Nota Pública do Grupo Arco-Iris sobre o segundo turno das eleições presidenciais – A esperança e o amor vão vencer o ódio!

Pelo direito de existir e em favor da democracia, somos Haddad e Manuela! A esperança e o amor vão vencer o ódio!

O Grupo Arco-Íris alerta toda a comunidade LGBTI+ para o grave momento político atual no Brasil, de ameaça à democracia, às liberdades individuais e aos direitos já conquistados. Por isso, convoca cada brasileira e brasileiro LGBTI+, pessoas amigas, familiares e democratas a votarem no segundo turno das eleições presidenciais em Fernando Haddad e Manuela D´Ávila, única saída para manter o Brasil no prumo da democracia e pela melhoria da qualidade de vida dessa e das futuras gerações. Nosso voto é pelo diálogo. Pelo amor e a liberdade. É pelo direito a igualdade. Pelo direito de existir!

O Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBTI+, entidade sem fins lucrativos, suprapartidária, há 25 anos atuando na defesa, garantia e promoção dos direitos humanos de LGBTI+, organizador da 23ª Parada do Orgulho LGBTI-Rio, que levou mais de 1 milhão e duzentas mil pessoas a Copacabana, no dia 30 de setembro de 2018, com o tema “Vote em ideias e não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com a Causa LGBTI+”, vem a público manifestar posicionamento diante do quadro do segundo turno das eleições para a presidência da República do Brasil, como segue:

Considerando que temos como um dos objetivos principais o diálogo com todas as frentes em busca da defesa dos Direitos Humanos e que a nossa base primordial é a defesa incondicional desses Direitos, acima de qualquer bandeira partidária, política e/ou ideológica, afirmamos categoricamente que não podemos compactuar com ideias e atitudes que dialogam com o fascismo, o discurso de ódio, a negação da pluralidade humana, a rejeição das diferenças, de louvor a ditadura – uma página tenebrosa na história brasileira, e nem com propostas de governo que ataquem direitos já conquistados para os mais desfavorecidos da população brasileira e nem com a violação das liberdades individuais, duramente garantidas pelas lutas do povo brasileiro, por meio de movimentos sociais e pessoas ativistas em várias áreas. Ativismo esse que denuncia, propõe e luta por melhorias na qualidade de vida dos vários segmentos populacionais. Portanto, não podemos compactuar também com ideologias autoritárias que negam a importância da militância civil e do ativismo por direitos, ferramentas necessárias para o fortalecimento e consolidação dos pilares da democracia.

 

Considerando que não podemos compactuar com ideias publicamente declaradas em conferências, redes sociais, entrevistas contrárias aos direitos civis da Comunidade LGBTI+, que contribuem para a incitação do ódio e a violência contra nós, inclusive contra crianças e adolescentes, disseminando a intolerância e o sofrimento, contribuindo para o suicídio e a exclusão social.

 

Igualmente, não podemos compactuar com o racismo, representado por ideias de inferiorização da raça negra, responsável pelo genocídio da juventude negra brasileira e pelos prejuízos históricos que demarcam uma extrema exclusão econômica da população negra, nem tampouco aceitar o machismo – enraizado em nossa sociedade, que inferioriza as mulheres, que viola física e psicologicamente milhares de pessoas do gênero feminino, adultas e crianças, que tem suas vidas roubadas, em razão da cultura do estupro. Também não podemos compactuar com declarações que desrespeitam a população indígena, seus direitos e suas terras, enquanto há grandes latifúndios improdutivos. E repudiamos qualquer tentativa de violação do Estatuto do Desarmamento. Ao invés de se ter arma na mão, propomos mais livros.

Entendemos que o Brasil vive uma grave crise institucional, política, econômica e de governança, mas esta só será superada com muito diálogo e respeito a pluralidade e as necessidades de todo o povo brasileiro, especialmente com um olhar cuidadoso para as pessoas que mais precisam. Não podemos ignorar o momento em que vivemos, onde os direitos sociais, econômicos, culturais e civis vêm sendo atingidos, lesando de forma contundente a vida de milhares de pessoas.

 

Nosso apoio é pela vida de todos os seres humanos, pelo afeto, pela liberdade de cada pessoa, respeitando-se a pluralidade e as diferenças. Nosso voto é em nome das mães e filhas, negras ou brancas, pais, de sua amiga ou amigo, de irmã e irmão, de filha ou filho, dos seus parentes LGBTI+ e pelas pessoas que transitam todos os dias nas ruas e que podem levar um tiro pelo armamento civil descontrolado e estimulado.

 

Por isso, O Grupo Arco-Iris resolve:

Diante do quadro de candidaturas no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, onde há dois projetos de sociedade claramente opostos e em disputa, um representado pelo inominável, que é o da barbárie, do fascismo, do obscurantismo, da violação de direitos, da negação da diversidade humana, do discurso de ódio e de louvor a ditadura, do ataque as políticas sociais e econômicas dirigidas aos mais pobres e do outro lado, há o projeto representado pela candidatura de Haddad e Manuela,  que defende o fortalecimento da democracia e da participação social, o respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais, bem como, a igualdade de direitos e luta pela da inclusão socioeconômica das pessoas mais pobres e em situação de vulnerabilidade social.

A escolha agora é entre a barbárie e o processo civilizatório!

Portanto, não há dúvida que o caminho para seguir construindo a democracia, a igualdade de direitos, a cidadania e os direitos humanos passa pelo apoio incondicional e público a candidatura à presidência de Haddad e Manuela. Assim, O Grupo Arco-Íris alerta toda a comunidade LGBTI+ para o grave momento político atual no Brasil, de ameaça à democracia, às liberdades individuais e aos direitos já conquistados. Por isso, convoca cada brasileira e brasileiro LGBTI+, pessoas amigas, familiares e democratas a votarem no segundo turno das eleições presidenciais em Fernando Haddad e Manuela D´Ávila, única saída para manter o Brasil no prumo da democracia e pela melhoria da qualidade de vida dessa e das futuras gerações. Nosso voto é pelo diálogo. Pelo amor e a liberdade. É pelo direito a igualdade. Pelo direito de existir!

Rio de Janeiro, 09 de outubro de 2018

 

Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBTI+

Encontro entre pré-candidaturas LGBTI e aliadas pactuou agenda pró-direitos LGBTI+ para Eleições 2018 em evento no Centro do Rio

Encontro entre pré-candidaturas LGBTI e aliadas pactuou agenda pró-direitos LGBTI+ para Eleições 2018 em evento no Centro do Rio

Encontro de Pré-Candidaturas LGBTI e de Pessoas Aliadas do Rio de Janeiro, realizado no dia 22 de junho de 2018, reuniu lideranças da comunidade e seus aliados para a discussão da cidadania para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo. Ao todos, 13 pessoas pré-candidatas a deputadas/os estaduais, seis a federais; três ao governo do estado e um ao senado, de sete partidos diversos, estiveram juntos falando sobre os desafios e planos para o Rio de Janeiro e para a cidadania LGBTI em 2019.

Todas as pré-candidaturas assinaram o compromisso com a Plataforma Nacional LGBTI, que é uma estratégia para as candidaturas à Presidência da República, ao Congresso Nacional, a Governador/a e às Assembleias Legislativas firmarem seu compromisso com questões que são prioritárias para a realização dos direitos humanos e a consolidação da cidadania plena da população brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais.

Giowana Cambrone, advogada transexual, iniciou o evento reforçando a importância da presença de políticos LGBTI e aliados. “Precisamos que essa população seja representada e que todos os candidatos se comprometam com as pautas que tanto falam durante as suas campanhas”. O diretor da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas – ABRAFH, Saulo Amorim, ressaltou a importância deste compromisso e do respeito com todas as famílias.

O evento prestou homenagem à vereadora Marielle Franco. “Hoje são 103 dias sem Marielle. E ela representava as mulheres lésbicas, negras e faveladas. Não podemos permitir que o estado não tenha a nossa cor, nossos corpos e nossas crenças. É fundamental que esses encontros aconteçam. Não é mais uma luta entre direita e esquerda. É a favor da democracia. Vamos transformar luto em verbo!”, disse Mônica Benício, ativista de direitos humanos e companheira de Marielle.

Após a homenagem, os pré-candidatos presentes assinaram o compromisso através da Plataforma Nacional LGBTI Eleições 2018. “Nós queremos o comprometimento das candidaturas que têm a pauta LGBTI. Sabemos que é um tema difícil para alguns partidos e queremos tirar os políticos do ‘armário’ para que eles se comprometam a levar as nossas pautas como cidadãos e cidadãs dentro do marco da Constituição Federal. Não queremos privilégios, não queremos cargos, nós queremos cidadania”, disse Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI.

Ele ainda revelou que a ideia é procurar os candidatos para que se comprometam. “Quem assinar, recomendaremos o voto. As pessoas têm que se comprometer com a defesa de um estado laico, cidadania para todos, políticas públicas para a área da educação, respeitando a liberdade religiosa, respeitando sempre todas as famílias, não só a família tradicional”, esclareceu Toni.

Marcelle Esteves, vice-presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT falou sobre o machismo e racismo na política, enfatizando que os partidos não representam as mulheres negras e a população LGBTI. Para ela, para a política mudar, é necessário que o pensamento também mude. “Precisamos de renovação, de um fazer político diferente. Precisamos de novas práticas e não somente mudança nos rostos que estão no poder porque as antigas práticas continuam”.

As novas regras eleitorais para este ano foram apresentadas pela advogada Samara Castro, especialista em direito eleitoral e partidário e ativista do Movimento Mulher Advogada. As pessoas pré-candidatas também puderam discutir como estruturar suas campanhas com o jornalista e professor Julian Rodrigues. Gui Mohallem apresentou os resultados das Pesquisas Vote LGBT. Ao todo, foram entrevistadas 310 pessoas em São Paulo participantes da Caminhada das Mulheres Lésbicas e Bissexuais (dia 8/6) e da Parada do Orgulho LGBT (dia 9/6). O resultado  mostrou que as três pautas prioritárias para a população LGBTI são: ensino de respeito à LGBTI nas escolas, criminalização da LGBTIfobia e cotas de emprego para pessoas trans (mais informações em www.votelgbt.org).

“A gente sabe que a mudança de cultura e a promoção dos direitos LGBTI passam pelo poder político nas dimensões do Estado. Por isso é fundamental ampliar a nossa representação na política. Que nestas eleições a gente tenha mais candidaturas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo, e também de pessoas aliadas à nossa causa para a defesa de uma forte agenda contra a violência e a discriminação; pela cidadania LGBTI e os Direitos Humanos e que faça assertivo enfrentamento ao fundamentalismo religioso”, ressalta Cláudio Nascimento, diretor de políticas públicas e cidadania da Aliança Nacional LGBTI+ e Coordenador Executivo do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.

Nascimento completa afirmando que “Eu acredito de que tenhamos o início de um novo momento, mesmo que num ambiente adverso, poderemos ampliar nas eleições de 2018 a representação de nossa agenda nos legislativos federal e estadual, com a reeleição de representações atuais e a eleição de novas candidaturas LGBTI e Aliadas”.

O encontro fez parte da Semana do Orgulho LGBTI+ Rio 2018. foi uma realização da Rede GayLatino, Aliança Nacional LGBTI+, Grupo Arco-Íris, com apoio logístico do Hotel Vila Galé, da Target Assessoria de Comunicação, da Four X, da Paixão em Viajar – Agência de Viagens – e da GATARIA Photography, além da parceria institucional com a Câmara de Turismo e Comércio do Rio de Janeiro.

Relação das pré-candidaturas do Rio que assinaram compromisso com a Plataforma Nacional LGBTI

Para o Governo do Estado do Rio de Janeiro

  • Márcia Tiburi – PT
  • Rubem César Fernandes – PPS
  • Tarcísio Mota – PSOL

Para o Senado

  • Ivanir dos Santos – PPS

Para a Câmara Federal

  • David Miranda – PSOL
  • Eliseu Neto – PPS
  • Indianare Siqueira – PSOL
  • Jandira Feghali – PcdoB
  • Laura Carneiro – DEM
  • Verônica Lima – PT

Para a Assembleia Legislativa do Estado

  • Barbara Aires – PSOL
  • Carlos Minc – PSB
  • Carlos Tufvesson – PV
  • Comte Bittencourt – PPS
  • Dani Balbi – PcdoB
  • Danielle Nunes – PSOL
  • Jaqueline Gomes de Jesus – PT
  • Letícia Chagas – Podemos
  • Marco Aurélio Trocado Paes – PSOL
  • Michel Lúcio – PT
  • Monica Francisco – PSOL
  • Enfermeira Rejane – PcdoB
  • Waldeck Carneiro – PT

Entre as prioridades da Plataforma para o Legislativo está a aprovação do marco legal que proteja as pessoas LGBTI+ e puna criminalmente as discriminações, discursos de ódio e violências (físicas, verbais, simbólicas e institucionais) com base na orientação sexual e/ou identidade de gênero. Já no caso do Executivo, a ênfase está em políticas públicas afirmativas para a população LGBTI+ por meio do chamado “tripé” da cidadania, qual seja: Planos Governamentais LGBTI+; Coordenações LGBTI+ na estrutura dos governos para a execução dos Planos; e Conselhos LGBTI+ com participação paritária da sociedade civil para consulta, deliberação e monitoramento da execução das políticas públicas específicas.

 

Há uma Plataforma para adesão por cada tipo de candidatura.

 

Pré-candidatos/as que querem aderir à Plataforma podem acessar e preencher online o respectivo Termo de Compromisso:

Formulário Termo de Compromisso Deputado(a) Federal: https://goo.gl/forms/1nJR8OeBvu5K49LE2

Formulário Termo de Compromisso Deputado(a) Estadual: https://goo.gl/forms/RKdj5sOEGqijfPC22

Formulário Termo de Compromisso Senador(a): https://goo.gl/forms/z4O2AIMTvgksnbkK2

Formulário Termo de Compromisso Governador(a): https://goo.gl/forms/JVgrKCIjHEzfxH4E3

Formulário Termo de Compromisso Presidente(a): https://goo.gl/forms/EQrXX6k8mNoAeoL93

 

Os Termos de Compromisso também estão disponíveis no formato Word:

Deputado(a) Estadual: https://drive.google.com/open?id=1CMmFu8vkTCvquXyn2rbqt-Xk4pv8UGR2

Deputado(a) Federal: https://drive.google.com/open?id=1Xt5PBoGRxdT0nb-cR1DPPEulU6ddghlQ

Senador(a): https://drive.google.com/open?id=1JmRb41oC1QTB-tSHGc2iVEnN5lBE9_01

Governador(a): https://drive.google.com/open?id=154YrHa8Rmlbkq5LuSkLsjVz1PazRtmk6

Presidente: https://drive.google.com/open?id=1GF_8TcDfq2-JU

 

Para cadastrar pré-candidatura LGBTI ou aliada na Plataforma, acesse: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdpeRqp5TYKExtIZFa5l–03bbaxI8GmVdKDQkKvL1WUyxQRg/viewform?c=0&w=1a

 

Texto: Target Comunicação e Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.

Fotografias: GATARIA Photography

 

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Manual de Comunicação LGBTI+ é lançado no Rio

 De acesso público e gratuito, manual traz novos conceitos e definições em relação à temática LGBTI

Com o objetivo de diminuir o preconceito, a discriminação e contribuir para uma comunicação mais inclusiva, foi lançado, na última terça-feira (26 de junho de 2018), o Manual de Comunicação LGBTI+. O manual visa apresentar aos veículos de comunicação, jornalistas e estudantes de jornalismo uma terminologia mais atualizada e correta sobre a população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersexual.  Mais de 150 pessoas estiveram no lançamento, que aconteceu no Hotel Vila Galé, na Lapa / Rio de Janeiro, e contou com a presença de lideranças e ativistas LGBTI.  O evento também teve a apresentação do seminário “Mídia, diversidades e cidadania LGBTI no Rio”, para discutir os avanços e desafios da comunidade LGBTI e a representatividade deste público na mídia.

“No seminário, pudemos dialogar com profissionais da área de comunicação e ativistas LGBTI sobre o que já avançamos, além de abordar quais são os próximos desafios e como podemos superá-los, tanto na mídia tradicional, como na mídia alternativa, Vamos Realizar outro seminário na área de comunicação, porém com as Mídias LGBTI específicas. Esperamos que o Manual de Comunicação LGBTI seja uma importante ferramenta de orientação aos profissionais de comunicação”, afirma Cláudio Nascimento, diretor de políticas públicas e cidadania da Aliança Nacional LGBTI+ e Coordenador no Brasil da Rede GayLatino.

O manual traz novos conceitos e expressões da comunidade LGBTI, como utilização de terminologias de gênero, definições dos conceitos intersexualidade, orientação sexual. “O manual vem para ajudar na comunicação entre a nossa comunidade, a imprensa e a sociedade em geral. É muito importante para diminuir o preconceito e a discriminação nas palavras e para saber fazer uma comunicação cidadã”, explica Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI e pós-doutor em educação, e organizador da publicação.

Bárbara Aires, assessora parlamentar e mulher transexual, aponta a dificuldade de profissionais de comunicação quando se trata do gênero. “Nas páginas policiais, as travestis são sempre colocadas no masculino e sempre é pontuado o seu nome de registro”, comenta. Ela explica que é importante readequar o discurso quando se pauta a temática LGBTI na mídia.

Para Marcelle Esteves, vice-presidente do Grupo Arco-Íris, a mídia desempenha um papel fundamental, no que se refere à visibilidade LGBTI. “A grande preocupação é a maneira que eles [a mídia] abordam a questão. Ter um cuidado para não cair na representação estereotipada dos gays, das lésbicas, travestis e transexuais, principalmente, por uma mídia que entra em milhares de casas do nosso país”, completa.

Fernanda da Escóssia, jornalista, professora da Ibmec-Rio e palestrante do seminário observa que a diversidade ficou fora da prática jornalística e aponta a necessidade de inclusão da diversidade como um valor no jornalismo. “Queremos que o jornalismo represente o conjunto da sociedade, não mais um jornalismo feito apenas por homens brancos. Agora, como professora e com meus alunos, tenho tentado levar esta preocupação com a pauta da diversidade”, conta Fernanda.

“A Rede GayLatino tem como preocupação central contribuir para construir climas e ambientes sociais favoráveis a um convívio de respeito a diversidade sexual em toda a América Latina. Também compreende que a discriminação é construída a partir da cultura da estigmatização das pessoas LGBTI. Assim, produzir o Manual de Comunicação LGBTI é parte de uma estratégia de enfrentamento do estigma com informações corretas e orientação de como abordar a temática da livre orientação sexual e identidade de gênero, especialmente na reprodução de narrativas mais inclusivas e que reconheça a cidadania da população LGBTI”, destacou Simon Cazal, secretário geral da Rede GayLatino.

O manual é uma obra inspirada em outros materiais de países da América-Latina, Estados Unidos e Brasil. O Manual de Comunicação LGBTI+ é uma realização da rede GayLatino e Aliança Nacional LGBTI, em parceria com outras instituições. O conteúdo do material conta com contribuições de especialistas na temática e é resultado de uma consulta pública. O acesso ao material é público e está disponível no site da Aliança Nacional. O lançamento do manual marca a semana do dia 28, data que celebra o Dia Mundial do Orgulho LGBTI.

As mesas de discussão foram compostas por Bárbara Aires (mulher trans e assessora parlamentar), Diego Cotta (jornalista), Camila Marins (jornalista e ativista lésbica), Marcelle Esteves (assistente social e vice-presidente do Grupo Arco-Íris), Wilson Pinheiro (editor-chefe do portal Comunicação Colorida), Fernanda da Escóssia (professora de jornalismo da Ibmec-Rio), Gilberto Scofield (jornalista e assessor-chefe de Comunicação da ANCINE), Marcia Villela (relações públicas e diretora da Target Assessoria de Comunicação), Cláudio Nascimento (graduado em filosofia e Diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI e Coordenador Executivo do Grupo Arco-Íris), Sérgio Suiama (procurador da república no Rio de Janeiro), Toni Reis (presidente da Aliança Nacional LGBTI) e Simon Cazal (secretário-geral da Rede GayLatino e Diretor do Grupo Somos-Paraguai),  Felipe Martins (jornalista e editor da Revista Rio Gay Life e colaborador do Site Revista Fórum) e Renan Wilbert (jornalista. Administrador da Página Igreja de Santa Cher na Terra).

O evento foi uma realização da Rede GayLatino, Aliança Nacional LGBTI+, Grupo Arco-Íris, com apoio logístico do Hotel Vila Galé, da Target Assessoria de Comunicação, da Four X, da Paixão em Viajar – Agência de Viagens – e da GATARIA Photography, além da parceria institucional com a Câmara de Turismo e Comércio do Rio de Janeiro.

 

Texto: Target Comunicação e Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBT.

Fotografias: GATARIA Photography

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PRIMEIRO EVENTO ARCO-ÍRIS DE PORTAS ABERTAS

O Grupo Arco-Íris realiza neste sábado (07.07) o primeiro evento ARCO-ÍRIS DE PORTAS ABERTAS.
Na sede do Grupo Arco-íris
Rua Tenente Possolo, 43, Sobrado, Centro/RJ(esquina com a Rua Mem de Sá)
Tel.: (21)22150844
Inicio às 16h
Novos criadores pensando novas formas do fazer moda.
um olhar sobre a arte e a vida
venha pintar o 7 8 9 10 ……
Eduardo Correia
Medusa
Moa
Almir França
Pedro Lopes
Oficina de criação
Atelier Escola
Bebidinhas, comidinhas,
e tantas coisassss
Gai cultural - portas abertas

NOTA DE REPÚDIO DO GRUPO ARCO-ÍRIS EM RELAÇÃO À MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA SOBRE A PREP

NOTA DE REPÚDIO DO GRUPO ARCO-ÍRIS EM RELAÇÃO À MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA SOBRE A PREP

 

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT é uma organização não-governamental, atuante há 25 anos na cidade do Rio de Janeiro. Neste tempo vem pautando sua agenda voltada para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e pessoas intersexo, com o enfoque na cidadania, promoção dos direitos humanos e de uma cultura de paz, combate à violência, justiça social, prevenção e atenção em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais entre outras questões que busquem a melhoria da qualidade de vida dessa população.

 

O Grupo Arco-Íris vem expressar o seu repúdio ao artigo “O Novo Azulzinho” escrito pelo jornalista Danilo Thomaz para a revista Época nº1031, da Editora Globo, lançada em 02 de abril de 2018.

 

Com a chamada “A PrEP está mudando o comportamento sexual de grupos de risco, sobretudo dos gays. Eles estão abandonando a camisinha, contribuindo para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis”, a reportagem reforça estigmas para a comunidade LGBT – ainda que seja direcionada especificamente para gays, boa parte da sociedade ainda compreende os segmentos da sigla como uma coisa só – acentuando uma pecha de promíscuos e de vetores, como se estes fossem os grandes responsáveis por propagar infecções sexualmente transmissíveis.

 

Esclarecemos que o termo “Grupo de Risco” não mais se utiliza por sua conotação pejorativa e segregadora. Todos os seres humanos, justamente por sua condição fisiológica natural estão em condições de risco e de sofrer impactos em sua saúde por agentes patogênicos. O que ocorre é o fato de alguns indivíduos, por questões sociais, físicas e/ou comportamentais encontram-se mais vulneráveis a sofrerem impactos em sua saúde. Também, ressaltamos que os comportamentos sexuais estão relacionados com várias questões subjetivas e que não cabe a nenhum de nós fazer juízo de valor sobre com quem ou quantos parceiros determinado indivíduo se relaciona. Se levarmos em conta a avaliação da Organização Mundial de Saúde, uma pessoa que se relaciona com mais de três parceiros num período de 12 meses é considerada promíscua. Desta forma, o Brasil pode ser considerado o “país da promiscuidade”, já que de acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2008, 11,5 milhões de brasileiros, de ambos os sexos e orientações sexuais, entre 15 e 54 anos, admitiram ter tido mais de cinco parceiros no ano.

 

A afirmação de que gays estão abandonando a camisinha não pode ser tomada como uma regra, pois carece de estudos mais específicos, inclusive para entender onde e como isso acontece – já que nosso olhar muitas vezes se limita aos grandes centros metropolitanos, e se esquece de que vivemos num país continental – e em qual contexto isso poderia acontecer. Não podemos deixar de levar em conta que o conflito prevenção versus prazer sempre foi e será uma questão relevante para qualquer ação de saúde pública.

 

A matéria desvirtua ainda e pouco esclarece o que seria a prevenção combinada, estratégia que consiste na liberdade do indivíduo em escolher qual a melhor forma de se prevenir numa relação sexual, combinando o preservativo com outras metodologias de proteção aos agentes patogênicos (PEP, PrEP, microbicidas, testagem de hiv, sífilis e hepatites virais, imunização por vacinas, serosorting, etc) ou práticas sexuais menos suscetíveis às infecções por estes (redução de risco, sexo sem penetração, etc.).

 

Consideramos a matéria um desserviço, com erros grosseiros de conceitos, confundindo a mente do leitor e reforçando preconceitos sobre o que seria a PEP (Profilaxia Pós Exposição ao vírus HIV) e a PrEP (Profilaxia Pré Exposição ao vírus HIV). Ainda abusa do termo “contaminação”, que semanticamente possui um conceito de alteração nociva da pureza ou das condições normais de uma coisa. O mais aceito sob a ótica dos direitos humanos seria infecção.

 

Questionamos se no texto os trechos sensacionalistas e alarmistas não fazem coro com uma pauta moralista contextualizada no cenário dos retrocessos e caretices capitaneadas pelos setores conservadores e religiosos obscurantistas.

 

Entendemos a PrEP e a prevenção combinada como estratégias muito bem-vindas a fim de contribuir para a diminuição da epidemia de HIV/Aids no Brasil e no mundo, principalmente entre os mais jovens e vulneráveis. Por fim, esperamos apenas duas coisas do jornalismo sério: Ética e Imparcialidade!

 

Rio de Janeiro, 03 de abril de 2018

 

 

 

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

 

 

 

 

Roda de conversa: “Movimentos Sociais e o programa Rio Sem Homofobia”

O Grupo Arco-íris traz em sua pauta no dia 06 de abril às 19h, em sua sede, a Roda de conversa: “Movimentos Sociais e o programa Rio Sem Homofobia: uma trajetória de luta por políticas públicas e o reconhecimento da Cidadania LGBT no Rio de Janeiro”.
 
Este trabalho é resultado de 10 anos de pesquisas do ativista, psicólogo, pesquisador do GE-SER e mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos, Alexandre Nabor França.
 
Como debatedores:
 
Alessandra Ramos – Tradutora de Libras, Presidente do Instituto TransFormar e assessora parlamentar.
 
Claudio Nascimento – ativista, idealizador do Programa RSH, filósofo e coordenador executivo do Grupo Arco-Íris.
 
Sergio Luiz Baptista – Prof. Dr. da Faculdade de Educação e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP DH UFRJ) e coordenador-pesquisador do GE-SER (Grupo de Pesquisa em Gêneros, Sexualidades e Raça em Educação e em Diretos Humanos) NEPP DH UFRJ.
 
O objetivo é refletir sobre o histórico da contribuição dos movimentos sociais na elaboração do Programa Rio Sem Homofobia para implementação das politicas públicas LGBT. Além disso, fomenta a discussão de como estas políticas públicas se estruturaram para o reconhecimento da cidadania LGBT no Estado do Rio de Janeiro.
 
Local: Grupo Arco-Íris – Rua Tenente Possolo, 43 sobrado – Centro – Rio de Janeiro (perto da Praça da Cruz Vermelha)
+ Infos: 21-2215-0844.
 
#diversidadesexual #lgbt #grupoarcoiris #Mariellepresente

NOTA INFORMATIVA DO GRUPO ARCO-ÍRIS SOBRE A REALIZAÇÃO DA 22ª PARADA DO ORGULHO LGBT – RIO 2017 E PROVIDÊNCIAS

NOTA INFORMATIVA DO GRUPO ARCO-ÍRIS SOBRE A REALIZAÇÃO DA 22ª PARADA DO ORGULHO LGBT – RIO 2017 E PROVIDÊNCIAS

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT do Rio de Janeiro, entidade comunitária responsável pela organização da Parada do Orgulho LGBT do Rio desde 1995, vem a público informar que:

 

  • A 22ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2017 tem data marcada para ocorrer no dia 15 de outubro, em Copacabana. Foram tomadas as providências legais na Prefeitura para a realização da manifestação.

 

  • Quanto ao financiamento para a realização da edição de 2017, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – apesar de até agora não ter informado publicamente, em nossa última conversa no mês de junho com a RioTur, Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e representante do gabinete do Prefeito – nos informou que não patrocinará a Parada, com recursos próprios, conforme nos anos anteriores.

 

  • A Organização já se manifestou contra a posição discriminatória da Prefeitura, já que a mesma deu um tratamento diferenciado para outras atividades ou ações culturais. Diminuiu drasticamente recursos para outras áreas, mas não os cortou totalmente, como fez com a 22ª Parada do Orgulho LGBT do Rio. O único aceno feito pela Prefeitura foi a oferta de caderno de encargos, onde a mesma ofereceria como contrapartida às empresas patrocinadoras espaços publicitários no mobiliário urbano; deixando a Parada a sua própria sorte, sem assumir qualquer compromisso em caso de insucesso desta modalidade de captação de recursos.

 

  • A Instituição vem buscando desde o início do ano, na iniciativa privada, apoio em recursos financeiros (via projetos de incentivo fiscal ou patrocínio direto) para custear a estrutura necessária visando a segurança, logística e exigências legais para a operacionalização da manifestação, o que até agora não se consolidou.

 

  • A estrutura refere-se à instalação de postos médicos; alocação de UTI móveis; instalação de tendas para oferta de serviços e para o Conselho Tutelar e PCCI – Posto de Controle Central Integrado (reunindo os órgãos de controle urbano e a organização); montagem de diversas torres de observação para a PM; aluguel de geradores para as tendas; banheiros químicos por toda a extensão do percurso; rebatimento de semáforos e placas de trânsito; confecção de banners e faixas de sinalização de tráfego por todo o bairro de Copacabana; contratação de brigadistas; seguranças e apoios logísticos para suporte nos trios e em toda a extensão da manifestação; contratação de trios devidamente certificados pelo CREA e com licença do Corpo de Bombeiros; entre outras despesas para a operacionalização da passeata. A estrutura necessária demanda um grandioso aporte financeiro.

 

  • Conseguiu enquadrar o Projeto da Parada de 2017 na Lei Estadual de Incentivo à Cultura através de renúncia fiscal de ICMS no valor de R$800mil, mas cabe aqui esclarecer que esta carta é apenas uma autorização para a captação de recursos com renúncia fiscal em empresas privadas e não uma garantia imediata de recursos. Assim, estamos aguardando retorno positivo das empresas até então contatadas, e abertos a receber outros apoios.

 

  • Também, conforme divulgado na imprensa, o Grupo teve o seu projeto aprovado para a captação de recursos para a Parada de 2018, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Renúncia fiscal de ISS) no valor de R$890mil. Ressaltamos que esta autorização não tem relação com a Parada deste ano, e tampouco é garantia de recursos para 2018.

Assumimos o compromisso de informar a comunidade LGBT e parceiros as novidades ou desdobramentos em relação a realização da manifestação.

Estamos muito preocupad@s no momento, mas esperanços@s para que as nossas conversas caminhem para a concretização de possíveis patrocínios e que possamos realizar a manifestação com toda a estrutura exigida. Agradecemos o empenho de diversos aliad@s que têm contribuído com a busca de parceir@s para a realização desta grandiosa manifestação.

A Parada do Orgulho LGBT Rio é a segunda maior marcha do Brasil e o terceiro maior evento da Cidade do Rio de Janeiro. Uma vitrine importante para demarcar um projeto de Cidade para todas as pessoas, numa perspectiva democrática, diversa e inclusiva.

Somos milhões e estamos em todas as partes!

 

Rio de Janeiro, 04 de agosto de 2017.

Parada PBGrupo Arco-Iris de Cidadania LGBT

 

NOTA OFICIAL – Grupo Arco-Íris rechaça acusação falsa e repudia discriminação institucional no Governo Crivella

 

Grupo Arco-Íris rechaça acusação falsa e repudia discriminação institucional no Governo Crivella

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, entidade sem fins lucrativos, fundada em 21 de maio de 1993, no Rio de Janeiro, instituição de utilidade pública estadual e municipal vem por meio desta nota se posicionar, em virtude de

1-Nota na Coluna do Paulo Capelli, no Jornal O Dia, no dia 18 de maio de 2017, com o seguinte conteúdo

“Acusação LGBT

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, da prefeitura, acusa Carlos Tufvesson, que comandava a Ceds na gestão de Paes (PMDB), de “abocanhar 10% dos R$ 650 mil da cota de patrocínio para a Parada Gay de Copacabana”. Diz que abrirá uma sindicância interna para apurar o caso.

Resposta

Procurado, Tufvesson afirma que jamais se “beneficiou com uso de bens públicos”. E que acionará judicialmente o coordenador da Ceds, Nélio Georgini, para que comprove a denúncia ou sofra as “ações penais cabíveis”. A íntegra da resposta de Tufvesson está no site da coluna”. (Coluna Paulo Capelli, Jornal O Dia, 18.05.2017)

O Grupo Arco-Íris é enfático em afirmar que jamais repassou quaisquer valores ou vantagens para quaisquer funcionários da Prefeitura, tampouco para terceiros não envolvidos diretamente na prestação de serviços contratados. O valor referido na nota não condiz com a verdade, já que o montante de 2016 foi de R$340mil, com publicação no Diário Oficial do Município do Rio, em 22.11.2016. A organização está à disposição das autoridades e da justiça para quaisquer esclarecimentos. O Grupo Arco-Íris rechaça veementemente essa acusação falsa com o intuito de atacar biografias e o movimento LGBT carioca.

2- Representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ 2017.00487284) de autoria do atual coordenador da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual Sr. Nélio Giorgini, com objeto Guia “Come To Live The Rio Sensation”, contra o ex-coordenador do órgão Sr. Carlos Tufvesson, alegando em relação ao material, apresentado em língua inglesa, que o “formato e conteúdo não condizem com a atuação de um órgão da administração pública, trazendo imagens inadequadas e informações a respeito de estabelecimentos comerciais que desenvolvem atividades de entretenimento para adultos, incitando essa prática” (trecho de comunicação ao MPRJ).

A representação sofreu o indeferimento pelo promotor de justiça Sr. Salvador Bemerguy que apontou “que o material enviado contém apenas três imagens de casais em um contexto LGBT, sendo seguido, de toda a sorte, de indicações de estabelecimentos “gay friendly”, como hotéis, casas noturnas e restaurantes. Além disso, como um guia turístico comum, o folheto em análise descreve as atrações naturais e culturais da cidade do Rio de Janeiro, como as praias e o carnaval”; quanto a alegação sobre “estabelecimentos comerciais que desenvolvem entretenimento para adultos”, o promotor não vislumbrou “[…] no material encaminhado qualquer indício de estímulo a prática de atividades ilícitas […]”. Assim, a promotoria indeferiu liminarmente a representação, considerando “a ausência de justa causa para a deflagração de inquérito civil público ou instauração de procedimento preparatório, especialmente porque não constam do presente expediente indícios mínimos de lesão a direitos de caráter transindividuais ou que sugiram a prática de ato de improbidade administrativa”.

Desta maneira, o Grupo Arco-Íris repudia veementemente a representação da gestão atual da CEDS junto ao MPRJ, que caracteriza uma postura de censura e moralismo contra publicação LGBT, e consequentemente de discriminação a população LGBT. A gestão atual condenou, como inadequadas, as imagens de casais de gays e lésbicas se beijando e em gestos de afeto. Isto nos sinaliza, com preocupação, a forma como a política pública para a promoção da cidadania LGBT vem sendo conduzida pelo atual coordenador, se colocando como instrumento de suporte ao conservadorismo, colocando em xeque a própria missão da CEDS de defender os direitos de LGBT, incluindo aí a expressão plena do afeto.

Na cidade do Rio de Janeiro, com o Governo Crivella, as ações e políticas públicas LGBT que vinham sendo implementadas na gestão anterior sofrem um grande revés, tanto no enfraquecimento institucional da Coordenação Especial da Diversidade Sexual, que foi desvinculada do Gabinete do Prefeito para a Casa Civil, quanto nos seus programas, que sofreram grande redução e descontinuidade, bem como, a decisão da Prefeitura de não patrocinar a Parada do Orgulho LGBT-Rio 2017, evento que se transformou numa  grande ação contra o preconceito e pela construção de um Rio plural, sem Lgbtfobia, racismo, machismo, desigualdades sociais e que já foi reconhecido pela RioTur como o terceiro maior da cidade.

O Grupo Arco-Íris repudia qualquer tentativa da gestão atual de ataques a direitos conquistados e de não reconhecimento das políticas públicas implementadas anteriormente. Inverdades e falácias implantadas com intuito de confundir a opinião pública e de construir uma cortina de fumaça para impedir um olhar crítico sobre gestão atual e para a cooptação de setores do movimento social LGBT. O Arco-Íris repudia quaisquer atitudes de censura ao afeto LGBT pois não é papel da Prefeitura, nem do Governo Crivella, regular a nossa expressão. O Grupo cobra da Prefeitura e da CEDS uma política transparente, de diálogo e que respeite o que se construiu ao longo dos anos de políticas públicas para LGBT na cidade e a manutenção do patrocínio a Parada do Orgulho LGBT de 2017, como vem acontecendo tradicionalmente.

Exigimos que o Governo Crivella governe para todas as pessoas sem preconceito e discriminação, respeitando o Rio de Janeiro, para que se firme uma cidade plural, inclusiva e laica.

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTGuia Gay

O Dia do Orgulho LGBT é para celebrar e reconhecer que há ainda muito por fazer!

O Dia do Orgulho LGBT é para celebrar e reconhecer que há ainda muito por fazer!
 
 O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, entidade sem fins lucrativos, fundada em 21 de maio de 1993, no Rio de Janeiro, instituição de utilidade pública estadual e municipal, em razão de hoje, 28 de junho, data que celebra o Dia Mundial do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans) em todo o mundo, vem saudar toda a comunidade LGBT que tem ao longo das últimas décadas resistido e afirmado o seu direito de existir e de amar quem quiser.
 
A celebração é em virtude da Revolta de Stonewall, em Nova Iorque, quando, cansados das rotineiras batidas policiais, LGBT reagiram por três noites com seu desfecho no dia 28 de junho de 1969. A revolta começou no bar Stonewall Inn e alastrou-se para todo o bairro Greenwich Village. As palavras IGUALDADE, DIGNIDADE, ATITUDE E ORGULHO foram as mais entoadas naquele momento, marco do novo movimento em defesa do direito de existir e expressar o afeto e a sexualidade. Em 1970, os nova-iorquinos tiveram a sua primeira Parada LGBT para celebrar a data, seguida por várias cidades em todo o mundo.
 
No Brasil, em 1995, aconteceu a primeira Parada do Orgulho LGBT, chamada na época de Marcha Pela Cidadania de Gays, Lésbicas e Travestis, realizada em Copacabana. Hoje mais de 250 cidades no país realizam Paradas, cobrando direitos, denunciando a discriminação e a tentativa de setores políticos e de religiosos fundamentalistas de impedirem o avanço da cidadania LGBT, como acontece atualmente no legislativo federal.
Cotidianamente a mídia e ativistas por todo o Brasil denunciam situações de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, que vai de constrangimento, agressão verbal, agressão física, até assassinatos com requintes de crueldade. Infelizmente, o Rio de Janeiro é parte dessa realidade. Todos os dias em algum lugar de nossa capital e do nosso estado uma pessoa é vitimizada pela discriminação por orientação sexual e ou identidade de gênero, seja na escola, no trabalho, na família, nas ruas, entre outros. Pessoas trans proporcionalmente são as mais perseguidas. Os dados apontam que pessoas LGBT negras e pobres são alvos constantes da Lgbtfobia.
 
Estado e religião não podem se misturar. É fundamental que o poder público, em suas diversas esferas e instâncias, não permita a interferência de segmentos religiosos na sua atuação para assim assegurar a cidadania de todas as pessoas. O Estado deve ser laico!
 
Ao longo dos últimos 20 anos, a população LGBT obteve algumas conquistas. No plano nacional, ampliou a visibilidade de sua agenda na sociedade e na mídia. O movimento LGBT se diversificou, apontando outras formas de atuação e organização. A produção acadêmica na temática vem tomando corpo, com vários estudos e pesquisas que contribuem para o debate da necessidade de se enfrentar a discriminação e promover direitos. Conquistamos no Supremo Tribunal Federal o direito a união estável e ao casamento civil. Há um maior reconhecimento das demandas da população LGBT nas políticas públicas federais, com a criação de conselhos, grupos de trabalho, coordenadoria, mas, no entanto, o Governo Federal não vem produzindo ações efetivas e abrangentes para enfrentar a discriminação e afirmar direitos da população LGBT, ainda tratada como cidadãs e cidadãos de segunda classe.
 
Ainda hoje, a resposta governamental é frágil e incipiente. É urgente a criação de um sistema nacional para o enfrentamento da Lgbtfobia, integrando os governos Federal, Estaduais e Municipais, as polícias federal e nos estados, a civil e militar, o Poder Judiciário, os MP federal e estaduais, as defensorias públicas, as universidades, as ONGS, entre outros. A responsabilidade de dirigir esse processo deve ser do Governo Federal. Para além de recomendações e intenções, é urgente a implementação de políticas públicas efetivas nas diversas áreas governamentais, como educação, saúde, cultura, cidadania, trabalho, assistência social, comunicação social, justiça, direitos humanos.
 
No âmbito do estado do Rio de Janeiro, cobramos ao governo estadual que devolva para a sociedade os serviços de atendimento a LGBT, construídos nos últimos nove anos. Hoje, os quatros Centros Regionais de Cidadania LGBT e o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567) do Programa Rio Sem Homofobia, que de 2010 a 2016 fez quase 95 mil atendimentos, estão praticamente fechados por falta de pagamento das equipes técnicas e de compromissos e estratégias por parte do governo para reestabelecer os serviços, deixando a população LGBT sem atenção às suas demandas. A política LGBT no estado passa por um processo de desmonte e não aceitaremos este retrocesso. O Rio de Janeiro já foi reconhecido como o estado com a maior política pública LGBT do Brasil. Exigimos que o governo Pezão reestabeleça urgente o Programa Rio Sem Homofobia!
 
Na cidade do Rio de Janeiro, as ações e políticas LGBT que vinham sendo implementadas na gestão anterior sofrem um grande revés, tanto no enfraquecimento institucional da Coordenação Especial da Diversidade Sexual, que foi desvinculada do Gabinete do Prefeito para a Casa Civil, quanto nos seus programas, como o Projeto Damas e ações de prevenção no Carnaval, entre outros, que sofreram grande redução e descontinuidade. O Governo Crivella, desde março, vinha negando uma posição clara quanto ao apoio tradicional da Prefeitura a realização da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, o que agora, se afirma através da CEDS e da Riotur, que não vai apoiar o evento, que é o terceiro maior da cidade do Rio de Janeiro. Nas eleições municipais de 2016, Crivella quando questionado sobre como atuaria em relação às políticas LGBT existentes e, especificamente com a Parada do Orgulho LGBT de Copacabana, prometeu que manteria o patrocínio da Parada, e hoje age ao contrário, colocando em risco a realização de um importante evento de reivindicação de direitos e promoção da diversidade sexual, uma grande ação contra o preconceito e pela construção de um Rio plural, sem Lgbtfobia, racismo, machismo, desigualdades sociais. Exigimos que o Governo Crivella governe para todas as pessoas sem preconceito.
 
Neste dia, reafirmarmos o compromisso com a comunidade LGBT em manter a luta contra a discriminação e pela promoção da cidadania LGBT em nossa cidade, estado e país. Também reafirmamos o compromisso em buscar realizar a 22ª Parada do Orgulho LGBT Rio, no dia 15 de outubro próximo, em Copacabana, mantendo os princípios de autonomia, independência, não atrelamento e diversidade de ideias. Convidamos o movimento e a comunidade LGBT, bem como a sociedade a apoiar o evento e a se posicionarem contra a mais essa estratégia de tentar enfraquecer a nossa luta por liberdade e por direitos.
 
Em 1993, quando o Grupo Arco-Íris foi fundado, foi alcunhada a seguinte visão: “O Grupo Arco-Íris é a possibilidade de você ser você mesmo e ainda assim caminharmos junt@s!”. É nesse espírito de unidade na diversidade que reafirmamos que junt@s somos mais fortes. Neste 28 de junho, vamos celebrar sim a nossa luta pelo direito amar quem quiser! Orgulho sim daqueles e daquelas que se foram e daquelas e daqueles que ficaram. Orgulho de nossa luta! 
 
Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017
 
WhatsApp Image 2017-06-28 at 11.12.52Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

NOTA OFICIAL DO GRUPO ARCO-IRIS SOBRE A PARADA DO ORGULHO LGBT RIO 2017

NOTA OFICIAL DO GRUPO ARCO-IRIS

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT há 21 anos criou e organiza a Parada do Orgulho LGBT Rio. A Parada é um ato cívico da sociedade civil e seu objetivo, além da visibilidade da população LGBT, foi criar um diálogo com o estado e academia na luta por garantias de direitos a essa população.

A Parada do Orgulho Rio tem tido um papel fundamental na criação de ações afirmativas de políticas públicas. Podemos citar, entre tantas outras iniciativas, pesquisas importantes com a UERJ e a organização de dados fundametais para tomadas de novas metodologias para o tratamentos e prevenção de DSTs.

Atualmente, o Grupo Arco-Íris mobiliza mais de dez instituições entre governo, ONGs e universidades para participarem da Parada do Orgulho LGBT Rio, que atuam oferecendo serviços e reforçando o diálogo entre comunidade e a sociedade.

Foi justamente a partir de reivindicações da Parada que chegamos a um dos melhores programas de cidadania para população LGBT do país – o programa RIO SEM HOMOFOBIA.

Portanto o Grupo Arco-Íris, reconhecida como a maior ONG representativa da população LGBT no estado, com ações em várias áreas sociais, desconsidera a possibilidade de participar de qualquer licitação para produzir aquilo que é uma legítima manifestação da sociedade civil e durante anos foi realizada por nós.

A Prefeitura do Rio, dentro das suas atribuições, não pode, em nenhum momento,  decidir e manipular as ações da sociedade civil em relação à organização da Parada do Orgulho LGBT Rio. Apesar da Prefeitura nos tratar apenas como “um evento”, o fato é que a execução da Parada do Orgulho LGBT Rio tem uma diversidade de atividades, reivindicações e bandeira de luta que o poder público não pode jamais se apoderar – somente a sociedade civil pode dar conta dessas demandas.

Organizamos a Parada do Orgulho LGBT Rio com apoio de dezenas de voluntários/militantes e desenvolvemos campanhas de interesse coletivo – sempre na ótica dos interesses do momento em relação à política pública. Então, como pode a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro decidir quem organiza uma atividade de mobilização social como essa?  Não soa “estranho” a Prefeitura querer pautar aquilo que a sociedade civil vai revendicar a ela própria? Portanto, a nota publicada na coluna Gente Boa no sábado, 29 de abril, sob o título “A Parada é a seguinte” traz uma informação tremendamente descabida.

Afirmamos que o Grupo Arco-Íris não recuará um milímetro e irá organizar a Parada do Orgulho LGBT Rio em 2017,  independente dos apoios governamentais e cumprindo todas as exigências determinadas pelos órgãos competentes.

NOTA PÚBLICA

Nota Pública

O Conselho dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro vem a público manifestar repúdio à exoneração do coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia e manifestar sua preocupação com a continuidade do único serviço de atendimento voltado para LGBT na esfera estadual, o Programa Estadual Rio Sem Homofobia.

A exoneração do coordenador se deu sem aviso prévio tanto ao coordenador quanto ao Celgbt RJ e foi publicada em diário oficial hoje (10/02/2017) retroativa à 01/02/2017. A indicação do Sr. Cláudio Nascimento para coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia foi apoiada e reconhecida pela Sociedade Civil LGBT organizada do Rio de Janeiro e por este Conselho que tem a função de acompanhar e fiscalizar a política pública para LGBT neste Estado.

A exoneração do coordenador foi feita pelo Sr. Pedro Fernandes e até o momento não foi feito qualquer diálogo com este Conselho a respeito das decisão e sobre a continuidade do programa.

Exigimos respeito por parte do Sr. Pedro Fernandes para com este Conselho e com a população LGBT do Estado do Rio de Janeiro e pedimos que o mesmo se manifeste oficialmente a respeito das exoneração do coordenador e do futuro dá política pública para LGBT deste Estado e que dialogue sobre as referidas questões com o celgbt RJ.

Julio Moreira

Presidente do Conse

21a Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro vai falar sobre Identidade de Gênero

Cartaz da 21ª Parada do Orgulho LGBT Rio 2016

Cartaz da 21ª Parada do Orgulho LGBT Rio 2016

Depois de enfrentar diversas dificuldades para a sua realização, incluindo dívidas originadas pelo não repasse do patrocínio do Governo do Estado nos anos dois anos anteriores, a 21ª Parada do Orgulho LGBT Rio 2016 irá acontecer no próximo dia 11 de dezembro.

Com concentração no Posto 5 da Praia de Copacabana, a Parada organizada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT oferecerá serviços para a população em tendas a partir das 9h. O esquenta para a saída dos trios, será às 13h.

Neste ano, será abordado o tema do direito à Identidade de Gênero, a favor da aprovação do projeto de lei 5002/13 – Lei João W. Nery – lei de identidade de gênero – de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), apresentado em parceria com a deputada Érika Kokay (PT-DF). O projeto está baseado na lei de identidade de gênero argentina (“Ley 26.743”), considerada a mais avançada do mundo.

O projeto reconhece a identidade de gênero como um direito e estabelece claramente que tanto a alteração legal do nome e do gênero na documentação pessoal quanto qualquer tipo de intervenção no corpo para adequá-lo à identidade de gênero auto percebida é um direito que só poderá ser exercido com o consentimento legal expresso da pessoa interessada.

Num momento político e ideológico delicado que estamos vivendo no país; onde ondas conservadoras buscam de todas as formas impedir conquistas e diminuir os direitos da população LGBT, deturpando conceitos e ventilando inverdades; ações de visibilidade como a Parada LGBT do Rio são essenciais.

Desta forma, convocamos toda a sociedade de bem, que é a favor da diversidade e respeita o seu próximo do jeito que ele é, a estar conosco no domingo, dizendo em bom e alto som: “EU SOU A MINHA IDENTIDADE DE GÊNERO!!”

Julio Moreira – Diretor Sociocultural do Grupo Arco-Íris.

21ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro confirmada.

Após correr risco de não acontecer, Parada LGBT de Copacabana está confirmada

A Parada LGBT, em Copacabana | Thiago Freitas

A Parada LGBT, em Copacabana | Thiago Freitas

por Ancelmo Gois

Parada LGBT
Após correr o risco de não acontecer por causa da crise, a 21ª Parada do Orgulho LGBT, em Copacabana, no Rio, está confirmada: 11 de dezembro, um domingo, com o tema “Eu sou minha identidade de gênero”. O Grupo Arco-Íris conseguiu, enfim, apoio financeiro — de quem, por ora, prefere não revelar.

Aliás…
O governo do Rio ainda deve os repasses prometidos para 2014 (R$ 465 mil) e 2015 (R$ 220 mil), o que, pelo visto, escafedeu-se na crise do Estado.

NOTA DE REPÚDIO DO GRUPO ARCO-ÍRIS DE CIDADANIA LGBT AO SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EZEQUIEL TEIXEIRA

                                                                                                                                                                                                                               Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2016

 

NOTA DE REPÚDIO  DO GRUPO ARCO-ÍRIS DE CIDADANIA LGBT AO SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS HUMANOS  DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EZEQUIEL TEIXEIRA  

 

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, com 22 anos de lutas e conquistas,   e que tem a missão de atuar como uma organização de referência na promoção da autoestima e cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – LGBT, visando à transformação da sociedade por meio de ações de desenvolvimento organizacional, gestão do conhecimento, mobilização comunitária e defesa dos direitos humanos, para o exercício da livre orientação sexual e identidade de gênero vem a público manifestar  seu repudio e indignação quanto  a fala do Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos , Ezequiel Teixeira , que é contraditória com a pasta que  representa , quando se coloca a favor da cura gay, contra o casamento homoafetivo e principalmente ao desmonte do Programa Rio sem Homofobia .

 

O Programa Rio sem Homofobia é um avanço e um ganho do movimento social em conjunto  com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e com a Acadêmia, é uma luta de mais de duas décadas, é o resultado de uma metodologia de aplicação e  de uma rede de proteção básica especial a essa população, usada como modelo não só no Estado do Rio de Janeiro mas em todo o Brasil. O Programa serviu e ainda serve de referência para outros programas de Direitos Humanos e vem se reinventando ao longo da sua implantação. É injustificável o término desse Programa.

 

 Como pode um político de posições radicais assumir a pasta de Direitos Humanos? Infelizmente a população de lésbicas, gays ,bissexuais, travestis e transexuais continua sendo moeda de troca. Não venha dizer que é falta de dinheiro, pois como emprestam dinheiro a Empresas privadas para cobrirem suas dívidas?. Não podemos  admitir movimentos fundamentalistas atuando nos poderes Estadual e Federal.

 

EXIGIMOS A SAÍDA IMEDIATA DO SECRETÁRIO  EZEQUIEL TEIXEIRA DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO!!!!!!

                                           

                                                                                                                  GRUPO ARCO-ÍRIS DE CIDADANIA LGBT                           

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AGÊNCIA:0392.1 /CONTA CORRENTE:27126.8

CNPJ: 97.468.433/0001.08

 

 

DOAÇÃO COM RECEBIMENTO DE  UMA BOLSA

O CAFÉ COM BOLACHA ESTÁ DE VOLTA DIA 15.05.15 (SEXTA-FEIRA)ÀS 19H

O CAFÉ COM BOLACHA ESTÁ DE VOLTA

REUNIÃO DIA 15.05 (SEXTA-FEIRA)ÀS 19H NA SEDE DO GRUPO COM O TEMA
NOVELAS: VISIBILIDADE, EXPOSIÇÃO OU EXPLORAÇÃO?
O QUE GANHAMOS ? O QUE PERDEMOS?

MULHERES ESPERAMOS POR VOCÊS PARA ESTE INTENSO BATE PAPO.

ENDEREÇO: RUA TENENTE POSSOLO, Nº 43 SOBRADO / CENTRO-RJ
TEL: (21)2222.7286 / (21)2215.0844
EMAIL: arco-iris@arco-iris.org.br

EVENTO GRATUITO

 

Apresentação CAFÉ COM BOLACHA1505-2

ESTAMOS DE VOLTA COM AS REUNIÕES DE SEXTA- FEIRA NA SEDE DO GRUPO

 

NOSSAS REUNIÕES DAS SEXTAS-FEIRAS VOLTARAM!!!!!!!

 

VENHA PARTICIPAR DE NOSSA REUNIÃO DE CONVIVÊNCIA, NA  SEXTA -FEIRA (DIA 08.05.15) ÀS 19H NA SEDE DO GRUPO COM O TEMA:

SAÚDE, PEGAÇÃO E PREVENÇÃO  

E TRAGA @S AMIG@S.

ESTAMOS ESPERANDO POR VOCÊS!!!!

ENDEREÇO: RUA TENENTE POSSOLO Nº 43 SOBRADO CENTRO – RJ(PRÓXIMO A PRAÇA CRUZ VERMELHA)

 Flyer reunião do dia 080515  

 

                                                                                                                               EVENTO  GRATUITO

AVISO IMPORTANTE: O GRUPO ARCO- ÍRIS ENTRA EM RECESSO DIA 20.12.2014, RETORNANDO SUAS ATIVIDADES DIA 21.01.2015

   

 

 

INFORMAMOS  QUE O GRUPO  ENTRA  EM RECESSO A PARTIR DO DIA 20.12.2014, RETORNANDO SUAS ATIVIDADES  DIA

21.01.2015 ,  INCLUSIVE O ATENDIMENTO PARA O TESTE DE HIV RÁPIDO.

 

 

DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO DO GRUPO : DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA DAS 14 ÀS 20H.

 

DIAS E HORÁRIOS DE  ATENDIMENTO PARA O TESTE DE HIV RÁPIDO :  DE SEGUNDA  A QUINTA-FEIRA DAS 16 ÀS 19H.

 

 DESEJAMOS A TODOS E TOD@AS QUE O ANO DE  2015 SEJA DE PAZ E GRANDES REALIZAÇÕES!!! 

 

GRUPO ARCO-ÍRIS DE CIDADANIA LGBT

ATENÇÃO: 13º PRÊMIO ARCO-íRIS DE DIREITOS HUMANOS DIA 15.12.14 ÀS 19:30h

ATENÇÃO: 13º PRÊMIO ARCO-íRIS DE DIREITOS HUMANOS.

ESTAREMOS PREMIANDO , PERSONALIDADES E INSTITUIÇÕES, QUE FIZERAM A DIFERENÇA PARA A COMUNIDADE DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS EM 2014.

PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA (DIA15.12) ÀS 19:30 H NO TEATRO CASA DE CULTURA LAURA ALVIM (AV.VIEIRA SOUTO,176 – IPANEMA). .

IMPRIMA O FLYER E PAGUE R$2,00(DOIS REAIS).

NÃO PERCAM!!!! SHOWS COM OS GRANDES NOMES DA CULTURA LGBT.

 

PREMIO

O grupo Arco-Íris torna público seu balanço da 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT – Rio, que aconteceu no domingo (16), em Copacabana.

COMUNICADO À COMUNIDADE LGBT, SOCIEDADE E IMPRENSA:

 O grupo Arco-Íris torna público seu balanço da 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT – Rio, que aconteceu  no domingo (16), em Copacabana.

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“A 19ª Parada do Orgulho LGBT – Rio, como todos os anos, pautou os direitos da população LGBT através de uma grande demonstração de respeito à diversidade. Tal como a típica descontração e irreverência dos participantes da marcha, vários serviços estiveram disponíveis como, pela primeira vez, a testagem rápida de hepatites e HIV com aconselhamento. Além disso, participações memoráveis: a cantora Rita Benneditto e a atriz Letícia Spiller, caracterizada como a drag queen Rochanna, sua personagem no filme ‘O Casamento de Gorete’. Lembrando os casos de homofobia e a importância de combatê-los, o pai do jovem Lucas Fortuna, assassinado em 2012, homenageou a memória do filho e pediu que outros pais ‘saíssem do armário’.

 Mas, infelizmente, uma situação que vem atingindo a cidade chegou até o evento: a problemática da segurança pública. A coordenação da Parada realizou reuniões com os órgãos públicos da esfera municipal e estadual, incluindo a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Mas, infelizmente, observamos que não foi possível coibir, em sua totalidade, furtos, roubos e brigas. Reiteramos que cumprimos todas as exigências de segurança que são requeridas para a realização de eventos públicos de grande porte. Entre as ações de nossa responsabilidade esteve a contratação de um grande quantitativo de agentes de segurança, mas que atuam no campo da segurança patrimonial e dão suporte a situações de risco ao evento. É importante ressaltar que a questão da violência no Rio de Janeiro, tanto quanto um problema de segurança pública, é também consequência das desigualdades que permeiam a sociedade.

 O Grupo Arco-Íris se coloca à disposição para novos esclarecimentos”.

19ª PARADA DO ORGULHO LGBT RIO | Organizada pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, manifestação defendeu o fim da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

19ª PARADA DO ORGULHO LGBT RIO

Organizada pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, manifestação defendeu o fim da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

Serviços de cidadania e saúde integraram o evento que este ano reuniu 500 mil pessoas

Jane+e+Spiller

As bandeiras do arco-íris e da paz emolduraram o lema “Somos milhões de vozes” e a orla de Copacabana se transformou no cenário para milhares de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes – cidadãs e cidadãos de todo o Brasil – pedirem respeito e o fim da violência durante a 19ª Parada do Orgulho LGBT Rio – 2014, que aconteceu no domingo, dia 16 de novembro. Cerca de 1 milhão de pessoas foram para a avenida lutar pelos seus direitos e se divertir ao som de DJs e da bateria da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira.

Os serviços de cidadania e saúde deram um destaque especial a Parada LGBT-Rio. A IBMR, Instituto Brasileiro de Medicina Reabilitação promoveu gratuitamente massagens, que foram realizadas por alunos e professores dos cursos de psicologia, estética e fisioterapia. A tenda Ação, Orgulho e Cidadania distribuiu 50 mil kits, contabilizando 750 mil camisinhas e lubrificantes.

Em uma das tendas ocorreu o lançamento do INM, que é um higienizador íntimo descartável. Foram distribuídos 10 mil higienizadores e lubrificantes para o público presente. Já na tenda Conscientização do PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) era realizada a divulgação do medicamento antirretroviral utilizada por pessoa HIV negativa para se prevenir da infecção por este vírus. A PrEP ainda não é um método disponível no SUS, mas na Fiocruz está sendo estudada uma forma de viabilizar sua implementação no Brasil. Houve ainda o teste que permite o diagnóstico do vírus HIV. Os responsáveis foram o laboratório de Pesquisa Clínica em DST/AIDS do IPEC – Fiocruz em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e o Grupo Arco-Íris. Foram realizadas 74 vacinas contra a Hepatite B e 54 teste para Hepatite B e C.

A gerente da Gerência de DST/AIDS/Sangue e Hemoderivados da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Denise Pires, ressaltou que todas as pessoas que realizaram o teste de HIV e, obtiveram resultado positivo, foram encaminhadas com a primeira consulta marcada no ambulatório da Secretaria do Estado.

O Programa Estadual Rio Sem Homofobia distribuiu 100 mil preservativos e materiais informativos sobre violência homofóbica, mulher e racismo, além de promover a realização da 5ª Cerimonia Coletiva de Casamento Civil Homoafetivo. A Secretaria Municipal da Saúde e CEDS – Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual fez a distribuição de 200 mil preservativos masculinos, 100 mil lubrificantes, 5 mil preservativos femininos, 10 mil materiais educativos e 1 mil testes para fumantes verificarem a quantidade de monóxido de carbono no pulmão.

Na tenda da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foram realizadas 213 orientações jurídicas envolvendo as questões LGBT. Os temas mais procurados foram casamento homoafetivo e 2º via de identidade.

 

 

A Parada do Orgulho LGBT Rio organizada desde 1995 pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT leva para as ruas pessoas que lutam por direitos iguais, que combatem a intolerância, o preconceito e o ódio, dando voz àqueles que por tantos anos viveram à margem da sociedade. Num movimento pacífico a Parada LGBT-Rio lembrará as centenas de LGBTs que sofreram algum tipo de violência homofóbica e transfóbica no Rio de Janeiro no ano de 2013 por conta de sua orientação sexual e identidade de gênero.

 

TRIOS ELÉTRICOS

O trio de abertura reuniu diversas autoridades como o Deputado Estadual Carlos Minc, Paulo Abraão, Secretário Nacional de Justiça; o Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, o Coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, o Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Carlos Mariano Santana Costa e a Deputada Federal Jandira Feghali. Também marcaram presença no trio oficial ativistas e militantes LGBT de diversas regiões do país. Pelo sétimo ano consecutivo, a divina diva Jane Di Castro interpretou o Hino Nacional. A cantora Rita Benneditto fez uma performance no trio interpretando duas composições do seu novo trabalho “Encanto”.

A atriz Letícia Spiller, os atores Rodrigo Sant’anna e Tadeu Mello, o diretor Paulo Vespúcio e parte do elenco do fime “O Casamento de Gorete” também estiveram na 19ª Parada do Orgulho LGBT Rio. Letícia fez uma saudação convocando para uma grande corrente de solidariedade e luta contra a homofobia. Movimentos sociais como Mães pela Igualdade e Jovens da Igreja Cristã Contemporânea, Lideres Religiosos de religiões de matriz africana, assim como integrantes do GRES Estação Primeira de Mangueira (que encerrou a Parada LGBT-Rio) também estiveram presentes.

 

 

ORGANIZAÇÃO E APOIO

A 19ª Parada do Orgulho LGBT-Rio é uma realização do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT e Instituto Arco-Íris e com patrocínio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado, através do Programa Rio Sem Homofobia; da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS) e da Petrobras; contando ainda com o apoio da Secretaria do Ambiente do Governo do Estado do Rio de Janeiro /Instituto Estadual do Ambiente, Defensoria Pública do Estado, Secretaria de Estado de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Centro Universitário IBMR e Rádio FM O Dia.

 

 

Informações para a imprensa: Márcia Vilella | Letícia Reitberger | Júlia Quinan

Target Assessoria de Comunicação

Tels: 21 98158 9692 | 98158 9715| 97965 4313

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Garanta já a sua camiseta!

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2º LOTE: R$30,00 (TRINTA REAIS) – 
VENDAS: SEDE DO GRUPO – RUA TENENTE POSSOLO, Nº 43 SOBRADO – CENTRO- RJ
DIAS/HORÁRIOS – DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA DAS 15H ÀS
20 H .

FORMAS DE PAGAMENTO: EM ESPÉCIE, CARTÃO DE DÉBITO OU CARTÃO DE CRÉDITO.
TELS. PARA CONTATO: (21) 2222.7286 / (21)2215.0844.

TIJUCA RECEBE FESTIVAL DA CULTURA LGBT NO TEATRO MUNICIPAL ZIEMBINSKI

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 Durante todo o mês de novembro, grandes artistas homenagearão Caetano Veloso e Cole Porter

Em novembro, o Rio de Janeiro recebe o Festival da Cultura LGBT, realizado pelo Grupo Arco-Íris. Serão apresentados 12 espetáculos de teatro e música que fazem parte das celebrações da 19ª Parada do Orgulho LGBT Rio, que acontecerá dia 16 de novembro em Copacabana. “O objetivo desse projeto é discutir a importância da arte transformista para cultura LGBT e suas manifestações como instrumento de visibilidade e empoderamento da política LGBT”, afirma Almir França, presidente do GAI.

Ambos os projetos terão como tema a obra dos compositores Cole Porter e Caetano Veloso. Este último tem em repertório uma linha política e progressiva defendendo sempre os diferentes e os que não estão no padrão social. “Com riqueza de metáforas, ele fala de homens, mulheres, bichos, bichas, putas e deusas, transita em reinos e favelas com a intimidade de um deus, por isso ele é nosso homenageado”, diz Almir França. Em seu disco ‘Estrangeiro’ ele, além de contemplar a cidade do Rio de Janeiro, cita o compositor Cole Porter com um olhar impressionista sobre nossa Baía de Guanabara. Além disso, a maioria das cantoras lésbicas e atores transformistas beberam na obra de Caetano através de Gal e Bethânia.

A programação inclui o espetáculo que vai virar documentário: Divinas Divas. No elenco as travestis Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K e Fujika de Halliday celebram 50 anos de carreira e apresentam a nova versão do famoso espetáculo de transformismo. No repertório, estão mantidos os clássicos da MPB e as boas doses de humor.

A transformista Laura Di Vison, ícone da sua época, será a grande homenageada do projeto “Autorretrato Laura Di Vision”. Dona de um humor implacável, os seus shows eram marcados por pirotecnia e humor trash – muito difundido na Europa e Estados Unidos. O projeto a homenageia, porque esta grande artista permitiu que a sociedade se enxergasse através do espelho e das maquiagens e mostrou que é possível realizar seus sonhos, desenvolver a sua arte e garantir a respeitabilidade que todo grande artista merece.

PROGRAMAÇÃO 

07.11 – SEXTA – 20h

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Cole Porter – O que é essa coisa chamada amor?

Elenco: Aloma, Cacau Niemeyer, Claudia Celeste, Marcelo Taurino, Pamela Star, Paulo Wagner e Sissy Diamond.

Sinopse: Celebração da memória e obra do compositor americano Cole Porter. Destaque com as canções: I’ve Got U Under My Skin, Beguine The Beguin, So In Love, Love For Sale, Be A Clown, I Get A Kick Out Of U, Anything Goes, Night And Day, You’re The Top.

 

08.11 – SÁBADO – 20h

Projeto Autorretrato Laura di Vision

Sara Steven Tour – Anita

Elenco: Sarah Steven, Pablo Ventura, Rodrigo Gonçalves, Nanzinho Whait, Junior Maciel, Jonathan Gomes, Rafael Parreira, Pedrinho Souza, Anderson Cocao, Vitor Torres, Yay-Z e Amaury Andrade.

 

09.11 – DOMINGO – 19h30

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Divinas Divas

Elenco: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K e Fujika de Halliday.

Sinopse: Celebrando 50 anos de carreira, o grupo formado por Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, apresentam nova versão do famoso espetáculo de transformismo. No repertório, estão mantidos os clássicos da MPB e as boas doses de humor. Direção Gustavo Gasparani.

 

14.11 – SEXTA – 20h

Projeto Vozes da Diversidade

Caetaneando

Direção: Marcio Azevedo.

Elenco: Angelo Pereira, Cristina Grecco e Nana Kozak

Sinopse: O espetáculo musical “Caetaneando”, ao estilo ‘um banquinho e um violão’, que mostrarão antigas composições de um dos maiores ícones da música popular brasileira, Caetano Veloso.

 

15.11 – SÁBADO – 20h

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Que Broadway é está parada!

Texto e Direção: Alexandre Azevedo.

Elenco: Diziky, Vick Diamond, Maria Eduarda, Fabiana Carraro, Andrea Andrews, Dianelly Braga, Lorraine Lovely e Lorna Washington.

Sinopse: Conta a história de três drags indo para a Parada Gay. Após um acidente com a roupa de uma delas, alguém encontra uma famosa costureira que faz relembrar seus sucessos nos grandes musicais.

 

16.11 – DOMINGO – 19h30

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Glamour Fantasy

Direção: Maurício Almeida.

Elenco: Susy Parker, Claudia Celeste, Yeda Brown, Aloma, Sissy Diamond, Magaly Penélope, Jenifer di Martini e Paulo Wagner.

Sinopse: Musical ambientado num cabaret antigo, com muito glamour.

 

21.11 – SEXTA – 20h

Projeto Vozes da Diversidade

Caetano um olhar para Porter

Direção: Júlio Rosemberg

Elenco: Elza Ribeiro, Jakqueline Uchoa e Juliana Farina

Sinopse: O espetáculo conta com canções de Caetano Veloso e algumas composições de Cole Porter. Caetano arremata o Brasil visto pelo olhar estrangeiro.

 

22.11 – SÁBADO – 20h

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Homenagem à Turma Ok.

Elenco: Luana Muniz, Elaine Parker, Letícia Roccos, Carlos Salazar, Claudete Colbert, Babalu, Ilona di Martini e Sofie Moore.

 

23.11 – DOMINGO – 19h30

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Somos todos filhos de Deus.

Texto e Direção: Marcio Azevedo.

Elenco: Dianelly Braga, Danny D´avilon, Magaly Penélope, Maria Eduarda e Regine de Monaco. Bailarino: Jonathan e Bale.

Sinopse: Conta a história de uma mãe que quer recuperar o seu filho após um acidente. E ela apela para todas as religiões.

 

28.11 – SEXTA – 20h

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Susy Brasil, Lord Talente e Samara Rios.

 

29.11 – SÁBADO – 20h

Projeto Autorretrato Laura Di Vison

Ao sair deixe suas lágrimas.

Elenco: Desiree, Karina Karão e Stephanie Camburão.

 

30.11 –DOMINGO – 19h

Projeto Vozes da Diversidade

Sobrevivendo em cima daquilo.

Lorna Washington

 

Serviço

07 a 30 de novembro de 2014

Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h30

Av. Heitor Beltrão, s/nº – Tijuca – Inf.: (21) 3234 2003

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Classificação: 18 anos

Capacidade: 122 lugares

 

Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Letícia Reitberger | Júlia Quinan
Target Assessoria de Comunicação
Tels: 21 98158 9692 | 98158 9715| 97965 4313 | 2284 2475
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Roda de Conversa com o tema : “Visibilidade da Mulher Lésbica” com palestras de Carlos Tufvesson e Marcelle Esteves

 

Para celebrar o dia 29 de agosto Dia Nacional da Visibilidade Lésbica a SPM – Rio realizou no dia 26 uma Roda de Conversa com o tema : “Visibilidade da Mulher Lésbica” com palestras de Carlos Tufvesson – Coordenador da Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual (CEDS) e de Marcelle Esteves-Vice Presidente do Grupo Arco-Íris.

 

Diario Oficial Visibilidade Lesbica                  Roda de COnversa sobre visibilidade lésbica

ARTIGO DA VICE PRESIDENTE DO GRUPO, MARCELLE ESTEVES PARA A REVISTA S

 

Artigo da Vice Presidente do Grupo, Marcelle Esteves, para a Revista S tendo como tema  “O ativismo lésbico e a luta numa sociedade que as tornam invisíveis”.

 

Leia na integra:

 

                                                                          Marcelle texto Revista S

VICE PRESIDENTE DO GRUPO RECEBERÁ MOÇÃO DE MÉRITO E HONRA

 

 

A Vice Presidente do Grupo Marcelle Esteves, receberá Moção de Mérito e Honra da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por sua luta em prol dos Direitos Civis e Direitos Humanos  nas causas LGBT,dia 26.08.14 às 18:30h.

 

                                                      Marcelle

TESTAGEM RÁPIDA DE HIV NA SEDE DO GRUPO

     TESTE RÁPIDO DE HIV NA SEDE DO GRUPO

 

LOCAL: SEDE DO GRUPO ARCO-IRIS

ENDEREÇO: RUA TENENTE POSSOLO Nº 43, SOBRADO

CENTRO – RJ (PRÓXIMO A PRAÇA CRUZ VERMELHA)

DIAS DE ATENDIMENTO : DE SEGUNDA- FEIRA  A QUINTA-FEIRA

HORÁRIO DE ATENDIMENTO: 16 ÀS 19H

ATENDIMENTO POR ORDEM DE CHEGADA

TESTE GRATUITO

 

                       

DIA 28.06 – DIA MUNDIAL DO ORGULHO LGBT

                                                                                                                                                         ATO PELO DIA 28 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DO ORGULHO LGBT

No mundo inteiro, tradicionalmente celebra-se o chamado Dia do Orgulho LGBT no dia 28 de junho. A significância da data é o marco do início do moderno movimento pelos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Há 45 anos, ocorreu na cidade de Nova Iorque o que veio a ser conhecida como a Rebelião de Stonewall. O Stonewall Inn era (e ainda é) um bar de frequência LGBT que sofria repetidas batidas policiais sem justificativa. Na noite de 28 de junho de 1969, os frequentadores se revoltaram contra a polícia e o tumulto que se seguiu durou três dias, mudando para sempre as atitudes repressivas das autoridades perante as pessoas LGBT. A partir de então este dia é celebrado como uma expressão de orgulho – e não de vergonha – de assumir publicamente a sua orientação sexual e identidade de gênero.

Chamamos a atenção contra a intolerância que predomina em determinados países, inclusive no Brasil, contra a população LGBT. Apesar de avanços significativos em vários países, 40% dos 193 Estados Membros da ONU ainda criminalizam a homossexualidade. São 78 países em que a homossexualidade é crime. Ainda, em cinco países (Arábia Saudita, Iêmen, Irã, Mauritânia, Sudão) e partes da Nigéria e da Somália a homossexualidade é punida com a pena de morte. (Fonte: ILGA)

No Brasil, apesar dos avanços no reconhecimento e efetivação da igualdade de direitos das pessoas LGBT, a situação de violação dos direitos humanos da nossa comunidade continua sendo assustadora. Em média, todo dia no país foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico e 13,29 pessoas foram vítimas de violências homofóbicas. Cerca de 320 pessoas LGBT foram assassinadas no país em 2012 por motivos homofóbicos. (Fonte: Presidência da República, 2012)

O Governo Federal congelou as políticas públicas afirmativas para a população LGBT, que tanto avançaram na primeira década do 3º milênio. Este retrocesso tem como causa principalmente o recrudescimento do conservadorismo e do fundamentalismo religioso, e pelos representantes dessas tendências no Congresso Nacional, com uma bancada de 83 políticos homofóbicos contrários ao alcance da cidadania plena pela população LGBT. 

Em vista deste cenário, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT se manifesta e exige:
Medidas governamentais concretas de combate à impunidade que caracteriza as violações dos direitos humanos da população LGBT no Brasil;
Inclusão da criminalização da homofobia no Código Penal Brasileiro;
Aprovação do Projeto de Lei nº 5002/2013, conhecido como Lei de Identidade de Gênero/Lei João W. Nery;
Aprovação do Projeto de Lei 7582/2014 que visa criminalizar atos de intolerância e de ódio;
Políticas públicas afirmativas, organizadas, através de diretrizes, dentro de um Plano Nacional LGBT, com orçamento adequado, monitoramento e avaliação, controle social e transparência, abrangendo minimamente as áreas de: educação, direitos humanos, saúde, justiça, segurança pública, trabalho e emprego, previdência, cultura, desenvolvimento social, mulheres, igualdade racial, relações exteriores, turismo;
Criação de núcleos de direitos humanos LGBT nos Ministérios Públicos estaduais, a exemplo do Paraná, Pernambuco e Piauí;
A garantia e o fortalecimento da laicidade do estado e das políticas públicas;
O cumprimento, por todos os Estados Membros da ONU, das recomendações do Relatório encomendado pela Alta Comissária para Direitos Humanos, discutidas no Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2012: “Legislação e práticas discriminatórias e violência contra as pessoas com base em sua orientação sexual e identidade de gênero (A.HRC.19.41).”

Reafirmamos que a nossa luta é todos os dias por um Brasil e um Mundo sem racismo, machismo e homofobia e conclama a sociedade para se mobilizar a disputar o debate político pelas bandeiras democráticas e se posicionar contra qualquer ação conservadora que vá na contramão da garantia dos diretos humanos e da garantia dos espaços democráticos.

GRUPO ARCO-ÍRIS DE CIDADANIA LGBT