gente se perceba além de nós mesmos e que façamos uma grande rede de combate à homofobia no estado do RJ e no Brasil”, orgulha-se o Superintendente Cláudio Nascimento logo no início do espetáculo.

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, lembrou ao público de que a cada 2 dias, um homossexual é assassinado em virtude de sua orientação sexual; além da negação de 78 direitos aos homossexuais que os casais héteros possuem. “Temos sempre que ter em mente que a Parada não é uma micareta e sim uma forma de se fazer política alegre e colorida, sem perder o tom de reivindicação de direitos civis. Com a chegada do 2º turno, temos que ter consciência de nosso voto”, ressalta.

Papo de camarim
Com 30 anos de carreira e com um currículo internacional de dar inveja, é a primeira vez que a travesti Luana Muniz pisa no palco do Teatro Carlos Gomes e se diz não reconhecida pelo que faz. “Por ser uma profissional do sexo, sempre fui boicotada pelas demais”. Perguntada de como enxergava a participação de uma única travesti no meio de drag queens, ela não titubeia: ”Aqui sou uma artista; não tenho sexo ou sexualidade”.

Interpretar a obra-prima “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc na voz de Elis Regina não é para qualquer uma. E é Paula Braga que interpreta numa linda performance de Charles Chaplin que tem seu cume numa transformação em Clara Nunes, em cena. “É importante mostrarmos que fazemos algo além do oba-oba. As pessoas não conhecem o que a gente faz; nosso trabalho; nossa arte. É uma grande oportunidade!”, finaliza a drag enquanto se maquia no camarim.
 
Prevenção
Mais de 500 kits de prevenção de HIV/Aids e outras DSTs foram distribuídos na entrada do Teatro Carlos Gomes. Os kits continham 4 camisinhas; 1 gel lubrificante à base d’água; 1 livreto com explicações sobre as hepatites B e C; 1 porta-camisinha com instruções de uso; e 1 flyer orientando sobre o teste de HIV. “No ano passado distribuímos 750 mil preservativos em toda a programação da Parada. Este ano, já conseguimos 350 mil, porém nossa meta é distribuir 1 milhão de camisinhas e bater o recorde de maior ação de prevenção de HIV/Aids”, entusiasma-se o médico infectologista e coordenador da ação de prevenção da Parada, Dr. Jorge Eurico.

Lésbicas e mulheres bissexuais também tiveram sua vez. A coordenadora do projeto “Laços e Acasos: Mulheres, Desejos e Saúde”, do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves revela que 500 “sainhas” – protetor para sexo oral entre mulheres –, com instruções de uso, foram distribuídas para os presentes. “O material é feito de látex e é 0,05 mm mais fino do que a camisinha masculina. Pode ser utilizado por qualquer público, porém foi fabricado para atender esta necessidade de lésbicas e mulheres bissexuais, uma vez que não existe, ou melhor, não existia material específico para este público”, explica a também assistente social.

A 15ª Parada do Orgulho LGBT é patrocinada pelo Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Petrobrás. Também conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de Saúde e Defesa Civil; além das Secretarias Municipais de Turismos (Riotur), Cultura e Saúde e Defesa Civil.